CARTAS
Verde-amarelões?
Nossos atletas que foram a Pequim são bravos guerreiros que lutaram como Davis perante Golias poderosos, representantes de nações que vêm pensando grande e investindo nos desportistas há décadas e colhem agora os frutos em forma de medalhas. Nossos atletas não são verde-amarelões não. São órfãos do Comitê Olímpico Brasileiro que os apóia só no momento derradeiro. Exemplo disso, é o da Juliana Veloso que, com índice olímpico alcançado, não tinha um patrocinador sequer para mantê-la até a Olimpíada. Imaginem qual será sua situação após o glamour olímpico. É preciso mudar a política de investimento desportivo, pensar grande no que se quer alcançar, pois até hoje nos vangloriamos de alguns poucos e verdadeiros heróis que não são eternos.
WALTER ABOU MURAD (biomédico) - Londrina
Lei seca
Se você for a um restaurante com a família, consumir uma lata de cerveja, dirigir e cair numa blitz, além de ser multado e terá sua carteira apreendida. Agora mensalão, desvio de dinheiro público, extorsão a empresários, menores que matam e aterrorizam famílias e nada acontece com eles (coitados, são vítimas da sociedade), isso tudo está liberado. Imaginem todo esse dinheiro que roubam dos nossos bolsos sendo investido em educação, reforma e construção de hospitais, restauração de nossa malha viária (o que reduziria pela metade os acidentes), quantas vidas também seriam salvas! Só aplaudirei a lei seca no dia em que político corrupto apodrecer na cadeia e menor infrator for julgado como adulto, como acontece nos Estados Unidos.
RICARDO PINTOR DE MELO LIMA (auxiliar administrativo) - Londrina
Álcool e direção
Em diversas ocasiões, a Associação Médica Brasileira tem manifestado sua posição favorável à lei nº 11.705/08, que visa a coibir a condução de veículos após a ingestão de bebidas alcóolicas. Choca ver iniciativas organizadas buscando flexibilizar a lei. Os argumentos levantados em favor das mudanças da lei são muito fracos, sobretudo, quando expostos aos resultados positivos da sua aplicação. Fixar o limite em zero não é omissão do legislador, mas caracteriza uma posição firme em defesa da vida. A sociedade brasileira não está disposta a pagar com vidas qualquer flexibilização.
JOSÉ LUIZ GOMES DO AMARAL (presidente da Associação Médica Brasileira) - São Paulo
Lei penal
Jamais em tempo algum a criminalidade prosperou tanto. A impunidade grassa por todo País. Milhares de processos mofam nas prateleiras dos fóruns e tribunais pela ausência de estrutura e recursos do Poder Judiciário em face da gigantesca demanda. Sugiro a aprovação de uma lei modificando o rito processual em relação a crimes hediondos, latrocínio, estupro, sequestro seguido de morte, assalto à mão armada, corrupção, pedofilia, tráfico de drogas e crimes contra a segurança nacional para ''julgamento sumário'', sem direito a recursos, concedendo ao réu tão-somente a possibilidade de desqualificar o crime que lhe for imputado. Com esta alteração aqueles processos sofrerão sensível redução e o povo há de viver em paz.
RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (serventuário da Justiça) - Fênix
Buracos em ciclovias
A Prefeitura de Curitiba precisa revitalizar as ciclovias. Como a maioria das pistas está esburacada, o ciclista se vê obrigado a transitar nas ruas colocando-se em risco de ser atropelado. Nossa cidade fica atrás de outras metrópoles que adotaram pistas exclusivas para ciclistas. Aqui andar de bicicleta é correr risco de vida seja na rua ou nas ciclovias.
CÉLIO BORBA (artista plástico) - Curitiba
- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





