CARTAS
Desrespeito ao próximo
Quase diariamente vou a Londrina para o tratamento fisioterápico do meu filho, de 13 anos, que tem paralisia cerebral. Costumo levá-lo até o Shopping Catuaí. Entretanto, nas últimas quatro vezes em que levei-o ao banheiro de deficientes me deparei com sacos de lixo cheios de papel higiênico usado. Na primeira e segunda vez, pedi ao responsável pela limpeza que retirasse dali o lixo. Na terceira, além dessa solicitação fiz uma reclamação por escrito e dei a um funcionário do shopping. Na última quinta-feira, novamente me deparei com o lixo no banheiro. Será que deficiente é lixo para dividir o local no banheiro? Se uma empresa deste porte tem esse pensamento, o que esperar das outras. Espero que os responsáveis pelo shopping se dignem a regularizar tal problema, não só para o meu filho, mas para que todos portadores de deficiências tenham um mínimo de dignidade.
JACKSON DE BRITO BUGHI (bancário) - Centenário do Sul
Verba para educação
Em tempo de campanha política, o que mais ouvimos dos candidatos ao pleito são discursos em defesa da saúde, educação, segurança, etc. Na prática, isto não ocorre porque nossos homens públicos simplesmente esquecem dos compromissos de interesse da coletividade e pensam apenas em construir condições favoráveis para se perpetuarem no poder. Não importa o custo que a sociedade irá pagar por isso. Agora, governadores reclamarem que não têm recursos para educação nos faz ter certeza que para eles pouco importa as necessidades primordiais do povo em busca de vida digna.
JUSTINO CORREIA FILHO (técnico em agropecuária) - Bela Vista do Paraíso
'Créu' a quem o merece
Venho me solidarizar com o engenheiro Júlio Cotrim que publicou carta na FOLHA (03/08), indignado por ter sido obrigado a ouvir o ''Créu'' em altíssimo volume, na última quinta-feira, à meia-noite, devido a uma festa promovida na Cervejaria Fábrica 1. Também liguei para a Polícia Militar para que fossem tomadas as providências. Muito me admira que os responsáveis pela cervejaria não tenham percebido o incômodo causado aos moradores de pelo menos três bairros pelo barulho mal-educado e fora de hora. Nossa indignação é maior por sabermos que a cervejaria obteve licença graças à mudança de zoneamento propiciada pela propina oferecida a legisladores de triste memória. Desejo que estes falsos legisladores sejam penalizados pela Justiça e, como punição, sejam também obrigados a ouvir o ''Créu'' em altíssimo volume, 24 horas por dia.
CÉLIA MUSILLI (jornalista) - Londrina
Primavera e corrupção
Espero que a Primavera com seu cortejo de flores purifique o ar contaminado de Brasília. Espero ainda que esse ''furacão'' que se propaga pelo Brasil cesse de uma vez por todas e as flores da esperança, da justiça, da honestidade brotem em cada canto exterminando todas as ervas daninhas e dissipe essa corrupção que grassa nas cúpulas governamentais. Espero que, livre dessas mazelas, nosso povo possa usufruir de uma vida digna e íntegra. Esse é o grande legado que ficará para a posteridade.
IRENE CRUZ CORRÊA (dona de casa) - Londrina
Solução para o trânsito
Cidadania é uma expressão banalizada pela constante utilização política. Um bom exemplo é a consciência cidadã do povo suíço, cujo burgomestre (prefeito) alterna seu tempo entre o seu trabalho e o expediente no serviço público - sem que um interfira no outro - com a máxima consciência de um dever sagrado: cuidar daquilo que é mais importante para coletividade sem privilégios. Este conceito vem a propósito do que podemos fazer por Londrina com respeito aos acidentes de trânsito. Vamos exercer nossa cidadania com a seguinte recomendação: deixe seu carro na garagem e utilize o táxi. O resultado é compensador e vai contribuir para desafogar o trânsito.
JOÃO DIAS AYRES (médico) - Londrina





