Democracia e Estado de Direito
A Polícia Federal tem prestado relevante serviço à nação com suas investigações. Todavia, certas prisões feitas ao sabor da satisfação pública sensacionalista retiram a grandeza e a exigência legal prevista em nosso ordenamento constitucional. Daí porque rendo minhas homenagens ao ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, quando conduz recomendações no sentido de que o Estado de Direito e a democracia sejam respeitados. Se ele não preservar estas garantias, em breve estabelecerá verdadeira anarquia no Brasil e o Judiciário perderá seu poder de domínio de manter a paz social e fazer respeitar a lei.
ERCÍLIO RODRIGUES DE PAULA (juiz de Direito aposentado) - Figueira


Justiça em atrito
Sobre a matéria ''Procuradores cogitam impeachment de Mendes'' (Política, pág. 6, 15/07), não é a primeira vez que o ministro Gilmar Mendes, vassalo subserviente de todos os presidentes da República, apronta das suas. Ele quer investigar o juiz federal que prende banqueiros ladrões? Não seria o contrário: investigar quem solta banqueiros ladrões?
ALFREDO LEÔNCIO DIAS NETO (advogado) - Barbosa Ferraz



Reciclar a PM
Depois de tantos ''enganos'' envolvendo a atuação de policiais militares, é de se pensar se este tipo de abordagem - atirar primeiro e depois perguntar - adotado por quem deveria proteger a sociedade é exceção ou regra? Os últimos acontecidos mostram a segunda opção. Muito se fala em uma melhor formação dos PMs, mas também não seria de se pensar em uma reciclagem de quem já está há mais tempo?
YURI AUGUSTUS BARBOSA VARGAS (estudante de Direito) - Londrina


Tenente-coronel Natan
Vou tentar descrever resumidamente quem foi o tenente-coronel Natan a quem conheci há mais de trinta anos, como aspirante. Uma pessoa educadíssima, prestativa, de muito boa índole, competente, entre muitos outros adjetivos que agora não me vem à memória. Quero parabenizar a todos que com ele conviveram, como companheiros ou subordinados. Bombeiros! Sem dúvida, um exemplo a ser seguido.
EUCLIDES PEZARINI (servidor público aposentado) - Londrina



Incentivo à corrupção
Com relação à matéria ''Jucá barra projeto que veta candidatos 'ficha suja''' (Política, pág. 6, 15/07), não barrar os ficha suja é incentivá-los a continuar metendo a mão no dinheiro público e fazendo do cargo seu bel-prazer. A maior parte do eleitorado desprovido de um conhecimento político vai continuar elegendo esses ratos que criam leis e ditam regras para os outros cumprirem.
NELSON MEIRA DA SILVA (técnico em telecomunicações) - Londrina



Álcool e direção
Não concordo com o professor Aguinaldo Pavão (''Álcool e direção'', Espaço Aberto, 13/07). A lei seca, embora muito rígida, deve ser respeitada. Primeiro, porque busca corrigir um problema gravíssimo em nosso País, que é a matança de jovens e inocentes, sem contar o grande número de incapacitados permanentes e as despesas com o tratamento das vítimas custeadas pelos brasileiros honestos que pagam impostos. Em segundo lugar, a lei não agride a liberdade individual, pois beber em casa não está proibido e sim a direção de veículos sob os efeitos do álcool. Se querem exercer o direito de beber e dirigir veículos que usem o quintal da casa, porém, as vias públicas não devem servir de palco para matança como vem acontecendo ultimamente. A lei número 11.705 tem um destino único: proteger a integridade física dos brasileiros. Portanto, embora de difícil aceitação, ela deve ser respeitada.
ANTONIO CARLOS CANTONI (advogado) - Londrina

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