Engraxates
Tenho 54 anos de idade. Fui guardinha de trânsito e engraxate na Londrina dos anos 60. Vendi verduras e bananas em cestas, além de pó-de-serra numa carrocinha puxada à mão em dias de chuvas na Londrina lamacenta de outrora. Foram muitos os bons ensinamentos que recebi de meus orientadores. Graças a eles, me tornei bancário. Formei-me em Direito e, mais adiante, me tornei juiz de Direito da Justiça Comum do Paraná, onde me aposentei. Atualmente, tenho banca de advocacia com meus filhos e uma colega. Em meu gabinete convivem harmonicamente o quepe de guardinha, a caixa de engraxate, a beca e a toga. Conto minha humilde história preocupado com a sorte madrasta que pode aguardar os jovens que ficarão privados da renda diária de seu trabalho de engraxate, tão digno quanto outro qualquer.
FERNANDO SILVA GONÇALVES (advogado) - Londrina


Violência em Sertanópolis
A população de Sertanópolis deveria estar grata à FOLHA pela reportagem ''Mortes amedrontam moradores de Sertanópolis'' (Folha Cidades, pág. 3, 11/07) sobre os assassinatos e tráfico de drogas no município. Talvez, o governador Requião e o secretário de Segurança Pública vejam que em cidades pequenas também há roubo e tráfico e não só nos grandes e médios centros. Sertanópolis, que já teve guarda de trânsito para cuidar das ruas do centro, hoje não tem policiais. A não ser que o governo ache que apenas dois PMs são suficientes para tomar conta da cidade.
MARCIO DICESAR BENASSI (escritor) - Sertanópolis


'Trem' do Senado
Sobre a matéria ''Senado contratará mais 97 cargos comissionados'' (Política, pág. 6, 11/07), isso é ''trem da alegria'' e festa com o dinheiro público. Gostaria de ouvir explicações dos nossos nobres senadores, os pés-vermelhos Alvaro e Osmar Dias e o Flávio Arns que representam o Paraná. Eles devem explicações sobre esse aumento de verba de quase um milhão de reais. O Brasil é país de terceiro mundo, mas o salário do parlamento bate recorde mundial.
NELSON MEIRA DA SILVA (técnico em telecomunicações) - Londrina


LEC: chega de abnegados!
Com relação à matéria ''Gestor permanece esperando decisão do LEC'' (Esporte, pág. 1, 10/07), não sei por que os conselheiros do Londrina Esporte Clube não aprovam logo essa parceria com o Adir Leme. Os empresários da cidade não querem tocar o time e quando os abnegados administram, todos sabemos o que acontece: eles saem de bolso cheio e o clube mais falido ainda.
JOÃO MARCELO CORREIA DA SILVA (analista da qualidade) - Londrina



Que cidade é essa?
Quero parabenizar o sr. Antonio Aparecido da Silva por sua declaração (''Que cidade é essa?'', Cartas, 08/07). Muitos sabem mas se omitem e outros não se dão conta do drama dos servidores públicos municipais. O funcionalismo municipal está fragmentado, professores, operários e agentes administrativos estão com seus salários defasados há nove anos, somente os apadrinhados do último PCCS receberam aumento de 100% (pasmem, retroativo!). Não bastasse isso, pequenas categorias receberam 40%, 35%, 70%, etc., que incidiram sobre os valores já concedidos. E para fechar com chave de ouro houve a tentativa do famoso ''trem da alegria''. Talvez o sr. Antonio não saiba, mas os caçadores de marajás de mais de dez anos atrás são os maiores salários de hoje! Ganham mais que o prefeito. Os maiores beneficiados foram os ex-diretores do Sindserv, premiados com cargos, em detrimento do servidor que seguiu trabalhando regularmente fazendo a máquina administrativa funcionar enquanto eles estavam no Sindicato.
ANA MARIA ARENGHI (servidora pública) - Londrina

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