Dura lex, sed lex
  Liminares começam a ser concedidas favorecendo os que se opõem à instituição da lei seca. Um dos argumentos usados é que o indivíduo não precisa criar prova contra si (bafômetro) ou ainda que um laudo médico não é o bastante para incriminar um cidadão com hálito alcoólico e visível embriaguês. Talvez na lei feita pelo homem possa haver brechas jurídicas, mas perante a lei de Deus é totalmente compatível pois nosso corpo é o templo do Espírito Santo e não pode ser conspurcado. O ‘‘beber socialmente’’ nada mais é que uma fase transitória; o começo do vício. Das duas, uma: quando o elemento sai para a balada, ou ele toma só refrigerante ou o pior: ‘‘toma todas’’. Muito difícil existir o meio termo. Se neste período de vigência da lei se salvou só uma vida, isto já é o bastante para validá-la. Uma pergunta para quem defende a extinção da lei: antes do seu filho ser operado você autorizaria o cirurgião tomar duas doses de bebida alcoólica?
EDSON MEDARDO SCARCHETTI
(estudante de Teologia) - Londrina


A lei seca e tolerância
  Por mais simples que pareça, a lei seca, recém-editada pelo governo, ainda precisa de maturação. Seu propósito, de evitar acidentes causados por motoristas alcoolizados, é dos mais sadios. Porém, ao proibir simplesmente qualquer dosagem alcoólica, bate de encontro a tradicionais hábitos do povo, e pode provocar efeitos indesejáveis no convívio social, na economia e até na saúde. O consumo de alcoólicos é lícito no país. O problema está na ingestão excessiva, que tira o consumidor de sua condição normal. A caça dos bêbados ao volante é justa e necessária, mas não pode radicalizar a ponto de considerar como embriagado aquele que toma sua modesta e única dose.
DIRCEU CARDOSO GONÇALVES
(diretor da Associação de Assistencial Social dos
Policiais Militares de São Paulo) - São Paulo


Engraxar sapatos é ilegal?
  Sem nenhuma surpresa, li a matéria ‘‘PP lança Belinati e Nicolau à Prefeitura’’ (Política, pág. 4, 01/07). Quando a repórter perguntou a um candidato a prefeito a respeito dos diversos processos que correm contra ele na Justiça, respondeu: ‘‘O povo é quem vai decidir nas urnas’’. Isso demonstra que sujar as mãos engraxando sapatos é ilegal, não pode! Mas usar as mãos (lisas e ‘‘limpas’’) e moral suja na administração pública, daí a Justiça Eleitoral permite! Que tal Justiça para todos e em igualdade de condições?
WILSON OLIVEIRA TRINDADE
(estudante de Direito e ex-engraxate) - Londrina


‘Ladrões graúdos’  Parabéns à Polícia Federal pela operação que prendeu o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, o investidor Naji Nahas e o banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity. Pena que a Justiça logo os liberou. Falta prender muitos outros ‘‘ladrões graúdos’’, pois os presídios estão superlotados de ‘‘peixes miúdos’’ miseráveis.
FRATERNO MARIA NUNES
(aposentado) - Campo Mourão


Sacolão Brasil
  O Governo Lula promete checar a cada dois anos a renda dos bolsistas, pois as famílias que porventura tiverem alcançado os objetivos do governo de melhoria de renda serão descadastradas. Então, deixo um alerta a Lula: empregadas domésticas já recusam oferta de emprego se a patroa insistir em registrá-las pois não querem perder o benefício que recebem do Bolsa Família por serem cadastradas neste programa. Isto está induzindo muita empregadora necessitada ao ilícito e também ao risco mais do que certo de no futuro ainda levar nas costas uma ação trabalhista. Daqui dois anos Lula, atônito, descobrirá que a doação de bolsas, contrariando as expectativas do seu governo, não melhorou em nada a vida de nenhum dos cadastrados e certamente seu coração mole o levará a dobrar o valor do benefício.
MARA MONTEZUMA ASSAF
(empresária) - São Paulo

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