Decisão injusta
Tenho 50 anos, fui engraxate no Calçadão, estudei no Senai, servi o Exército, fiz faculdade e hoje sou empresário. Sou contra a proibição do trabalho dos engraxates no Calçadão ou em qualquer outro lugar sob o pretexto de que lá estariam se marginalizando. Se no Calçadão existem maus elementos, lá também tem muita gente íntegra na qual me espelhei no meu tempo de engraxate para tornar-me o que sou hoje. Cabe aos coordenadores da Liga orientar e direcionar os meninos para os caminhos a serem seguidos a fim de para tornarem-se cidadãos de caráter. Parafraseando o advogado que se manifestou neste espaço ''é mais fácil matar o boi do que retirar os carrapatos'', parece-me que a Justiça do Trabalho usou do mesmo princípio para com os engraxates: é mais fácil retirá-los do Calçadão do que retirar os marginais.
LUIZ FERNANDO BRAVO (empresário) - Londrina
Sonho de menino
Ao ler a matéria ''Justiça proíbe meninos de trabalhar como engraxates'' (Folha Cidades, pág. 5, 01/07), voltei ao meu passado. Devido à necessidade de ajudar minha família e sonhando com dias melhores, munido de caixa e materiais de engraxar, saí para o meu primeiro dia de trabalho autônomo. A alegria durou pouco, pois no terceiro dia voltei para casa pressionado por uma tal de ''Guarda Mirim'' à qual eu não era filiado. Fim de carreira e de um sonho deste menino pobre da periferia. Após a desilusão pelo sonho confiscado, ainda aventurei-me como entregador de pães nas empoeiradas e lamacentas ruas desta cidade. Foi difícil mas valeu pelo direito de sonhar. Fico preocupado quanto ao futuro destes jovens que hoje fazem parte da ainda organizada Liga dos Engraxates Mirins. As autoridades deveriam repensar a decisão.
JORGE ROSSI (administrador de Empresas) - Londrina
Sexo & Comportamento
Parabéns à FOLHA pela imparcialidade e aos especialistas da coluna ''Sexo & Comportamento'', Ailton Bastos, Calvino Coutinho Fernandes, Denise Hernandes Tinoco, Gislene Regina Isquierdo e Margareth Alves. São poucos os profissionais que têm a coragem de abordar a sexualidade humana sem descuidar de suas três dimensões inseparáveis: biológica, emocional e espiritual. Como pai fico feliz pela existência de pessoas que falam a verdade, não temendo a poderosa ''indústria do sexo''.
JUAREZ GOMES (pedagogo) - Londrina
Castigo merecido
A derrota para a LDU foi o preço justo que o Fluminense pagou por ter voltado à elite do futebol no tapetão. Que sirva de aviso: a justiça nem tarda nem falha. Ela existe e se mostra.
FRANCISCO XAVIER DE ALMEIDA JÚNIOR (vendedor) - Londrina
Sidney de Souza
Com referência à entrevista do vereador Sidney Souza à FOLHA ontem (Política, pág. 4), gostaria de dizer que a sua insistência em ficar na presidência da Câmara, faz sim sangrar a imagem do Legislativo. Discordo ainda da afirmação dele de que a cidade não pensa assim e não tem aceito essa generalização da corrupção da Câmara, todo o cidadão de bem não concorda com essa afirmação. Sobre a quebra do sigilo telefônico, Sidney afirmou que o empresário Claudemir Medeiros nunca ligou para ele para tratar sobre a Shirogohan e que só recebeu (uma, duas ou três) ligações do empresário para convidá-lo para um churrasco. Estranho que, para um simples convite, tenha que haver três ligações telefônicas.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina

Correção
- Diferente do informado na matéria ''Vice-prefeitura de Londrina tem sete nomes definidos'' (Política, pág. 5, 03/07), o nome correto da candidata a vice-prefeita pelo PV é Francisca Soares da Silva.

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