Telefonia celular
Parabéns à FOLHA pela reportagem ''O Paraná que não fala ao celular'' (Folha Cidades, pág. 1, 02/07) em que aborda a dificuldade de se usar o aparelho celular nas cidades menores. Aqui em Kaloré só em alguns pontos pode-se falar ao celular. Venderam-me um plano empresarial da TIM, já me cobraram quatro faturas e eu ainda não consequi usar o telefone na minha empresa.
WASHINGTON LUIZ DA SILVA (comerciante) - Kaloré


Liga dos Engraxates
Com relação à matéria ''Justiça proíbe meninos de trabalhar como engraxate'' (Folha Cidades, pág. 5, 01/07), gostaria de saber quantos dias vai demorar para que esses meninos, que graças a esse trabalho não se perderam nas drogas e na criminalidade, estejam nas ruas aprendendo aquilo que a Liga dos Engraxates não ensinou. ''Parabéns'' ao Ministério Público (MP) por ser conivente com o aumento da criminalidade e não a diminuição dela. O MP deveria se preocupar em empregar e dar dignidade a esses meninos e não tirá-los desse trabalho que faz com eles se tornem homens dignos no futuro.
JEINANE DE ALMEIDA (encarregada de departamento fiscal) - Londrina


Valorizar a vida
Fiquei surpreso com a decisão da Justiça de tirar os engraxates da rua. Nada como o trabalho para dignificar o ser humano. Comecei a trabalhar de engraxate com 9 anos de idade. E mesmo trabalhando de segunda a sábado tive infância, estudei, joguei bola, soltei pipa, rodei pião, ia à igreja e pescava quase todo final de semana. Fui engraxate por mais ou menos 5 anos. Trabalhava no Terminal Rodoviário de São Bernardo do Campo. Engraxando só aprendi a valorizar a vida, e ver as coisas por um ângulo que muitos que se encaixam na condição de ''babacas'' nunca o verão. Se tivesse sido impedido de engraxar, talvez São Paulo tivesse uma sepultura a mais para este cidadão e outros.
WILSON THINONIN (pastor) - Londrina

Proibição irreal
A maioria de nós, acima de 30 anos, fomos criados estudando e trabalhando (em casa ou fora). Não tínhamos lanches, a não ser que levássemos de casa e para ''passar'' de ano tínhamos de estudar mesmo! Se os meninos engraxates frequentam Igreja (talvez o mais importante), estudam, trabalham (e eu uso os serviços deles) e são acompanhados no Calçadão, acho que probir o trabalho deles é incompatível com a realidade. Tire-os dali e em breve leremos nos jornais outras notícias sobre eles.
RONALDO GERARD (autônomo) - Londrina


Direito de trabalhar
Sobre a matéria ''Justiça proíbe meninos de trabalhar como engraxate'' (Folha Cidades, pág. 5, 01/07), comecei a trabalhar como engraxate aos 8 anos de idade. Desde essa época, nunca parei de trabalhar. Formei-me em mecânica geral no Senai com 17 anos. Trabalhei em oficina de funilaria e pintura, pintor e polidor de carros. Com 18 anos, fui taxista e presidente de radiotáxi. Prestei concurso público com 20 anos na Secretaria de Agricultura na função de chefe de equipe e na Copel como eletrecista, e formei-me em eletrotécnica. Nunca tive nenhum tipo de vício e assim como nenhum dos meus três filhos que começaram a trabalhar com 13 anos de idade.
NILTON SILVA (eletricista aposentado) - Londrina



Correção

- Diferentemente do informado ontem na matéria ''Juízes movem ação contra advogado'' (Geral, pág. 8), o advogado Ronaldo Neves não representa mais a Associação Evangélica Beneficente de Londrina, mantenedora do Hospital Evangélico.

- Ao contrário do que informou ontem a matéria ''Dono da Shirogohan confirma propina e envolve Sidney'' (Política, pág. 4, 02/07), o nome correto do empresário é Claudemir Medeiros.

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