Por que acabar com a Liga?

Cheguei com 9 anos a Londrina, em 1956, vindo da França onde estudava o dia todo (meus pais recebiam dinheiro do governo francês, a título de incentivo). Aqui, com uma realidade social bem diferente, passei a estudar meio período e tomei conhecimento da importância do trabalho (equilibrado) a partir dos 11 anos ajudando no custeio de casa. Ainda sobravam uns trocados para comprar gibis e, nos finais de semana, ir à quermesse, brincar com carrinhos de rolimã, andar de bicicleta, ser escoteiro. Quem não se lembra dos guardinhas mirins, dos engraxates, dos carregadores de pacotes, etc., que sentiam o maior orgulho de trabalhar desde cedo? O interessante é que não se ouviu a opinião desses jovens engraxates sobre acabar ou não com o trabalho compatível com a idade infanto-juvenil. Em vez disso, esses jovens passarão a ocupar seu tempo na rua à mercê de maus elementos. Essa inversão de valores se agravará ainda mais em distorções sociais, cuja fatura será cobrada da própria sociedade no futuro.

MÁRIO JORGE DE OLIVEIRA TAVARES (administrador e consultor) - Londrina


Incentivo ao ócio

Muito ''inteligente'' a atitude do Ministério Público: tirar os adolescentes engraxates do serviço e jogá-los na ociosidade. Melhor seria não permitir que crianças posem de modelo ou isso não é considerado trabalho? A gente morre e não vê todos os absurdos.

MÁRIO MENEZES (técnico operacional aposentado) - Londrina


Sujeira no Bosque

No dia 29 de junho precisei atravessar o Bosque do Central. Era quase impossível respirar devido ao mau cheiro dos dejetos das aves que se empoleiram nas árvores. Na época em que o Bosque era um galinheiro a céu aberto - com seus galos coloridos - não era tão malcheiroso. Os galináceos sumiram e o galinheiro virou pombal, como grande parte do Centro. Onde estão as secretarias responsáveis pelo bem-estar dos cidadãos?

FERNANDA JIRAN (professora) - Londrina


A mulher moderna

Eu e algumas amigas discutimos o filme ''Sex and city'' que retrata a mulher moderna e suas contradições. Como no filme, as mulheres conseguiriam seu espaço e são capazes de unir beleza, atitude e sensibilidade. A mulher moderna, independente da classe social, está sendo capaz de ir à luta pelos seus objetivos, disputar espaço e acima de tudo admitir que não quer somente se doar. No entanto, é em seus relacionamentos que tal mulher vem sendo mais ousada e capaz de demonstrar seus anseios. Muito mais que ser escolhida, hoje a mulher se dá o direito de escolher.

JACQUELINE MARÇAL DE SOUZA MICALI (assistente social) - Londrina


Estado gastador

Os agentes políticos no Brasil não têm limites em sua sanha arrecadatória. Em momento algum, mesmo quando em dificuldades criadas por eles com a corrupção e o empreguismo, pensam em gastar menos. Não têm discernimento nem limites éticos e morais. Vivem como xeques do petróleo, gastando sem limites e sem a menor preocupação com o dinheiro público. Exemplo desmedido disso é essa nova lei seca que não visa educar ninguém, mas sim arrecadar mais para os cofres públicos onerando ainda mais a população. Enfim, tem razão o professor Virgílio Tomasetti (''O Estado é o rei'', Espaço Aberto, pág. 2, 04/07), pois está na hora de darmos um basta nessa escravidão.

SEBASTIÃO BUENO DOS SANTOS (advogado) - Londrina


Trocar os governantes

Democracia é a melhor forma de governo, mas a cada eleição é importante trocar os governantes. Resumindo: reeleição é malandragem e a coligação partidária é um absurdo. Os partidos devem ser sólidos para se sustentarem com pessoas capacitadas. No Brasil os partidos políticos não existem, são meras siglas que são usadas por políticos ''profissionais''. Os eleitores ingênuos reelegem até quem já ''puxou cadeia''. A solução é o voto de protesto, o voto em branco.

FRATERNO MARIA NUNES (aposentado) - Campo Mourão



- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]

mockup