'Justiça' e Liga dos Engraxates
É lamentável a decisão da Justiça em acabar com o trabalho da Liga dos Engraxates Mirins que há 42 anos tira menores da rua, oferece-lhes uma atividade de pequeníssimo porte, remunerada, faz o seu acompanhamento escolar, etc. Por vezes percebe-se que a Justiça, tão cara aos cofres públicos, presta grandes desserviços ao país, fazendo à população mais mal do que bem. Certamente, a Justiça sabe muito bem o que fazer com esses menores quando não estiverem mais na Liga. Caso contrário trata-se da execução da lei de forma hipócrita, fria, burra e até mesmo desumana. Autoridades que legislam, julgam e executam deveriam ter mais os pés no chão e estar mais próximos da realidade. Se fizessem um passeio pelos bairros Campos Verdes, São Jorge, Monte Cristo, União da Vitória, etc., iriam ver situações gritantes a que os menores estão expostos como vítimas da fome, da violência, da falta de moradia, de estudo, etc. Contra isso faz-se quase nada. A falta de bom senso só faz crescer o país da indecência.
ROMÃO ANTONIO MARTINI MARTINS (padre) - Londrina


Liga do Engraxates
Com relação à matéria ''Justiça proíbe meninos de trabalhar como engraxate'' (Folha Cidades, pág. 5, 01/07), não entendo essas decisões judiciais. Se o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente prevê em seu Art. 60 a condição de aprendiz a crianças de 14 anos, por que ir contra o trabalho desenvolvido pela da Liga dos Engraxates Mirins que vincula esses adolescentes ao estudo e à profissionalização? É uma oportunidade de mudar de vida, em vez de estar nas ruas envolvidos com o crime e as drogas. O Ministério Público deveria se importar com coisas que andam lesando o cidadão londrinense em vez de ficar mexendo com projetos assistenciais que funcionam.
JOSILAINE BURQUE RICCI NASCIMENTO (professora) - Londrina



Vamos trabalhar
A Justiça do Trabalho e o Ministério Público consideram o trabalho nas ruas prejudicial à formação dos adolecentes engraxates. Tal consideração no mínimo é burra, coisa de gente que não sabe o que é trabalho. Trabalho não mata ninguém. Grandes empresários começaram a vida profissional engraxando sapatos, vendendo bugigangas. Não tirem mais essa oportunidade desses jovens. Sem fazer nada esses meninos são presas fáceis aos traficantes, pois nem Ministério Público e nem Justiça do Trabalho abrirão espaço para que eles possam trabalhar.
ROBERTO TEIXEIRA (empresrio) - Londrina


Homofobia
É trágica a manifestação de um determinado grupo religioso em relação aos homossexuais. Por que se opor a um projeto que criminaliza a homofobia? De que forma cobrarão respeito a suas convicções religiosas se não sabem respeitar a pluralidade de diferenças? Não compreendo exatamante em que momento a aprovação desse projeto abriria as portas à pedofilia, visto que há uma imensa lacuna entre a significação de pedofilia (atração mórbida por crianças) e homossexualismo (amor, sentimento passional ao indivíduo do mesmo sexo).
LETÍCIA ALINE LESAK DE OLIVEIRA (estudante de Letras) - Lunardelli


Ainda resta esperança
A cada dia que abro os jornais fico enojado com a podridão que assola nosso país, agora marcando presença também em Londrina. Contudo, há pessoas que ainda devem ser reconhecidas pela sua honestidade. Refiro-me especialmente ao dr. Tercílio Turini. Rapaz de origem humilde e admirado pela sua capacidade intelectual, convivi com ele durante o curso de Medicina da UEL, onde
sempre despontava entre os demais. Ao ingressar na política, temia que fosse contaminado pelo vírus da podridão e perdêssemos um excelente profissional com uma bagagem imensa de conhecimentos clínicos. Hoje, folgo em constatar que aí está ele, íntegro e com sua honestidade colocada à prova.
MILTON IDERIHA (médico) - Rolândia

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