CARTAS
O pobre e o político
Com relação à matéria ''Justiça mantém sessão e Bonilha será julgado amanhã'' (Política, pág. 4, 30/05), nossas leis são realmente engraçadas. Se é um ''pobre'' miserável que tem sua prisão decretada pela Justiça, a Polícia o encontra, mas como é um político ninguém sabe. E ainda o defensor tem o disparate de solicitar à Justiça que seja cancelada a sessão do Legislativo? Aonde está a verdadeira Justiça?
HÉLIO APARECIDO CORDON DELIBORIO (comerciante) - Londrina
Julgamento sem réu
Com relação à matéria ''Justiça mantém sessão e Bonilha será julgado amanhã'' (Política, pág. 4. 30/05), pergunto: pode haver julgamento sem o réu ou sem advogado de defesa? Na última hora podemos ter surpresa, mas de qualquer forma devemos ir à Câmara e anotar tudo que for dito pelos nossos digníssimos representantes. Ver a conduta, postura e ética de cada um. Acredito que se existir algum vereador contra a cassação do Bonilha é um direito dele, mas também não deixa de ser suspeito.
NELSON MEIRA DA SILVA (técnico em telecomunicações) - Londrina
Filo e reclamações
Acho que seria de bom tom pararmos com as reclamações sobre a confusão nas bilheterias do Filo. Por que não esperar uns dias e comprar os convites calmamente? Por que não pensar nas coisas boas que o Filo traz para Londrina? Por que não se manifestar publicamente dizendo que gosta do Filo? Que curte pagar superbarato para ver excelentes peças que ''nunca'' teria condições de ver não fosse o Filo? Por que não admitir que só vê teatro no Filo? Vamos deixar de hipocrisia e parar de reclamar como se fôssemos velhos rabugentos.
SILVIA ELIZABETH DA SILVA (servidora pública estadual) - Londrina
Banco de quem?
Experimente pagar no Banco do Brasil um boleto bancário com ficha de compensação emitido por outro banco. Experimente ainda pagar sua fatura de telefone, luz ou água caso elas sejam inferiores a R$ 1.000,00. Não sei em Londrina, mas em Cambé eu não consigo. Este banco, eu não autorizo a colocar meu nome na fachada. Definitivamente ele não é meu.
LUIZ CARLOS SEGURA (empresário) - Cambé
Não ao cigarro
O Ministério da Saúde já adverte que fumar é prejudicial, então deveria proibir o cigarro. O Sistema Único de Saúde gasta R$ 338 milhões com os fumantes. A Receita Federal tem estimativa de arrecadar R$ 4 bilhões com impostos em 2008. O lucro para o governo é maior que as despesas. Não importam as mortes. Quem tem parente que morre por causa do cigarro tem mesmo é que entrar na Justiça, não contra a indústria do cigarro que paga seus impostos, mas sim contra o governo que é omisso em liberar um produto que mata.
JOÃO BATISTA CARVALHO (auxiliar de escritório) - Londrina
Bebum pode, fumante não pode!
Sou fumante e entendo que seria muito melhor se eu não fumasse. Mas fumo e gosto de fumar. De uns anos para cá, por causa de meu prazer, estou me sentindo cada vez mais uma cidadã de segunda categoria, apesar de pagar meus impostos como todos os demais bons cidadãos. Relegada à mesa em frente à porta dos banheiros de restaurantes...é o que mereço por fumar. Mas agora nem isso querem me dar! Está para ser aprovada uma lei que proíbe fumo em todos os lugares fechados. Terei então que fumar na rua? Exposta aos perigos, aos assaltantes que gozam das saídas privilegiadas dos presídios? Protesto! Exijo que dentro de restaurantes hajam salas de fumantes e não fumantes. Afinal, ninguém me preserva dentro dos restaurantes da inconveniência de bebuns. E olha que a bebida causa males muito maiores tanto para quem bebe em demasia como para quem convive com um alcóolatra ou simplesmente tenha o azar de cruzar no seu caminho. E por que ninguém criminaliza os bebedores?
MARA MONTEZUMA ASSAF (empresária) - São Paulo
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