Chorar ou miar?
  Certa vez, um gato ao correr pela cozinha esbarrou no fogão e sobre ele caiu uma panela de água quente. Desde, então, o gato tem medo até de água fria. Parece até o caso da CPMF que cobravam do povo e sumia todo o dinheiro destinado à Saúde. E agora nos aparecem com um projeto querendo criar um novo imposto chamado CSS, que é igual à CPMF, mas, com juras e mais juras que desta vez será totalmente destinado à Saúde. Esse novo imposto sobre as movimentações financeiras não deveria ser cobrado do povo, mas sim dos bancos que obtêm lucros astronômicos em cima do lombo da gente. Tal como o gato, o povo já está escaldado. Mas o que se pode fazer? Chorar ou miar?
OSVALDO SANTOS JR.
(arquiteto) - Londrina
Eu seguro a placa
  A CPMF não baixou os preços conforme disse Lula, porém não resolveu o problema da Saúde, uma vez que ela foi criada para esse fim. Chega de discursos oportunistas e fantasiosos senhor presidente, o governo e seus aliados não querem abrir mão dos recursos da CPMF porque sabem muito bem onde esse dinheiro foi parar. A sociedade tem uma certeza, na saúde não foi. A CPMF foi derrubada por pressão da sociedade cansada de pagar por serviços e não ver resultados. Por que não fazer uma placa com os seguintes dizeres: onde foram parar os R$ 280 bilhões que o governo arrecadou e não aplicou na Saúde? Essa pergunta deveria ser inserida nas TVs a cada 5 minutos, até o eleitor acordar. Ou será que falar a verdade é fazer propaganda? Somos bombardeados com mentiras todo tempo na TV, por que não usar o horário político que nós pagamos para exigir transparência no uso do nosso dinheiro? Se quiserem eu seguro a placa e fico de costas para não alegarem que quero aparecer.
IZABEL AVALLONE
(professora) - São Paulo
Descaso com a saúde
  Estou muito insatisfeito com o atendimento do Hospital Zona Sul. Meu pai estava internado neste hospital e permaneceu o tempo todo em uma maca num ‘‘quarto’’ pequeno sem janelas. Por falta de atenção, seu quadro clínico complicou-se rapidamente, foi quando a equipe médica fez de tudo para ‘‘transferi-lo’’ a um hospital com mais recursos. Conseguiram uma vaga na Santa Casa, onde ao chegar, sofreu uma parada cardíaca e veio a falecer. O triste é que o Hospital Zona Sul, só o ‘‘transferiu’’ porque sabia claramente, que se ele viesse a falecer em suas dependências, a situação seria bem mais complicada, pois não é segredo para ninguém que as reformas por lá, não têm dia nem hora para acabar. Por este motivo, tudo está muito desorganizado, tornando o atendimento precário e até mesmo desumano.
FLÁVIO ANTONIO CARVALHO
(autônomo) - Londrina
Células-tronco
  A intransigência, a falta de conhecimento, o apego a valores medievais e efêmeros que nos têm levado a lugar algum, podem ser fatores preponderantes no julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre células-tronco. E se confirmar, podemos ficar novamente no obscurantismo da ciência. Somente quem tem alguém que necessita de tratamento sabe da importância do avanço nas pesquisas das células, o que no futuro poderá ser a fórmula para amenizar o sofrimento de muitos que agonizam sem esperança.
AMINADABE MARTINS DE OLIVEIRA
(presidente da União dos Deficientes Físicos de Cambé)
Forno crematório
  Em Londrina não existe forno crematório. Seria bom começarem a pensar na instalação de um, pelo menos acabaria com essas imposições noticiadas nos jornais e TVs da cidade. Por outro lado, nossos ancestrais já cremavam seus mortos e a meu ver quem precisa de casa é quem está vivo, morto não necessita de mais nada. Por outro lado, cremar é mais saudável e nos livra de inúmeras doenças que exalam dos cadáveres e ainda por cima não deixaria margem para venda irregular de túmulo. Que tal pensarmos nisso?
EDMILSON ASSIS DOS REIS
(autônomo) - Londrina

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