Deus e milagre
Quanto à matéria ''Foi um milagre eu sair vivo'' (Folha Cidades, pág. 3, 15/05), não se trata de questionar Deus, mas quando alguém morre em um acidente ouve-se ''Deus quis levá-lo''. Quando se escapa ileso, ouve-se ''foi um milagre''. Quando saiu mutilado, ouve-se ''Deus é grande, está vivo''. Em todas as circunstâncias Deus é elogiado. É como dois times de futebol que rezam um ''Pai Nosso'' antes do jogo e quando um time sai vencedor, ouve-se ''Deus atendeu nossa oração''. E o outro time? Os torcedores e os jogadores não merecem a atenção de Deus?
ALFREDO LEÔNCIO DIAS NETO (advogado) - Barbosa Ferraz
Agricultor x MST
Não acho justo tratarem os integrantres do MST (que há muito tempo deixou de ser um movimento social), como agricultores sem-terra. Isto é uma ofensa ao agricultor. O verdadeiro agricultor, seja ele proprietário, arrendatário, parceiro ou porcenteiro, trabalha com vontade e amor com à terra, pois dela depende. O verdadeiro agricultor não invade, não depreda o patrimônio alheio, não põe fogo em construções nem em máquinas, pois sabe das dificuldades para adquiri-las, assim como não mata animais para churrasco e muito menos faz reféns os empregados ou patrões. Irresponsabilidades estas praticadas diariamente pelos integrantes do MST, que além de tudo são sustentados com dinheiro público distribuído por um governo omisso e conivente.
ROBERTO ALMEIDA LEITE (representante comercial) - Londrina
Vergonha do auxílio funeral
Concordo plenamente com a leitora Maria Regina Minto Reyes na questão do auxílio funeral para os deputados federais. Além gozar da nossa cara, essa corja ainda se considera superior ao assalariado que mantém sua família com o salário mínimo, sem bolsa-miséria ou qualquer ajuda pública, e tem que pagar o próprio funeral ou dos familiares. Quem precisa mais: o ''pobre'' deputado federal ou o pobre povo? A que preço pagamos por uma democracia? Quem merece pompas o humilde trabalhador ou o deputado recebedor de alto salário, mais ajuda de gabinete, viagens, telefone, correios, assessores, etc.? Temos que ter a coragem de nos indignar por tantos abusos e imoralidades de nossos representantes. Acorda sociedade!
ANA MARIA ARENGHI (advogada) - Londrina
Zona Azul
Eliminando-se o azul teremos a definição exata sobre os estacionamentos nas ruas de Londrina, administrados pela incompetente CMTU. As últimas mudanças causaram insatisfação dos condutores. As tomadas de decisões são unilaterais. Não aguentamos mais. A nossa desastrosa Câmara de Vereadores apresentará ao Executivo sugestões de ajustes, principalmente na limitação de 2 horas e na eliminação de estacionamento de 15 minutos sem custo. O radical prefeito Nedson, entretanto, disse que vai vetar qualquer sugestão de mudança. Mudanças para melhoria são sempre importantes, porém, temos que ouvir os usuários e consultar procedimentos adotados em outras cidades de porte igual ou maior que o da nossa cidade. Tivesse isso sido feito, teríamos a continuidade da franquia dos 15 minutos sem pagamento, o que amenizaria a revolta dos usuários que vêem na CMTU a pré-disposição da punição e da multa, e jamais o diálogo.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Marina Silva
A saída de Marina Silva do ministério do Meio Ambiente é um péssimo
presságio para a região amazônica. Muito em breve aquelas imagens tenebrosas mostrando os leitos de rios banhados com toras de madeiras extraídas de forma ilegal voltarão aos noticiários. Marina fez o que pôde para amenizar o desmatamento. Mas sozinha, lutando contra um bando de facínoras que encontra respaldo e até incentivo em todos os lados, não há como resistir.
HABIB SAGUIAH NETO (bancário aposentado) - Marataízes (ES)

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