CARTAS
Falta de coerência
Com relação à matéria ''Motoristas se irritam com novas regras da Zona Azul'' (Folha Cidades, pág. 1, 13/05), as multas por estacionamento por mais de duas horas na Zona Azul são até coerentes. Agora, não dar aos motoristas um prazo mínimo é absurdo para não dizer coação. O que fazer quando vamos apenas buscar uma encomenda, um resultado de exame médico ou colocar uma carta no correio? Por que não multam aqueles que estacionam em cima das calçadas, transitam na contramão e abusam da velocidade em plena luz do dia? Ou os embriagados fazendo arruaça nas avenidas Tiradentes e Santos Dumont? O trânsito de Londrina continua arcaico e aquele que obedece a sinalização e tem respeito pelas outras pessoas se sente um otário.
JOSÉ ROBERTO DIAS (bancário aposentado) - Londrina
Zona Azul
Isso é um absurdo e pura falta de respeito com o cidadão que paga imposto. Sou contra a Zona Azul. Ela deveria ser uma opção e não obrigação. É por isso que donos de estacionamentos particulares estão rindo à toa: ganhando nas costas dos londrinenses. Sinto-me lesado, na verdade um marionete na mão desses políticos de Londrina que ganham fácil, prometem e não cumprem.
SETIMO DE FREITAS JUNIOR (gerente de operações) - Londrina
Falta de visão
Londrina está carente de pessoas com visão mais ampla. É lógico que deve haver rotatividade na Zona Azul, mas com duas horas de permanência e 15 minutos de tolerância. Caso contrário, é o mesmo que dar um tiro de canhão para matar um pardal. Londrina vive do comércio e pessoas que vêm de outras cidades para comprar aqui são multadas. Será que voltam ou isso não faz diferença?
NELSON MEIRA DA SILVA (técnico em telecomunicações) - Londrina
O que fica é a impressão?
Paulo Maluf tem moral para questionar o Ministério Público? Existe algum partido político confiável no Brasil ou são grupos organizados que trabalham por interesse próprio? Vejam o caso do PDT do seu Paulinho da Força Sindical. Será que a Polícia Federal não é confiável? Ainda bem que Adel El Tasse (autor de ''Judiciário jogando para a torcida'', Espaço Aberto, pág. 2, 09/05) é advogado criminalista e não um juiz: fica a dúvida quem quer se aparecer? Depois de tanta podridão recente, algo que valeu a pena foi o bom exemplo dado por um funcionário público no plantio e conservação de uma pequena área pública em um bairro em Londrina. Ah, se isso virasse moda!
EUCLIDES PEDRASSONI (agente financeiro) - Londrina
Assessor parlamentar ou para lamentar?
É lamentável saber que nossos impostos sejam utilizados para pagar salários indevidos de parentes e de amigos justamente daquelas pessoas que deveriam zelar pela boa aplicação destes recursos. Mais lamentável é ver que os membros do Poder Legislativo, os vereadores, assim como muitos dos altos cargos do Executivo, quando não estão diretamente envolvidos, são no mínimo coniventes e omissos por permitirem que isto aconteça. Nem sei o que é pior: a cara-de-pau dos contratantes ou as desculpas esfarrapadas dos contratados. Quanta podridão!
RUBEM DE OLIVEIRA CAUDURO (professor) - Londrina
É vantajoso ser político?
Um político gasta para se eleger, no mínimo, o que ele vai ganhar em todo o mandato. Alguns gastam duas ou três vezes mais. O cargo é como se fosse um emprego temporário. Mas é um cargo que todos querem. Por que será? É bem verdade que muitos se reelegem várias vezes, e até se aposentam no cargo, mas são poucos. Qual é a vantagem de ser político? Temos ouvido falar muito em corrupção. Será que não haveria um sistema moderno, arejado, que pudesse evitar todas essas mazelas de nossa política? Fica aqui esse desafio para os cérebros pensantes deste País.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina





