CARTAS
Pedofilia 1
Me desculpe o leitor Ismael Monteiro, de Curitiba, (Cartas, 19/04), mas se o problema da pedofilia fosse a castidade dos padres ela só existiria entre eles, o que não é o caso. Portanto, isso não justifica a abolição da castidade sacerdotal. A Igreja está sim preocupada com o problema, principalmente nos Estados Unidos, e a visita do Papa encontrando-se com vítimas e pedindo perdão em nome da Igreja, é uma demonstração de humildade, amor e respeito com as pessoas.
ROGACIANO MÁRIO DA SILVA (comerciário) - Londrina
Pedofilia 2
A respeito da carta do senhor Ismael Monteiro (Pedofilia, 19/04) sobre a pedofilia e o Papa Bento XVI, em primeiro lugar acho heróica a atitude do Papa. Ele está colocando o dedo na ferida. Demonstra a transparência e a humildade em reconhecer os erros cometidos pelos sacerdotes. Por isso, inviabilizou as críticas no sentido de silêncio por parte da Igreja. No entanto, atribuir a pedofilia à castidade é um tanto leviano. Com base em quê se pode afirmar isto? Uma simples pesquisa jurisprudencial e científica seria suficiente para ver que a causa da pedofilia não está no celibato ou castidade, como mostra os alarmentes números de casos de incesto. Além de que o celibato não é dogma da Igreja e sim uma disciplina aplicada no Ocidente, pois no Oriente há casados padres.
LEONARDO MELO MATOS (estudante) - Londrina
Pedofilia 3
Se alguém vos pede explicações de vossa fé, estai dispostos a defendê-la, porem com modéstia e respeito, com boa consciência, remendava São Pedro. Aproveito tal sugestão para concordar com senhor Ismael Monteiro (Cartas, 19/04) que diz abaixo a ignorância. Devemos, portanto, começar pela dele, que confunde e eleva a disciplina do celibato a dogma. Este senhor, como muitos brasileiros que ainda não encontraram a razão de viver, mancham seus nomes dizendo algo respeito de algo que não estudaram. Ao contrário deles, Bento XVI que sabe o que fala, é corajoso e humilde. Pede perdão, aos terríveis acontecimentos aos lamentáveis atos de abusos sexuais. Que isso sirva de lição.
ANTHONY TANNUS WRIGHT (estudante de Direito) - Londrina
Propaganda de cervejas 1
Com relação ao anúncio Querem proibir a publicidade de cervejas no Brasil publicado domingo na contracapa da Folha2 pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), não agüento mais tanta hipocrisia em nossa sociedade. Não existem mais propagandas de cigarros, drogas nocivas, como cocaína, LSD, maconha. A cerveja também é uma droga maligna, um câncer instalado em cada cidadão que a consome. Bebidas e cigarros são drogas nocivas à saúde do ser humano e devem ser combatidas e não propagadas. Acredito que muitos pais gostariam de se manifestar suas dores pela perda de seus filhos em acidentes provocados pelo consumo abusivo de bebidas alcoólicas.
FLORINDO DA SILVA LIMA (comerciante) - Londrina
Propaganda de cervejas 2
Fiquei surpresa e indignada com a matéria paga pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Querem proibir a publicidade de cervejas no Brasil) publicada domingo na FOLHA. Como hepatologista e mãe de um adolescente, senti-me profundamente lesada pelo fato de propagandas de cerveja serem exibidas à exaustão em todos os horários e sempre mostrando pessoas felizes, bonitas e com grande apelo sexual. Agora, quando finalmente as autoridades acordaram para o fato e resolveram tomar uma atitude, sou obrigada a ler um comparativo ridículo e infeliz, fazendo um paralelo entre a cerveja e o abridor de garrafas. O publicitário deveria sim comparar a propaganda de cerveja com a propaganda de cocaína, visto que ambas são drogas que levam à dependência física e psíquica.
MARIÂNGELA NAVARRO (médica) - Londrina
Correção
Ao contrário do que foi publicado no Editorial de ontem, a Sercomtel não é a única empresa que opera com linhas fixas em Londrina.
As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





