CARTAS
Verba de deputados 1
Depois do escândalo dos cartões corporativos, agora é a vez do aumento das verbas de gabinete dos deputados federais para R$ 60 mil. Onde será que vamos parar? Faltam recursos para saúde, educação, segurança e transporte, mas sobram recursos para coisas absurdas como essa. Todos os dias nos jornais vemos crise na Câmara (tanto aqui quanto lá), mais uma vítima da dengue, estradas ruins impedem o escoamento da safra, mais uma bala perdida, professor agredido em sala de aula, crianças sem escola, trabalho escravo, faltam leitos hospitalares, etc.. Só não falta é vergonha na cara daqueles que são chamados de representantes do povo. Isto acontece quando algum outro assunto está na mídia desviando a atenção como a morte da menina Isabella Nardoni, já perceberam isto?
CLAUDIONOR ANDRÉ PIZI (conferente de logística) - Cambé
Verba de deputados 2
Quarta-feira no Congresso foi o dia dos parlamentares falarem a mesma língua, tanto o governo quanto oposição. Só faltou fumarem o cachimbo da paz. Quando é para aumentar as migalhas no salário mínimo são feitas reuniões e mais reuniões. Agora, aumentar a verba de gabinete para R$ 60 mil é visto como prioridade e aprovado da noite para o dia! Nossa justiça interpreta como legal, mas olha o tamanho da imoralidade.
NELSON MEIRA DA SILVA (técnico em telecomunicações) - Londrina
Saudade dos militares
Após os deputados federais aumentarem suas verbas de gabinete para assuntos aleatórios em R$ 60 mil, vejo o quanto éramos felizes e não sabíamos. Como disse o ex-presidente João Batista Figueiredo antes de se aposentar: ''Vocês ainda vão sentir saudade dos militares''. Grande época de Geisel, Medici de um Brasil próspero onde havia patriotismo, respeito, caráter. Não havia crimes hediondos como os de hoje. É uma pena que a ditadura não conseguiu exterminar com toda sujeira que sobrou e hoje corrói o país.
EDER DEL PICCOLO SANTINI (comerciante) - Londrina
Injustiça desportiva
O jornalista Armando Nogueira foi muito feliz em afirmar que o Brasil só pode ser chamado de nação quando o assunto é futebol, pois dele todo mundo entende, opina e faz coro de sua vontade. No entanto, no jogo de São Paulo e Palmeiras no último domingo, mais um exemplo de que nosso povo é ainda muito passivo a injustiças! Assiste passivo e ainda faz graça dos torcedores do São Paulo em dizer que ganhar jogo de forma ''roubado'' é mais gostoso. A nossa instituição que se diz ''Justiça desportiva'' utiliza-se de ofício, ou seja, sem que ninguém reclame ou apresente recurso, das filmagens da TV para processar e punir agressões de jogadores, como no caso de Adriano do São Paulo no jogador do Santos, entre outros, mas não se valeu para abrir um processo e anular o gol de mão do mesmo Adriano registrado como válido pelo árbitro. Dois pesos para uma mesma medida! Se o Brasil só se identifica como nação quando se fala em futebol, entendo que ainda estamos engatinhando, e muito, no que seja cidadania!
GERSON MACHADO (servidor público federal) - Londrina
CLCH da UEL esclarece
O senhor Aminadabe M. de Oliveira fez duas considerações a respeito das instalações prediais do nosso Centro de Letras e Ciências Humanas (Cartas, 16/04). Quanto à primeira, onde diz haver ''entulho para todo lado'', não corresponde a um fato. O que ocorre é que estamos com uma obra que resultará em 37 novas salas para professores. A construção está devidamente cercada por tapumes. A segunda diz respeito à passarela coberta do CLCH que foi retirada por segurança, uma vez que nos protege das intempéries há 38 anos. Já está em fase de licitação a construção de nova passarela. Aliás, a colocação de que a retirada da passarela coberta tirou o ''charme'' de nossos corredores é o único tópico em que concordo com nosso ex-aluno.
LUDOVIKO CARNASCIALI DOS SANTOS (diretor do Centro de Letras e Ciências Humanas da UEL) - Londrina





