CARTAS
Brincando de matar
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) tem por finalidade garantir às pessoas de zero a 18 anos, proteção integral, proporcionando-lhes todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social. Em contrapartida quem garante a segurança dos pais de família, professores, etc., que estão sendo vítimas dos pré-adolescentes delinquentes que ficam brincando de tirar vidas, como se fosse a coisa mais normal do mundo? À medida que entram e saem do Ciaad, vão ficando mais fortes e mais abusados, sabedores que são da punição que os aguarda, ou seja, nenhuma! Até quando senhores ''fabricantes'' de lei, vamos aguentar essa situação?
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (estudante de Direito) - Londrina
Nem hotel, nem motel...
A aprovação da lei 9.944, de 26/05/2006, foi necessária para abrir uma brecha legal que permitiu a transformação de um hotel em motel. Pura hipocrisia, pois lá não funciona nem uma coisa, tão pouco a outra. A casa conhecida como Shirogohan é apenas um lugar onde garotas emprestam o seu corpo por determinado tempo em troca de dinheiro. Essas garotas exercem uma profissão histórica e relevante e prestam um serviço milenar à sociedade. Fomentam o comércio, e o principal, levam alegria aos corações mais solitários. O resto é pura perseguição, pois não existe plano diretor que determine uma área para que as moças possam exercer sua atividade. Vamos parar de tapar o sol com a peneira e encarar o problema de frente.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina
Vandalismo em escolas
Não sou professor. Mas dói muito quando vejo meliantes destruindo escolas, das mais variadas formas. Causa-me uma imensa revolta. Sempre estudei em escolas públicas. Concluí os quatro anos do antigo curso primário em uma modesta escola na zona rural de Uraí. A escola não tinha nem sinal da infra-estrutura desta escola recém-destruída em Londrina. Alunos das quatro séries dividiam uma mesma sala. Não havia sequer zeladores e os próprios alunos varriam, lavavam e cuidavam da escola. Quando era necessário os pais iam carpir o terreno em volta e o faziam com prazer. Os professores eram amados e vistos como heróis pelos alunos. Nem é necessário comentar esse comportamento desprezível de certos alunos e a difícil situação que os professores são obrigados a suportar atualmente. Os fatos são amplamente divulgados.
ROBERTO THUKANE KAMAURA (bacharel em Direito) - Ibiporã
Queridos amigos
Quem assistiu, durante o mês de março, à minissérie ''Queridos Amigos'' foi presenteado com momentos de saudade e reflexão. E porque não dizer que a obra fez renascer em nós o gosto pela arte, a paixão pela democracia e até nos ensinou a morrer com dignidade. Fotografias de lugares que foram palco de manifestações de uma geração que conhecia como ninguém o valor da vida. A minissérie fez sonhar, sorrir e chorar. Mais que isso, fez despertar para um compromisso maior com a vida e com a verdade política, a despeito do comodismo que nos fere a honra e nos deixa inertes diante de uma política tão arranhada.
CLEUZA MARIA IRINEU (professora e atleta) - Londrina
Correção
Na matéria Vaidade e abusos publicada ontem, na Pág. 3 do primeiro caderno, o nome correto da entrevistada é Karen Hummig
As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





