Alguém tem que reagir
Mais uma morte em nossa cidade. Londrina a cada dia que passa fica mais insegura. O tenente Eguedis, imputou a responsabilidade do crime ao morto, que reagiu. Tenente, com todo o respeito que tenho pelo seu trabalho e pelo trabalho da PM, entendo que a responsabilidade dos crimes é das autoridades às quais compete o zelo pela nossa segurança. Infelizmente, o nosso governo não tem segurança como prioridade. Com isso, o número de assassinatos irá aumentar, pois quem deveria agir não age, e quem não deveria reagir, reage.
MIGUEL FORTE NETO (empresário) - Londrina
ART é imoral
Gostaria de parabenizar o professor Claudio Espiga pelo artigo ''Pagar ART é imoral, injusto e antiético'' (Espaço Aberto, Pág. 2, 27/03). Ele tem demonstrado ser cidadão de todas as águas, envolvendo-se em movimentos contra os desmandos que campeiam nossa sociedade brasiliana (brasileiro é o cara que cortava Pau Brasil). A ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) é um acinte, sem dúvida, mas cabe salientar que sua arrecadação tem serventia: meia dúzia de oportunistas se locupletam viajando para congressos de nada, seminários de coisa nenhuma, entre outros, inclusive viagens para o exterior. Estamos precisando de mais pessoas como o Claudio Espiga em nossa sociedade.
MOISES NAIME (engenheiro civil) - Londrina
Árvores exóticas
Vendo as obras da praça comemorativa ao Imim-100, que está sendo construída na Avenida Leste-Oeste (Região Central de Londrina), lembrei-me na hora do secretário municipal do Ambiente, Gérson Silva. Recordei-me que há algum tempo ele erradicou árvores da espécie Santa Bárbara, no Zerão, sob o argumento de que elas eram exóticas e trariam ''sério risco'' à biodiversidade local. Não custa lembrar ao secretário que inúmeras plantas que um dia foram exóticas hoje fazem parte da cultura nacional, tais como o café, originário da Arábia, a manga, da Índia, e até mesmo a nossa indefectível banana, do sudoeste asiático, etc. Pelo projeto, vimos que a prefeitura vai plantar na praça diversas espécies nativas do Japão. Por via das dúvidas é melhor não convidar o secretário do Ambiente para a inauguração.
MARCOS PROCHET (produtor rural) - Londrina
Geração BBB
Dias atrás um amigo me perguntou com entusiasmo se eu tinha assistido ao BBB. Fiquei constrangido em lhe dizer que não assisto este tipo de programa. Concordei que tinha sido muito bom. Minha atitude foi unicamente para não magoá-lo. Depois vi estampado em jornais e revistas as fotos do vencedor e os pontos do Ibope com o número de ligações - coisa de 75 milhões. Dá para acreditar nisso? Esses números revelam a falta de opção, o poder de persuasão das emissoras de TV e o nível cultural do brasileiro. É uma pena que esta geração cresça moldada a BBBs, mensalões e CPIs. Tudo isso marcará para sempre o caráter destes jovens, transformando a sensibilidade em indiferença e ensinando que a realidade é sinônimo de insensatez. São pessoas trancafiadas e induzidas a se exporem (até sexualmente). Na maioria das vezes com incentivo de bebidas alcoólicas e sendo ''pagos'' com brindes (caros). É a degradação de parte da juventude aliada ao marketing agressivo e contagiante que arrasta parte da população para esse remoinho sem volta.
ANTONIO CARLOS JANNINI BARTHOLOMEI (ciruirgião dentista) - Santo
Antonio da Platina

mockup