CARTAS
Manifesto pela paz no HU
De quem queremos chamar a atenção com este manifesto? Dos dirigentes da cidade? Dos governos? Dos políticos? Temos que chamar a atenção de nós mesmos. Acorda sociedade! O lema constitucional ''todo o poder emana do povo'' não pode mais ser banalizado. Passou tão rápido, um ano da morte de nossa colega Suely Aparecida de Souza, funcionária do HU, vítima de bala perdida em um restaurante onde jantava com a família. Nesta segunda-feira, às 10 horas, na entrada do HU faremos o 2º manifesto. Teremos lá um varal da paz com lenços brancos. Oxalá, possamos, amadurecer mais mentes para que nas eleições façamos uma escolha que reflita nosso caráter.
MARIA E. SCHWARTZ SABBATINI BARBOSA (servidora pública estadual) - Londrina
Protesto em Centenário
Já estava na hora das autoridades tomarem alguma providência quanto à violência em nossa cidade, que já não é tão tranquila. No dia anterior à manifestação, dois comerciantes foram assaltados em plena luz do dia. Vou à noite para a faculdade em Porecatu, mas fico com medo e temo pela vida de minha esposa que fica só em casa. Espero que as autoridades nos devolvam a segurança a que temos direito. Agradeço à FOLHA e a repórter Fernanda Borges por retratar a veracidade dos fatos.
ODAIR MUNHOZ DA SILVA (vendedor) - Centenário do Sul
Generalização da violência
A que ponto chegamos? Uma cidade de 11 mil habitantes clamando por segurança! Se as pessoas estão se mobilizando é porque a coisa chegou mesmo ao cúmulo. Se em Centenário do Sul as pessoas estão amedontradas, imagine Londrina, Curitiba, São Paulo e Rio? É preciso uma reforma geral iniciando na área social, passando pela educação, trabalho e Judiciário. Não podemos esquecer, da principal reforma: a política. Enquanto não houver políticos e agentes públicos honestos não haverá solução.
ANTONIO FABIANO PEREIRA (professor) - Leópolis
Mandato perdido
Neste ano teremos eleição para prefeito e vereadores. Os candidatos para prefeito deverão ser os mesmos dos anos anteriores. Enquanto nós, eleitores, não suportamos mais esta ''mesmice''. Gostaríamos que houvesse renovação de candidatos. Entretanto, como isso não deverá ocorrer, esperamos que o escândalo na Câmara de Londrina tenha como efeito uma renovação no Legislativo. E que os novos vereadores possam fazer com que a Câmara volte a ter conduta ética e moral.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Confea explica a taxa ART
O questionamento quanto à cobrança de uma taxa relativa à ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) divide opiniões, embora a destinação do dinheiro seja conhecida: ele subsidia a fiscalização feita pelos Creas, ou seja, impede o exercício ilegal da profissão e protege a sociedade de eventuais danos que possam ser causados por profissionais despreparados. É a taxa da ART que vai retornar aos conselhos e entidades de classe para execução de seus programas de trabalho, em cada Estado do País. Auditorias internas, melhorias nas instalações dos Creas, cursos e palestras de qualificação oferecidos aos profissionais, a implantação da ART eletrônica e as próprias eleições do sistema também dependem da arrecadação do Sistema Confea/Crea para serem realizados. É preciso lembrar que tudo que possa vir a ser sancionado pelo Confea - como os valores pagos pelas ARTs - será, antes de chegar ao Conselho Federal, proposto, debatido e aprovado pelos presidentes dos Creas. É interessante ressaltar que a anuidade paga pelos profissionais da área tecnológica aos Creas (R$ 200) é a menor se comparada às cobradas por outros conselhos de profissões regulamentadas, como o de Medicina (em torno de R$ 370) e a OAB (R$ 600).
RICARDO VEIGA (presidente em exercício no Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - Confea) - Brasília (DF)





