CARTAS
Agrotóxicos 1
Tendo em vista a matéria ''Crea cobra taxa e não fiscaliza uso de agrotóxico'' (Folha Economia, pág. 4, 20/03), o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Paraná (Crea-PR) esclarece que: 1) Desde o dia 13/03 a presidência do Crea-PR é exercida pelo seu primeiro vice-presidente, engenheiro civil Gilberto Piva, tendo em vista a desincompatibilização do engenheiro agrônomo Álvaro José Cabrini Júnior que encontra-se licenciado do cargo para disputar o cargo de presidente do Conselho para a gestão 2009/2011, cujo processo eleitoral encontra-se em andamento com pleito previsto para 04/06; 2) A entrevista publicada pela FOLHA foi realizada em 20/02, em Londrina, quando o engenheiro Álvaro Cabrini Junior encontrava-se no pleno exercício do cargo de presidente do Crea-PR; 3) Comprovada através da fiscalização que quaisquer profissionais tenham prescrito a utilização de agrotóxicos sem o prévio conhecimento das condições semiotécnicas do local onde aplicado, de imediato é instaurado processo administrativo a fim de averiguar a eventual ocorrência de negligência ou imprudência conforme determinações legais vigentes; 4) Por derradeiro necessário se faz publicar que não é dada ao Crea-PR a competência legal para fiscalizar o uso de agrotóxicos, pertencendo tal competência exclusivamente à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e ao Ministério da Agricultura, cometendo-se na matéria injusta culpa ao Crea-PR por eventual deficiência em tal fiscalização.
GILBERTO PIVA (presidente em Exercício do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Paraná) - Curitiba
Agrotóxicos 2
Importante o tema da reportagem da FOLHA, mas é preciso entender que o problema ''agrotóxico'' guarda complexidade maior ainda. Existem muitos pontos para serem abordados nessa discussão: ao se proibir a fiscalização aumentamos o risco contaminação de alimentos, do ambiente e a intoxicação do homem. Um hectare é uma grande área quando se pensa na produção de uva ou hortaliça, por exemplo. Não existe registro e nem cadastro de agrotóxicos para a maioria dos produtos utilizados em pequenas culturas e desde muitos anos estamos pedindo solução para isso. Hoje o receituário agronômico é emitido inclusive por técnico de nível médio. Membros da Justiça precisam conhecer mais da área. Desvios de conduta existem em todas as profissões e condenamos isso. Mas não podemos imputar a responsabilidade somente aos agrônomos. Pautamos nossa profissão na ética, na responsabilidade e na qualidade do serviço prestado. Agricultor, aplicador, governo, indústria, outras categorias profissionais, participam do processo. Esse assunto preocupa o engenheiro agrônomo e estamos trabalhando nele. A solução deve ser construída em conjunto, e se todos desejarem resolver, resolveremos.
DIONÍSIO LUIZ PISA GAZZIERO (presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná) - Londrina
Rua da infância
O que a falta de segurança fez com nossa cidade? Lendo a matéria ''A rua da nossa infância'' (Cidades, pág. 5, 20/03) também voltei ao passado. Nasci, me criei, estudei, morei até me casar na mesma casa na Rua Panamá, Vila Rodrigues, que faz parte do complexo Vila Brasil. Que saudades de quando a gente matava um porco? Minha mãe mandava levar um pedaço para cada vizinho, em uma bacia de alumínio coberta com guardanapo de pano. Como era bom na festa junina juntar várias famílias à beira da fogueira, sentados nos bancos de tábua, comendo milho e batata assada. Será que nunca mais poderemos voltar a viver assim?
TIRONE FIDELIS DA SILVA (comerciante) - Londrina
Assalto a taxista
Com relação à matéria ''Assaltante é linchado por taxistas em Curitiba'' (Geral, pág. 6, 20/03), enquanto a Polícia autuava os taxistas que agiam em legítima defesa, outro bandido fugiu tranquilo pela capital. Isso é um absurdo e, infelizmente, normal aí no Brasil.
MARIA APARECIDA DE ANDRADE (faxineira) - Frankfurt (Alemanha)
Correção
- As legendas e fotos de Mônica Harano e Lucimaria Antunes publicadas na FOLHA Economia de ontem, na coluna Suas Compras (pág. 1), saíram trocadas.





