CARTAS
Vítimas ou réus 1?
Sobre a matéria ''Para Ministério Público, empresários são vítimas'' (Política, pág. 3, 17/03), na minha opinião os empresários envolvidos no escândalo da Câmara são réus e deveriam ser julgados. Por que eles não denunciaram na época do acontecido? E tem mais: eles se aproveitaram de bens públicos. Não que os edis estejam isentos, mas para ter corrupto tem que existir o corruptor.
HIDEVALDO APARECIDO RAMOS (classificador de cereais) - Londrina
Vítimas ou réus 2?
Ao contrário do diz o promotor Claudio Esteves na matéria ''Para Ministério Público, empresários são vítimas'' (Política, pág. 3, 17/03), ninguém está fazendo confusão. Sabemos que o MP denunciou o crime de concussão (extorsão praticado por agente público). A grande questão é: alguém acredita que os empresários iriam buscar o MP para denunciar e assumir que corromperam os vereadores? O MP está blindando sim os empresários pela famosa delação premiada. Fazendo isso, o MP consegue com que mais empresários denunciem os esquemas. Isso é justo? Por que não partir para novas investigações e fazer outras denúncias de corrupção ativa por parte de alguns empresários? A população quer a verdade, não jogo político.
ALEXANDRE GUIMARÃES MELATTI (estudante de Direito) - Londrina
Vítimas ou réus 3?
A explicação contida na matéria ''Para Ministério Público, empresários são vítimas'' (Política, pág. 3, 17/03) está de forma clara e didática, porém os dois exemplos citados se referem à prefeitura, ou seja, ao Poder Executivo. Há uma grande diferença em oferecer algo para uma agilização e de oferecer muito para uma porção (pois um vereador sozinho não aprova nada), além do que o Poder Legislativo como o próprio nome diz legisla e se ''se vende'' para legislar está se corrompendo e sendo corrompido e, evidentemente, não há corruptor sem corrupto. Vamos analisar pensando em formação de quadrilha, a frequência com que um mesmo empresário era beneficiado. Vamos lá MP, estou vendo muita condescendência, aliás, pouco comum na instituição.
ALFREDO LEÔNCIO DIAS NETO (advogado) - Barbosa Ferraz
Falta punição
Com relação à matéria 'Situação é diferente do caso Ama/Comurb' (Política, pág. 3, 17/03), gostaria de perguntar por que ninguém foi punido no caso AMA/Comurb? A Justiça está esperando vencerem os prazos? O que está ocorrendo? a FOLHA poderia apurar como anda cada processo e esclarecer a população que foi roubada naquela oportunidade.
ADALBERTO BRANDALIZE (professor) - Londrina
Londrina violenta
Há 3 meses vim embora para Matinhos para fugir da violência de Londrina. Estava difícil criar filhos na minha cidade. Meus familiares, amigos, são daí. Tenhos dois filhos maiores aí. Não temos como ficar sossegados com filhos na escola, porque os diretores não fazem nada com medo daqueles que invadem para roubar e agredir as crianças. As autoridades estão deixando Londrina virar um Rio de Janeiro. Espero que Deus os ajudem a cuidar dessa cidade que amo tanto.
ROSEMEIRE SILVA ROSA (cantora) - Matinhos
Saber viver
Ao ler domingo a matéria ''Uma chácara na Rua Souza Naves'' (Geral, pág. 12) sobre a família Benatto, fui invadida pela saudade de minha infância no IBC de Ibiporã, onde fui criada em meio a pés de goiaba, araçás e carambolas. Não havia internet. Nossas brincadeiras eram na rua, onde a criançada se juntava para jogar bola queimada, pega-pega. Achei lindo que a família Benatto tente preservar o passado, a memória, mesmo sob a mira dos especuladores que querem plantar naquele terreno um moderno edifício, arrancando árvores de 60 anos. Tenho dó das crianças que nunca sentirão a fragrância da florada de uma jaboticabeira.
MARIA DO CARMO PINHATARI FERREIRA (advogada) - Londrina





