Políticos honestos
O Brasil está precisando urgentemente de políticos arrojados, inteligentes e principalmente honestos. Pessoas de intelecto comprovado e capacitadas para exterminar definitivamente a corrupção, essa praga que nos acompanha há anos sempre culminando em assalto ao bolso do contribuinte. Políticos que não tenham comprometimento com ninguém, que não exerçam o ''toma-lá-da-cá'', como se vê atualmente em nosso decadente cenário político. Estamos saturados de ver tantos parasitas com promessas mirabolantes, que se diluem logo após as eleições. Temos que lutar para que os maus políticos não se reelejam e que abram vagas para aqueles que têm qualidades e assumam seus atos e atitudes, e que queiram trabalhar em prol da população e não se locupletar com desvios de verbas públicas. Vamos banir aqueles que prometem e não cumprem. Os incapacitados que não nos deixam progredir e os ladrões que nos roubam todas as esperanças de um Brasil melhor.

DEBORAH FARAH (jornalista) -Rio de Janeiro

Padres na política
Carta publicada no dia 10/03 (Padres na política), nos mostra que a informação rasa leva à compreensão equivocada. Há que se compreender que a Igreja Católica reconhece não ser de sua atribuição participar da política tendo padres concorrendo em eleições ou dirigindo partidos políticos. Este entendimento pode ser conhecido por qualquer pessoa, uma vez que está consubstanciado na página virtual da CNBB. Padres (e pastores) são portadores de extrema liderança em suas comunidades, e, a partidarização de uma liderança tão importante, costuma criar divisões e desavenças, onde a obra deve ser resultado da prática da paz e da união. Por outro lado, a Igreja tem convicção da necessidade de formar bons cidadãos entre seus fiéis, aptos a participar da política, para colocarem em prática o que o Evangelho ensina. Não se trata, portanto, de indicar quem é bom e quem é ruim, mas, de incentivar o interesse e a participação na política, em toda a sua abrangência, para que se possa saber, inclusive, escolher melhores candidatos, que estejam, realmente, imbuídos de buscar o bem comum, a preservação de valores e da cidadania.

MARCOS COLLI (advogado) - Londrina


Jejum do Tubarão
Na matéria '''Falta paixão', diz ídolo'' (Opinião, pág. 3, 12/03), o ex-jogador Márcio Alcântara foi de bate-pronto. Incompetência é o nome que se dá à atual situação do Londrina Esporte Clube. É triste, mas não é o fim. Márcio, lidere uma convocação geral para ajudar o Tubarão. Quem não toparia? Só os incompetentes. Tudo o que vier para contribuir - inclusive a Timemania - em prol do LEC será bem-vindo.

DANIEL RIBEIRO (jornalista) - Londrina



Servidor público
A procura para o ingresso no serviço público está cada vez mais concorrida. A renovação dos quadros depende das aposentadorias, que não estão ocorrendo. Por meios de artifícios, os mais diversos, o governo está retardando toda e qualquer aposentadoria. Em muitos casos está havendo reversão, ou seja, aposentados voltando aos seus postos de trabalho. Quebra da paridade, isenção da contribuição para o servidor que continuar trabalhando, elevação de 70 para 75 anos de idade como limite máximo para a aposentadoria, são alguns desses artifícios. Num breve espaço de tempo o serviço público vai virar repositório de velhos.

ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina

Mortos-vivos
Os aposentados brasileiros que ainda conseguem a proeza de receber acima de um salário mínimo, quando chega este período do ano sempre ficam incrédulos com os reajustes anunciados pelo governo federal, sob comando, em tese, de um partido que tinha por bandeira a luta pelos trabalhadores. Bandeira pisada, avacalhada e traída pelo gosto do poder. Todos sabem que o trabalhador rala a vida inteira, contribuindo até com adicionais, para obtenção de uma vida decente na velhice, em vão. Tudo é menosprezado com um anúncio infame de 5% de reajuste anual, contra um custo de vida que subiu mais de 30% no mesmo período. Sempre é o mesmo cinismo e desprezo, sob a desculpa de que o INSS não suporta um reajuste maior. E todo o dinheiro da contribuição investido? Não tem retorno? Até quando os aposentados serão um dos pilares de sustento da corrupção generalizada? A mídia despercebidamente anuncia o reajuste, políticos como sempre viram as costas, a Constituição novamente é ignorada e ponto final: os mortos-vivos que se virem. É pegar ou largar.

HABIB SAGUIAH NETO (aposentado) - Marataízes (ES)

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