Faltou bom-senso
Calçadão, terça-feira, quase duas da tarde. Um vendedor de guarda-chuva é interpelado por três ou quatro fiscais da CMTU. Algumas pessoas param pra ver. Um fiscal segura o braço, outro a perna, e o vendedor começa a gritar por socorro. Chega uma dupla de policiais e tenta colocar ordem na casa, mas a situação é crítica, pois uma pequena multidão já assiste à cena e os ânimos estão cada vez mais inflamados. Começam os gritos de ''solta! solta!''. Chega uma viatura com mais dois policiais. Imediatamente colocam o homem dentro da viatura e saem do local. Vaias. Mais palavras de ordem: ''Vão prender o Bonilha!''. O carro da CMTU é cercado, dedos em riste, xingamentos. Chega a tropa de choque nas motos, sirenes ligadas, fim do tumulto. Ainda sob vaias, o carro deixa o local. Uma pessoa pergunta: ''Nossa, o que houve aqui?'' Respondo: ''O cara tava vendendo guarda-chuva e a CMTU o prendeu''. Atônito, o rapaz responde: ''Tudo isso por causa de um guarda-chuva? E o camelódromo logo ali na frente?''. Fiquei sem resposta! A CMTU estava errada? Não. A polícia estava errada? Não. O vendedor estava errado? Estava sim senhor, em que pese toda a comoção em torno do caso. O que ele fazia é ilegal. Mas como diz aquele ditado, o que separa o remédio do veneno é a dose. Faltou bom senso. Quatro fiscais da CMTU, dois policiais a pé, dois de carro, cinco de moto para prender um ambulante? Numa cidade que tem pelo menos uns 10 camelódromos e escândalos na Câmara? Convenhamos, foi um exagero.
MARILENA CANTANTI MARQUES (servidora pública) - Londrina
Requião x juízes
Não acho que o governador Roberto Requião seja exemplo de homem gentil, porém concordo plenamente com a sua opinião exposta na matéria ''Requião culpa juízes pelo aumento dos crimes'' (Política, pág. 5, 12/03). Fui Policial Militar e chegamos ao ponto de efetuar a prisão do mesmo criminoso mais de três vezes seguidas, pois ele não havia sido condenado ainda e já estava pelas ruas. Pior ainda quando se tratava de menores que são liberados e, quando retornam ao sistema, voltam acompanhados de outros infratores mirins. A delinquência também é alimentada pela impunidade.
ANTONIO CARLOS PIROLO (militar da reserva) - Cambé
Prisão de políticos
Se for prender todos os políticos corruptos do País vai faltar prisão. Na minha opinião, teria que prender os eleitores que votam mais por interesse do que pela capacidade dos candidatos. Cada povo tem o governo que merece.
SILVIO CARLOS ZACARDI (comerciante) - Quatiguá
Suplentes
Sobre a matéria ''Câmara muda regimento para convocar suplentes'' (Política, pág. 4, 12/03), a mesma pressa e agilidade da Câmara de Vereadores de Londrina em convocar os suplentes dos edis afastados deveria ser seguida na apuração das falcatruas e rapinagens da Casa.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
Trânsito
Quero parabenizar a FOLHA por mostrar várias situações no trânsito e inúmeras opiniões a respeito dos erros cometidos diariamente nas ruas das grandes e pequenas cidades. As infrações podem levar muitas vezes a vítimas fatais. A situação só tende a piorar com o crescimento da frota de carros e com a falta de respeito às leis de trânsito. Se todos fizerem a sua parte, poderemos não acabar literalmente com as infrações do trânsito, mas diminuiremos a intensidade. Também se os governos estaduais, federais e municipais fizerem a sua parte, conscientizando pessoas, melhorando rodovias, avenidas e aplicando leis mais severas, poderemos melhorar a situação do trânsito no Brasil.
ALEXSANDER PEREIRA SOARES (estudante de Gestão de Financeira) - Ivaiporã
Violência
A violência está de tal modo se avolumando sob uma visão de quase complacência governamental. Ela deixa atrás de si um rastro de sangue e uma dor imensa que nem o tempo a apagará. Vidas são ceifadas sem o menor remorso, como a da pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UFPR, Maria Benigna Martinelli. Uma cientista no auge do trabalho, mais uma família a carregar a cruz e a dor, gerada pela insensatez dos homens.
SUAMÍ DE SOUSA (professora aposentada) - Arapongas

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