CARTAS
Basta às drogas
No último sábado sepultamos mais um pai de família de Londrina. Era um homem honrado, honesto, digno, trabalhador. Foi em seu local de trabalho que a droga, através da mão de seu cunhado viciado, o alcançou. Deixou a esposa, dois filhos (que muito bem criou e educou), familiares, inúmeros amigos, colegas, conhecidos, vizinhos, todos indignados com a tragédia. Até quando vamos enterrar pais de família e deixar a droga e o tráfico minar a sociedade? Até quando vamos assistir passivamente toda essa imundície penetrar em nossos lares? O índice de consumo de drogas é elevadíssimo em nossa cidade, quem não tem um caso na família ou com alguém bem próximo? Vamos nos unir, cobrar mais segurança e leis efetivas e realmente punitivas para enfim se fazer Justiça!
ANA MARIA ARENGHI (advogada) - Londrina
Escândalo na Câmara
A atual situação na Câmara Municipal de Londrina nos faz lembrar daquele adágio popular: ''Brigam as comadres, aparecem as verdades''. Com a atenção de todos voltada para o cheiro que exala da casa de leis, os munícipes continuam pisando os dejetos da defecação noturna das inocentes pombinhas do Calçadão. Então, para não ficar tudo muito fétido, a Prefeitura poderia mandar lavar o Calçadão com água gratuita do Igapó.
OSÉAS PEÇAANHA DO NASCIMENTO (músico) - Londrina
Justiça desigual
São extremamentes pertinentes as observações feitas pela professora e socióloga dra. Francisca Soares no artigo ''Justiça de um olho só'' (Espaço Aberto, 09/03). A nossa justiça -invariavelmente de um olho só - é implacável com os desafortunados, porém subserviente com quem tem dinheiro ou poder. A definição de justiça tem como base igualar os iguais e desigualar os desiguais, tal fato não foi respeitado pelo Supremo Tribunal Federal nos últimos 40 anos.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina
Fracasso do Tubarão
Novamente estamos fadados a ver os times da capital disputar o título. O futebol em Londrina tem que ser repensado para pararmos de passar vergonha. Fica o Amarildo de um lado tentando tocar a Portuguesinha que não vai chegar a lugar algum e o LEC vivendo do seu passado. Os empresários têm de parar de só querer ganhar dinheiro aqui e investir em outro lugar, a Prefeitura tem que se mexer, pois é a cidade que está perdendo.
JOÃO MARCELO CORREIA DA SILVA (analista de qualidade) - Londrina
Violência policial 1
Estive no jogo entre o CAC/Lusa e o Londrina e concordo que alguns membros da torcida do Tubarão se comportaram de maneira errônea atirando pedras e pedaços de pau no campo. Porém, isso não dá direito à polícia de subir com os cavalos em ritmo acelarado em um local onde havia vários torcedores sentados, na sua maioria crianças, e longe da confusão. Esse ato dos policiais gerou revolta e protesto de nós que estávamos próximos. Dois torcedores protestaram com mais exaltação, mas isso também não dá o direito de os policiais agredirem o público. Como não podemos generalizar a organização por uma falha de alguns policiais, peço também que não generalizem dizendo que a torcida do Londrina ''deu vexame'', já que a confusão na beira do gramado foi gerada por apenas parte de uma ''grande'' torcida. No momento não sei de quem sinto mais vergonha, do time, de parte da torcida ou da polícia.
ANDRÉ HENRIQUE MOYSES DE ASSIS (auxiliar de suporte) -Londrina
Violência policial 2
Na tarde de domingo muitas famílias e cidadãos foram a Cambé assistir ao jogo do Londrina contra o CAC/Lusa. O LEC vencia o jogo, mas deixou o CAC empatar. A torcida se revoltou e a Polícia Militar resolveu intervir com uma série de acontecimentos vergonhosos. Um policial jogou o cavalo em cima de uma crianca de 5 anos quase a atingindo, um outro fechou um portão em cima de outra criança que saiu chorando. A PM não é paga para nos proteger? Ou será que é para agredir nossas crianças e idosos? E os nossos direitos de cidadãos?
ALEXANDRE GUIMARÃES MELATTI (estudante de Direito) - Londrina





