CARTAS
Desrespeito ao cidadão
Sexta-feira (29/02), meio-dia. Onde? Estacionamento para ambulâncias, em frente ao SAS (Souza Naves com Pará). Condições meteorológicas: dia chuvoso. Fato: como paciente ortopédica, encaminhada à perícia médica, andando com auxílio de muletas, precisava descer junto ao SAS, porém a vaga estava ocupada por um caminhão de entregas da Coca-Cola (placas AHD 3161 - Curitiba). Meu marido até que pediu ao motorista que liberasse a vaga, mas sem sucesso. Estacionamos, então, na Pará, cerca de 50 metros do SAS, de onde, com muita dificuldade, sem prática com as muletas e sob chuva, enfrentei a travessia das ruas Souza Naves e Pará. Quarenta minutos após, o caminhão continuava lá. E os Agentes de Trânsito da CMTU onde estavam? Segundo a CMTU, não cabe a eles ''realizar rondas ostensivas com intuito de inibir o cometimento de infrações''? Moral da história: cometer uma infração com aval da CMTU (porque não fiscaliza) não importa, não tem gravidade alguma, afinal entregar Coca-Cola é muito mais importante do que o respeito ao cidadão.
HELENA DE BARROS MENDES (professora) - Londrina
Lei de Biossegurança
A Lei de Biossegurança foi aprovada em 2005. Caminhamos para quase três anos de sua aprovação e ainda, apesar de ser lei, depende de julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) para que os cientistas brasileiros possam pesquisar as células-tronco e, consequentemente, beneficiar lesionados medulares em virtude de acidente de trânsito, domiciliares ou qualquer outro. Não podemos reclamar de nossos deputados e senadores, pois quase que por unanimidade aprovaram a Lei de Biossegurança. Então, de quem é a culpa por este atraso brasileiro no desenvolvimento de pesquisas com células-tronco? Do STF? Das igrejas? Do governo? A grande verdade é que quando países, como Israel, Inglaterra e Austrália, que permitem este tipo de pesquisa, descobrirem a cura para doenças neurodegenerativas quem vai pagar a conta das pessoas pobres brasileiras: o SUS? o STF? as igrejas?
JAIME JUNIOR SILVA CARDOZO (contador) - Londrina
Dúvida cruel
Caro dr. Sidney Girotto (Cartas 06/03) me junto ao seu clamor e conclamo os nossos concidadãos a começarem a cobrar, mais incisivamente, os nossos mandatários. O fato narrado pelo senhor é de uma falta de responsabilidade inominável dos poderes competentes. Chega de corrupção e desmandos. A nossa casa de leis foi enxovalhada por uma quadrilha de aproveitadores que usa o cargo a seu bel-prazer em detrimento do bem público. Unamos-nos em clubes de serviços, igrejas ou associações de bairro e estudemos o perfil de cada candidato. Só aí, em consenso, nós poderemos votar sem medo de errar. Doutor, só por curiosidade: qual foi o procedimento adotado pelo senhor em face a uma ''sinuca de bico'' que se encontrava?
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (estudante de Teologia) - Londrina
Caos na Saúde
Gostaria de parabenizar o médico Sidney Girotto pelo depoimento em carta publicada ontem na FOLHA e citada no Informe Folha. O assunto estaria completo se estivesse com um detalhe importantíssimo: se a situação dos médicos é essa, coitadinhos de nós, usuários necessitados e carentes dessa saúde que o governo nos presta. Enquanto isso, sobra desvio de verbas públicas e toda a mazela que conhecemos, do mais alto ao mais baixo escalão.
RONALDO GERARD (relações públicas) - Londrina
Liberdade
Quanto à matéria ''O homem que encontrou liberdade atrás das grades'' (Cidades, pág. 4, 05/03), entendo que esta atitude vai promover uma revolução na vida deste homem e também na vida de outros foragidos que estam por aí. Já trabalhei em uma unidade prisional e percebi que a maioria dos detentos tem a firme convicção de que se fugir terá liberdade. Porém, a liberdade está em cumprir a pena e sair daquele lugar não devendo nada a ninguém. A fuga pode trazer uma sensação momentânea de liberdade, mas como poderão fugir de sua própria consciência eternamente? O motorista Sidnei Brabosa dos Santos tem um futuro promissor.
CÁSSIO COSTA DE OLIVEIRA (agente de cobrança) - Londrina





