Notícia triste
Jaildo Santiago, o Jajá, que foi atropelado há uma semana por uma mulher morena dirigindo na contramão um Corsa vinho, no Jardim Sabará, e que fugiu sem prestar socorro, faleceu no final de semana no Hospital Evangélico. O mundo ficou mais triste, tanto pela falta do Jajá quanto pela constatação de que valores importantes estejam sendo postos de lado. Solidariedade e responsabilidade deveriam fazer parte do vocabulário das pessoas com mais frequência. Pobre Jajá!
LENITA BALLAROTTI (bióloga) - Londrina
Ministro x denúncias
Sobre a matéria ''Ministério do Esporte divulga nota em resposta a revista'' (Política, pág. 3, 03/03), nota-se que as explicações ficam no campo dos contatos entre os jornalistas e o Ministério do Esporte. Sobe as gravíssimas denúncias nada. Em se tratando de governo petista, fica sempre a impressão de uso da velha tática de enfatizar o acessório para esconder o principal. Não foi este ministro, Orlando Silva, que só devolveu (meses depois), os R$ 40.000 de uso indevido de cartão corporativo após ser denunciado publicamente?
RUY PIGATTO (engenheiro agrônomo) - Curitiba
'Bonilha Jefferson'
A estratégia de Orlando Bonilha, que se for julgado levará junto outros vereadores com conhecimentos bem profundos das denúncias de extorsões, é antiga. Quem não se lembra de um apresentador de TV que entrava no ar dizendo que divulgaria, no final do seu programa, o nome de uma pessoa importante envolvida em alguma situação desonrosa? As pessoas ficavam amedrontadas e ligavam realizando algum tipo de acerto fazendo com que o apresentador não falasse mais nada sobre o assunto. Esperamos que o senhor Bonilha, faça como o Roberto Jefferson fez no mensalão. Ao tornar público o esquema, ele tirou a blindagem que havia na Câmara e no Senado, além de denunciar deputados e senadores.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
IEEL esclarece
Foi com enorme pesar que lemos o ''depoimento'' da jornalista Marta Ortega, ''Saudades da minha escola'' (Cartas, 25/02). O texto ambíguo confunde o leitor, pois não se consegue perceber se a autora é ex-aluna do IEEL - justificativa apresentada para adentrar o estabelecimento, a nostalgia de tempos aqui vividos - ou se a natural deterioração provocada pelo tempo, percebida em nosso prédio, suscitou-lhe saudades da querida escola de Bela Vista do Paraíso que, com certeza, também deve estar em situação semelhante ou pior que a apresentada em nosso colégio. Gostaríamos imensamente de ter conduzido a ilustre jornalista para conhecer o nosso valoroso quadro de professores que, apesar de todas as intempéries, ainda mantêm o entusiasmo, representando o grande diferencial na vida de nossos alunos, na medida em que instigam a curiosidade e a argumentação de nossos jovens, levando-os a analisar e a questionar a realidade que os cerca, tornando o ambiente vivo e em constante ebulição, desmentindo, portanto, as palavras da jornalista de que nossa escola ''é um local tão triste''. Poderíamos ter mostrado à autora do texto que, por trás das paredes com rachaduras, existem muitos equipamentos (necessários à modernização das aulas) adquiridos a duras penas, fruto de promoções e de economia das parcas verbas recebidas; ambientes totalmente revitalizados, como o auditório; dois laboratórios de Informática em total funcionamento; aumento do acervo da nossa biblioteca; resultados obtidos na Prova Brasil, SAEB e outras avaliações que colocam o IEEL entre as melhores escolas públicas do Paraná, etc . Poderíamos ter informado que o prédio histórico, com aproximadamente 60 anos, passará por reformas em 2008. Com certeza, devemos todos ter saudades não só da escola sem carteiras e vidros quebrados, mas também da época em que a educação era valorizada, período em que professores não sofriam tanta humilhação e violência, tempos em que a família era unida e os valores eram passados de pai para filho, etc., fatos que a autora, como jornalista que é, deve noticiar com frequência no jornal em que trabalha. De quem é a culpa da situação lamentável em que se encontram as escolas públicas? Cobrar dos responsáveis o cumprimento de seus deveres, acreditamos, é papel imprescindível de toda a sociedade, principalmente daqueles que, como a saudosista autora, têm meios de se fazer ouvir.
DIREÇÃO E PROFESSORES DO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO ESTADUAL DE LONDRINA

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