Parabéns, Ibiporã
Ibiporã é privilegiada. Sempre se notou lisura no trato da coisa pública. Chiquito Deliberador, Pelisson e outros dignificaram a administração. Agora vejo, perplexo, a notícia, na FOLHA, do afastamento da Secretária da Educação por não ter prestado conta de 200,00/mês'', por tê-los empregado no próprio município mas sem passar pela burocracia. Isso é, com certeza, não ter nenhum problema na administração. É procurar pêlos em casca de ovo. Parabéns, secretária cumprimento-a com louvor.
Edson M. Scarchetti (estudante de teologia) - Londrina

Às escondidas
Retornando de Londrina, fui multado pela PM rodoviária do PR na altura de Cambará. Não vi placas. Os guardas poderiam estar recuados às margens da rodovia. Certamente, antes do local, havia um radar, não sei. Mas sem aviso algum. A multa é legítima. Mas não seria melhor se avisassem? A função da fiscalização - incluindo a multa - é educativa. Às escondidas, a função passa a ser arrecadatória? Em São Paulo há fiscalização rigorsa, nas às claras.
Mário C. T. de Souza (vendedor) - São Paulo

Escândalo na Câmara
Estou com a FOLHA e seus missivistas. Os vereadores acusados precisaram dos votos de todos para concretizar seus projetos. Logo, todos sabiam. Aprovaram. A investigação tem que ser completa. Esperamos que o MP, que tem sido corajoso, não venha a capitular perante os empresários.
Adriana S.F.Marrafon - (professora) - Londrina

Transgênicos e veneno
Enquanto o Paraná briga com os transgênicos, as multinacionais fazem a festa na venda de veneno. Gostei da crítica da FOLHA. Não que eu defenda os transgênicos, mas porque acho que nunca vimos (ingerimos) tanto agrotóxico.
Alberto S.L.Careiro (agricultor, comerciante e consumidor) - Londrina

Salário mínimo
Afirmar que o aumento do SM melhorará a vida dos trabalhadores nas regiões pobres, como fazem os analistas chapas-brancas, é pura ignorância. A economia nas periferias das grandes cidades e do interior não possui cacife para pagar o salário mínimo nem os encargos sobre a folha. Sequer a metade do mínimo é paga. O Ministério do Trabalho tem conhecimento da realidade, evitando a visita seus fiscais. No entanto, o reajuste impactará a economia formal e os micro-empresários que empregam trabalhadores pouco qualificados. As grandes empresas não sentirão tremor, até porque, gozam de regalias fiscais e o peso da folha de pagamento não chega a 15% das despesas, enquanto nos pequenos negócios ultrapassa os 50%. É como aquela máxima dos pequenos que diz: muito para quem paga, pouco para quem recebe. O resto é demagogia barata.
Sergio Villaça (engenheiro civil) Recife

Esse Príncipe é herói
Mais uma vez o Príncipe Harry ganha as páginas dos jornais do mundo. Agora, a Guerra do Afeganistão. A notícia saiu num site americano. O Príncipe Harry, está desde o dia 14 de dezembro, na Base Inglesa no Afeganistão, onde aparece numa patrulha na cidade de Garmisir, deserta e destruída pela guerra entre as forças da Otan e o Regime Taleban. Perderam os generais da guerra, estrategistas, integrantes da Família Real; perderam seus avós os reis da Inglaterra, o seu pai o príncipe Charles ao enviar para o campo de batalha o jovem, que - protegido por centenas de soldados ingleses - sai à noite em patrulha pela deserta cidade. Voltará condecorado por ato de coragem. Isso munda um pouco a história? Não. O que poderia mudar a história do mundo seria a participação de Harry e seu irmão Willian na mais longa das guerras, aquela contra a fome e a miséria. Mudar a história é participar, por exemplo, da Batalha contra o aquecimento global; da luta contra a exclusão. Nesta altura sim, suas medalhas valeriam pelo seu ato de bravura e heroísmo. Teriam o reconhecimento do mundo por suas ações humanitárias como fez sua mãe, a princesa Diana. No Afeganistão morrem 1.200 criancas/dia de frio e desnutrição. Nos acampamentos morrem hoje em todo mundo 45.000 criancas por dia. Causas: falta de água potável, vírus da Aids, e desnutrição. Nessa batalha poucos são os heróis sem medalhas.
José P. Naisser (professor e humanista) - Curitiba

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