CARTAS
País do faz de conta
O Brasil é o celeiro dos escândalos que se sucedem, pipocando em todos os níveis da administração pública. Que saudade do político homem de bem, merecedor da confiança da população. Hoje o que vemos é violência, educação comprometida, etc. A população, em sua maioria ignorante, reconduz, pelo voto - desde a Câmara Municipal até o presidente da República -, representantes indignos e comprometidos com os artifícios ardis e fraudulentos em detrimento da população. É comum o choro nas filas dos hospitais. Os políticos, beneficiados pela impunidade, brincam com a população, fazem descaso da capacidade de reação do povo.
Antônio F. da Silva (advogado) - Ibiporã
Sem ônibus
Sou aluno da Metropolitana Iesb no período noturno e observo que a Grande Londrina retirou os ônibus da Linha 213, que passam por aqui. Às quarta e sextas feiras os alunos são obrigados a andar um quilômetro para pegar o ônibus no terminal do Shoping Catuai. Passam por um caminho escuro e sem movimento sendo alvo da ação de marginais. Várias pessoas já foram assaltadas nas imediações da faculdade.
Rafael U. Ferreira (estudante) - Londrina
Ônibus lotado
Será que é destino? Ou seria carma? Viajando entre Londrina e Maringá, ônibus lotado, principalmente entre Londrina e Apucarana. Se a viagem é para Cornélio Procópio ou Ivaiporã, a lotação é suportável, mas não deixa de ser lotação, acima do normal. Não há conforto. É assim mesmo? Nunca vai melhorar? A FOLHA tem que denunciar e dar um jeito nisso.
Adalgiza A.C. da Silva (vendedora) - Cambé
Pobres cavalos!
Várias semanas atrás, neste espaço da FOLHA, alguém denunciava torturas em cavalos. Hoje (ontem) foi a minha vez de ficar revoltada. A cena, numa rua que margeia a rodovia Celso Garcia, nas proximidades da Confepar, foi de arrepiar. Dois rapazes batiam sem piedade porque o cavalinho magro e, talvez faminto, não conseguia correr com o peso. Não tive coragem de falar nada. Sou uma covarde. Adiantaria chamar a Polícia? O que fazer uma hora dessas?
Neusa M.Cidralina Costa (estudante) - Cambé
Cadeias lotadas
Assim como os provisórios superlotam penitenciárias, cadeias públicas estão superlotadas por presos que deveriam de estar nas penitenciárias. Sou advogado e tenho o caso de um preso que foi condenado no regime semi-aberto já com tempo para progredir para o aberto e está recolhido no regime fechado da penitenciária de Maringá. De nada adiantou o legislador ter dispensado a exigência do famigerado exame criminológico (que a meu ver de nada vale) se os juízes das Veps e das Comarcas simplesmente ''mandam'' fazê-lo. E para agendar estes exames vão meses e mais meses. Ora se o próprio Mauricio Kuehne, diretor do Depen, diz que 1/3 dos presos provisórios poderiam estar soltos, por que não os solta? Todas as autoridades judiciárias, do MP, policiais, OAB, vêm à imprensa para denunciar o caos do sistema penitenciário e prisional e a superlotação. Retornam aos seus gabinetes e esquecem, fica ''tudo como dantes no quartel de Abrantes.
Alfredo Leôncio Dias Neto (advogado) - Barbosa Ferraz
Previdência
É necessário sim, que os governantes entendam que para viver bem neste Brasil não precisa ser político. Todos podem viver, não somente sendo político.
Existem trabalhadores! E para que exista trabalhadores precisa haver empregos. E para haver empregos precisa existir empresas! Do jeito que se encontra, os políticos pensando apenas neles isso jamais irá ocorrer. Já propus inúmeras vezes que se elimine uma série de contribuições que resultam, no mínimo em 2,5% ao mes na folha de pagamento. Será que esse jornal não pode enviar esta matéria para estudo dos políticos? Ou será que o presidente impediria? Dignidade minha gente!. Senão este país não terá futuro.
Ferrucio Anadré (consultor de segurança) - Matinhos





