CARTAS
Saudades da minha escola
Numa visita ao Instituto Estadual de Educação de Londrina (IEEL), pude observar o estado em que se encontra a sala de aula onde permaneci por algumas horas. Fiquei impressionada e muito triste com o cenário que encontrei e, confesso, senti muita saudade do meu colégio em Bela Vista do Paraíso, minha cidade Natal. O que presenciei no IEEL, tradicional escola de Londrina, foram carteiras quebradas, riscadas, praticamente destruídas e, o que é pior, sujas, muito sujas. A sujeira também era visível por toda a sala. As paredes, além das rachaduras, estavam sem pintura, a exemplo do teto, que continha fitas adesivas. Teias de aranha ajudavam a compôr o cenário. O batente da porta praticamente não existia. A porta, toda quebrada, não tinha trinco e não pôde ser fechada, apesar da insistência de um outro visitante, que chegou a cogitar encostar algum objeto para ampará-la. O quadro negro apresentava buracos imensos. Não sei se pelo desgaste do tempo, mas pareciam estar ali de forma proposital, provocados mesmo por alguém. O pior, é que pude constatar essa mesma situação em outras salas de aula, numa volta rápida pela escola. Nessas outras salas, encontrei vidros quebrados, portas ainda mais destruídas e um banheiro, que nem de longe, lembrou o banheiro da minha escola, na pequena Bela Vista. Deprimente. Na sala onde permaneci por mais tempo no IEEL, as janelas tinham vidro, mas não cortinas. Lembrei do vento que balançava a cortina cinza da minha escola e que apesar da espessura do tecido, conseguia transpassar os vidros, deixando o ambiente sempre agradável. Também pude me lembrar de como estudava com prazer... de como ir para a escola era um grande prazer! Não me lembro de carteiras quebradas, de portas destruídas ou de sujeira no pátio. Das brincadeiras saudáveis, de pendurar nas árvores e nos brinquedos do parquinho. Fiquei imaginando que prazer pode sentir um aluno ou mesmo os professores que precisam freqüentar um local tão triste. De quem é a culpa? Talvez nossa mesmo, que não cuidamos do que é nosso ou não cobramos dos responsáveis um pouco mais de respeito. Que saudade da minha escola!!
Marta Ortega (jornalista da Folha de Londrina) - Londrina
54 km de buracos
Conclamo nossos dirigentes do Executivo estadual a fazer uma viagem (dirigindo seus carros) pela estrada Jaguariaíva/Wenceslau Bráz (PR 092), à noite, e experimentar a sensação de indignação que nós, moradores do Norte Pioneiro sentimos ao pagar o pedágio e entrar em um trecho de 54 kilômetros de buracos, solavancos, total ausência de sinalização, nenhuma segurança, etc. Um mínimo sinal de respeito com nossa população no Norte Pioneiro seria, pelo menos, franquear a passagem pelo pedágio no sentido Jaguariaíva/Wenceslau, enquanto não se faz a estrada. Lembrem-se, senhores governantes, o Norte Pioneiro também vota.
Alceu Miranda de Mello (bancário) - Siqueira Campos
Flanelinhas
Meus parabéns à FOLHA DE LONDRINA pelo jornalismo que vem fazendo. A denúncia contra os abusos do flanelinhas (será que são flanelinhas mesmo?) veio em boa hora. Há gente boa nesse ramo. Mas é preciso um expurgo.
Anamari C.S.Castro (professora) - Londrina
Barack Obama
Acho importantíssima a ascensão do senador Barack Obama nas últimas prévias do Partido Democrata nos EUA, e admito torcer pela vitória desta mais nova face que surge na política estadunidense. Os Estados Unidos são os maiores parceiros comerciais do Brasil, além de ainda deterem o posto de país hegemônico do Planeta. Devido a isso, considero importante acompanhar os desdobramentos da sua democracia, que vale lembrar, foi a primeira república em todo o mundo.
Barbosa Neto (deputado federal) - Londrina
E a Zona Oeste?
Na reportagem A caminho da zona norte, é de se estranhar a reclamação de moradores, pois a ZN é a mais bem atendida pelo transporte coletivo, com 3 terminais de bairro, linhas expressas, psiu para o Shopping e HU, etc. As outras regiões são esquecidas pela CMTU. Moro na Zona Oeste e uso ônibus desde 1991. As linhas e os horários são os mesmos. Nem mesmo o terminal da Zona Oeste teve sua construção iniciada. Sem falar que em Londrina o usuário paga uma passagem inteira para andar de micro-ônibus sem cobrador. Gostaria que o Sr. Wilson de Jesus divulgasse as linhas que têm ônibus de 5 em 5 minutos. Que tal uma visita ao Terminal Central para verificar ônibus superlotados? E as catracas - de saída - que não funcionam.
Rubens Barbosa Jr (técnico de Departamento Pessoal) - Londrina
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