O direito à tréplica
Gilberto Freyre disse no seu Casa Grande e Senzala que o brasileiro herdou, em sua formação colonial, uma certa tendência ao sadismo, por parte das elites, e uma grande tendência à vitimização, por parte da arraia-miúda. Grande visionário. Que descreve, em meio a alguns abusos, um traço essencial de nossa personalidade.O bacharel escreve, com orgulho, sobre sua fossilidade ideológica. Nada mais justo. Defende o marxismo. Nada mais justo. Me chama de possível conselheiro de Bush. Nada mais injusto. Uma vez um professor me disse: o mal não seria o fascismo tomar o poder, o mal seria o Manini no ministério. Nada mais cômico. Meu caro, não defendo as ditaduras de direita. Mas esqueço, no meu pensar, da nossa tendência à vitimização. O Brasil não ganhou? Culpa do Ronaldo, que amarelou. Fomos vítimas de sua doença. Tropa de Elite não concorre ao Oscar? Culpa do complô anti-arte terceiro-mundista de Hollywood, que concede o seu prêmio de consolação aos desvalidos. O marxismo faliu? Culpa do capitalismo selvagem, do espectro que sempre assombrou a capenguice da esquerda. Cuba tem sim uma boa medicina, embora contingenciada pelas necessidades e recursos que o Estado cubano pode oferecer. Mas curioso: Fidel cai doente, e chamam o médico da metrópole para atende-lo? Não entendi, mas deve ser culpa do capitalismo. Mas lá, as coisas são melhores. O povo não passa fome, segundo o governo. Estão de parabéns. O povo do Brasil passa fome, uma pena. Pena que o Brasil tenha coragem de divulgar seus dados. Mas ele, o brasileiro, consome 3000 kcal ao dia, enquanto os cubanos consomem 2600 kcal diárias. Isso deve ser dado de alguma rede supermercadista, só pode. O Brasil tem metade da sua PEA desempregada? Errado. Tem 9,1%, dado que se encontra na internet. Mas isso é um instrumento pequeno-burguês de alienação, não pode ser usado! Enfim, parabéns ao bacharel-marxista-dinossauro que me contestou. O debate de idéias é sempre bom. Mas, ops, isso me cheira à democracia. Que perigo!
Luiz Carlos F. Manini
(professor di história) - Londrina
Cidades da região
A sociedade de Londrina pressionou e a PM melhorou a segurança. Em compensação a bandidagem migrou para municípios da região. Também somos indefesos, também somos famílias, recolhemos impostos e trabalhamos e merecemos segurança.
Marcia M.Ladslaw Paretti
(comerciante) - Cambé
Basquete
O que estará acontecendo com o nosso time de Basquete? Em dois jogos consecutivos que o primeiro quarto é perdido. Primeiro contra o Pitágoras no Moringão, apenas oito pontos. E agora apenas dez pontos contra o Uberlândia. Perder o primeiro quarto não é um bom negócio, é difícil recuperar depois. Vamos lá meninos, infiltrem mais e caprichem nos lances livres, depois de uma certa vantagem arremessem de três. Mesmo perdendo, salve o grande Nathan que teve um bom desempenho no último jogo. Vamos lá, vocês têm competência para melhorar. E aproveito para indicar um meio de comunicação mais eficaz entre a arbitragem, que por sinal estava bem confusa.
Janaina G. Portello
(estudante de Comunicação) - Londrina
Segurança na Zona Rural
Sobre a reportagem ‘‘PM promete atenção à zona rural’’. A situação na zona rural de Londrina está insuportável. São assaltos, furtos de cabos elétricos e arrombamentos. Além de tudo, as cercanias de Londrina convivem com invasões, onde os ‘‘ditos pequenos delitos’’, além de permanentes, são desprezados no campo da investigação. Na fazenda Nata, no Limoeiro, entre outras regiões no entorno de Londrina, crimes dessa natureza são freqüentes certamente subsidiam outros com maior gravidade. A nossa zona rural necessita de um trabalho repressivo, com presença policial. Indignação à parte, apenas lembro que o aumento da criminalidade fundamenta-se na absoluta certeza da impunidade que vivenciamos, pois nada justifica que a ‘‘zona rural’’, por desatenção, se torne mais um ‘‘covil de malfeitores’’.
Rogério Trioschi
(engenheiro civil) - Londrina

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