CARTAS
Pau mandado?
Sou pela punição - dentro da lei - de todos os políticos que cometem crimes. Dos vereadores da cidade mais modesta do Nordeste, passando pelos de Londrina, até chegar aos graúdos de Brasília - os da farra dos cartões de crédito. Agora, essa do jovem aí que pede a cassação de Orlando Bonilha, não sei não. É para a gente desconfiar. O que ele alega? Está chovendo no molhado pois já há um processo em andamento, que pode ou não chegar num pedido de cassação. Está com jeito de ser pau mandado esse autor da representação. Gostaria de saber o que a FOLHA e outros leitores pensam dessa carona. Meu receio é que coisas sérias acabem em brincadeira. Nem brincadeira, nem pizza, por favor.
Alberto S.S. Dinallini (representante comercial) - Londrina
Frasson, meu herói!
Do jeito que as instituições são lentas, quando não, omissas. Do jeito que os políticos se protegem dentro de um corporativismo pernicioso. Do jeito que os caminhos para a punição formal são tortuosos. E - atenção - principalmente considerando que o povo não se liga e não participa de nada, a não ser do futebol e carnaval (que ódio!). Enfim, por tudo isso e mais um pouco, devo dizer que estou escolhendo meu herói de 2008. Meu herói é o motorista Marcos A. Frasson, que pede a cassação de um vereador de Londrina, o Bonilha. Nada contra ele especificamente. Poderia ser qualquer outro político: deputado, vereador, prefeito. Não importa se há interesses nessa história. Para mim, vale pela cidadania. Povo brasileiro, mexa-se.
Ezidro H.S.Gomes da Silva (professor) - Londrina
Por essa não esperava
Mensalão, denúncias de escândalo na Caixa Econômica, denúncias que não deram em nada, não se confirmaram. Agora vem o cartão corporativo. Será verdade isso tudo? Será que a gente consegue, ainda, ser feliz um dia? Depois de tantas denúncias, pensei que já tinha visto tudo de ruim. Agora são os cartões. Por essa eu não esperava.
Amanda G. Rodriguez (estudante) - Londrina
Avião maluco!
Não é a primeira vez que o susto quase me tira da estrada e eu, por pouco, não virei notícia triste. Ano passado foi perto de Cascavel, entre Palotina e Cascavel, mais ou menos. Já na semana passada foi aqui na região de Maringá. Lavoura limpa, nenhum plantio, só podia ser vôo de treinamento. Talvez, aproveitando as poucas horas de sol quando o tempo abriu, após vários dias de chuva. Só sei que quase fui atropelado pelo avião agrícola. Um rasante em que o avião não ficou mais que uns 20 metros do carro. O cara veio ao encontro do carro, surgiu do nada, foi tudo muito rápido. Quase fiz xixi nas calças. Quem fiscaliza isso?
José C.S. Celestiano (autônomo) - Arapongas
Diagnóstico dúbio
Na coluna Fala Cidadão (Folha Cidades, pág. 2, 30/1), o médico Ronie C. F. Cardoso emite sua opinião sobre religião sob a ótica da ciência, muito embora não afine com o maior gênio, Einstein, que nunca permitiu que o qualificassem ateu, pois para isso seria preciso explicar o Universo. Se há Deus há religião e esta é a conseqüência natural. Ele afirma: Tudo o que divide é ruim e isto demonstra a falta de base da religião para fazer tal afirmação, pois Deus nos ensinou, através de Jesus, a dividir as nossas glorias e nossas desditas com nossos irmãos, seja ela material ou espiritual. A religião que o Dr. Ronie não aceita, é a mesma que aglutina e orienta a maioria da nossa população, desde o cidadão mais simples até o mais ilustre, e se a pessoa não tiver uma religião que a ampare no momento da tormenta, certamente o fogo do inferno irá consumi-la por total, através dos vícios. Prezado doutor, leia em Eclesiástico 38, 1 - 15 o que a religião fala da medicina e médicos.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (estudante de Teologia) - Londrina
Projeto Rondon
Há 30 anos, estudante da ESALQ-USP, participei de duas excursões do Projeto Rondon. O lema era Integrar para não Entregar. Entravamos sertão a dentro, levando assistência aos brasileiros que lá viviam. Uma população miserável, dona de um continente riquíssimo. De lá para cá os problemas se agravaram. Sugiro uma versão, na era do GPS, do projeto Rondon, pela biodiversidade e de sua importância para o Brasil.
José Novaes Faraco (empresário) - Londrina
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