CARTAS
Não ao chumbo
Com relação à reciclagem de chumbo no Distrito São Luiz, gostaríamos de expor que a oposição da comunidade à instalação da fábrica é legítima. Ao falar em filhos a leitora Lauren Camargo (Cartas, 29/01), deveria ter em mente os filhos condenados à morte pelo chumbo em Adrianópolis, Bauru e tantas outras localidades. Residimos em São Luiz, adquirimos aqui os produtos gerados pelo labor desta terra, amamos nossos filhos e não queremos correr o risco. Implantem em São Luiz uma agroindústria, nossa vocação. Levem a sério o turismo em nosso município. Quanto aos esclarecimentos prestados pelo sr. Mauro Viecili, do Instituto de Desenvolvimento de Londrina, parece curioso que o concorrente dessa fábrica, instalado em Tamarana, não precise de área 7 vezes maior para realizar o mesmo trabalho. O terreno doado em São Luiz situa-se em meio a nascentes e é muito próximo da Mata dos Godoy, unidade de conservação estadual. Qual legitimidade do Conselho Municipal do Meio Ambiente se é nomeado exclusivamente pelo prefeito Nedson e com diversos supostos ''representantes'' da sociedade ligados à administração ou funcionários do Município? Agradecemos o apoio FOLHA, que com seu editorial de 28/01, lavou a alma da maioria dos moradores de São Luiz que é contrária à instalação da fábrica.
ESTÁCIO JOSÉ MOTTA (agricultor); EDUARDO GOMES DE ARAUJO (agricultor familiar) e JOEL GARCIA (atacadista de frutas e verduras) - São Luiz
Ditadura da magreza
Com relação ao artigo ''Sou gordo e muito feliz'' (Espaço Aberto, 29/01), do jornalista Devaldo Gilini Júnior, gostaria de esclerecer alguns aspectos médicos (pelo menos da minha área: Ortopedia). O peso extra carregado pelo corpo afeta nossas articulações piorando doenças que se manifestam com o envelhecimento (como a artrose - desgaste das articulações). Nossa articulação da rótula é submetida a uma carga de 3 vezes o peso do corpo ao descer uma escada. Se a pessoa pesa 70 kilos, isso significa 210 Kg, mas se pesa 110 Kg, são 330 Kg, ou seja, 120 Kg de carga extra! Além disso, a pessoa obesa tem uma maior dificuldade na cicatrização em cirurgias, além de tornar qualquer procedimento mais difícil. Então, a preocupação com o sobrepeso e obesidade é mundial, pois aumenta os custos na área da saúde exponencialmente. Não é questão de ditadura da magreza, é preocupação de saúde pública.
MARCUS VINICIUS DANIELI (médico ortopedista) - Londrina
Suplência na Câmara
Depois da renúncia do vereador Henrique Barros, quem assumirá a vaga em aberto é um outro acusado de envolvimento em crime político em gestão anterior. As eleições municipais estão perto e teremos a oportunidade de varrer para o cesto de lixo estes e tantos outros que não produzem nada e sonham alto. Chega desta bandalheira praticada por esta Câmara que talvez seja a pior de todos os tempos. Que pena!
LAERCIO PIRES CARDOSO (representante comercial) - Londrina
Escândalo na Câmara
Concordo que o dispositivo da lei que permite ao vereador renunciar para escapar de cassação e voltar a se candidatar novamente no próximo pleito é uma ''anomalia da legislação'', como diz o editorial da FOLHA (26/01). Quem deveria cassar o político nestes casos é o eleitor, não votando nele. Isso, no entanto, não acontece. Temos aí a prova cabal de que o cidadão não está preparado para a democracia. Se somente as pessoas cultas e esclarecidas tivessem direito ao voto, o ambiente político brasileiro certamente seria mais asseado. O cidadão teria que provar sua qualificação através de um teste para se habilitar a votar. Os eleitores incultos, semi-analfabetos e desinformados deixam se engambelar mais facilmente pelos maus políticos.
EGON EUCLIDES HORST (bancário aposentado) - Umuarama
Exemplo de Paiçandu
A Câmara de Paiçandu mostrou como deve agir o poder fiscalizador ao apurar e punir com rigor denúncias de irregularidades em licitações que teriam sido praticadas na Prefeitura daquela cidade. Se o exemplo fosse seguido por outras câmaras, sobrariam poucos prefeitos. Por outro lado, se fossem cassados todos os vereadores que são ''ajudados'' para não ''atrapalhar'' fiscalizando com rigor os mandatos de prefeitos, restariam poucos edis. Que o exemplo da Câmara de Paiçandu contamine se alastre por todo o País.
VALCIR JOSÉ MARTINS (administrador) - Maringá
Correção
- Diferentemente do que foi publicado na matéria ''Homem morre em acidente com ônibus'', na data de ontem (28/01/2008), o ônibus citado na matéria, que faz a linha 290 (Guaravera) e que esteve envolvido no acidente, pertence à empresa Francovig e não à Grande Londrina.





