Meio ambiente
Parabéns à FOLHA pelo editorial de ontem tratando da instalação de recicladora de baterias em São Luiz. Certamente não há quem seja contra a instalação do empreendimento, mas os riscos são potenciais e devem ser considerados. A empresa apresentou projetos para a contenção de poluentes, o que não traz total segurança aos moradores. Passa da hora de se discutir a questão das recicladoras de baterias no Paraná, já que no Estado se encontram mais empresas do tipo do que a demanda interna exige. Por que não se exigir Estudos de Impactos Ambientais, onde a participação das comunidades atingidas é obrigatória?
EWERTON DE OLIVEIRA PIRES (geógrafo) - Londrina

Fábrica em São Luiz
Lí na FOLHA que uma empresa está se instalando no Distrito de São Luiz. É a Reifor que, depois de 53 anos na área central - onde ao lado dela está há tempo o maior desenvolvimento da região Sul de Londrina como universidades, hotéis, escolas, shoppings, grandes redes, Condomínios de médio e alto padrão. Justamente ali ao lado da fábrica de baterias. Ah! e verifiquei que lá estão funcionários de mais de 20 anos gozando de boa saúde. Soube também de gente que já se aposentou e que hoje está completando 80 anos. Aí me pergunto qual o real interesse de algumas pessoas que são contra a instalação da fábrica? Qual o real propósito e será quem está por detrás manipulando? Como psicopedagoga, me indago, quando é que alguém pensará no bem comum? No sorriso do filho falando de uma nova oportunidade de trabalho. Penso que essas pessoas não têm idéia do quanto estão fazendo mal a essa massa sem esperança. Londrina, onde nasci, cresci e me formei, no passado recente saqueada, agora querem sequestrar nossas esperanças, nossos empregos.
LAUREN CAMARGO (psicopedagoga) - Londrina

Versão da Prefeitura
Em relação ao editorial de ontem da FOLHA, a Prefeitura de Londrina, por meio do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Idel), esclarece: 1) A lei nº 10.125, de 26/12/2006, que determina a doação de terreno à GNB Indústria de Baterias, no distrito de São Luiz, foi aprovado em duas votações na Câmara. A GNB é a antiga Reifor, que está instalada em Londrina há 57 anos e ao que consta, em nenhum momento teve problema ambiental; 2) A instalação da empresa segue todos os trâmites normais dos órgãos públicos ambientais. A doação de 15 alqueires atende à necessidade de efetivar uma área de contenção contra riscos ambientais, com plantação de espécies adequadas ao espaço. Vale ressaltar que o projeto ambiental da GNB foi aprovado pelo Conselho Municipal do Ambiente, Ministério Público do Ambiente, Instituto Ambiental do Paraná e organizações não governamentais; 3) A comunidade de São Luiz, representada pelo Conselho de Desenvolvimento Rural, aprovou o projeto de instalação da GNB em 2006, também por unanimidade.
MAURO VIECILI (presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina)

Requião x conflitos
Quando morava em São José dos Campos (SP) ouvia muitas detrações ao governador Roberto Requião. Agora, acompanhando mais de perto não consegui deixar de me simpatizar com ele. Ele é um transgressor do status quo: corporativismo no Judiciário, farra de pedágios e contratos irresponsáveis outorgados por Lerner, farra dos altos juros dos bancos (que captam dinheiro de graça via conta corrente e incorporam grandes lucros via títulos governamentais com baixo risco e alto retorno ou via cheques especiais com juros especialmente altos). Afora os excessos em seu trato pessoal, considero Requião um exemplo a ser seguido.
IURI GREGORIO DE SOUZA (engenheiro mecânico-aeronáutico) - Londrina

Escândalo na Câmara 1
Se no ''caso Barros'', os vereadores, como juraram, são inocentes, agora incorrem em desvio de finalidade por apresentarem projeto de revogação de leis e artigos, tidos pelo MP como aprovados desonestamente. Mais que quebra de decoro, isto é ilegal, pois a motivação de toda ação do poder público é o interesse público e não ''limpar a barra'' de agentes políticos como afirmaram os vereadores para a imprensa ser esta a motivação. Se o projeto foi aprovado pelo devido processo legislativo, deveriam os vereadores justificarem por que aprovaram a lei.
JOSÉ NOVAES FARACO (agricultor) - Londrina

As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]

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