CARTAS
Assassinato de agente
Mais uma vez um membro da segurança pública é assassinado em frente de casa sem nenhuma possibilidade de defesa. Quem deveria nos proteger nem se proteger consegue mais. É culpa do governo? Talvez. Mas o que adianta falar do governo? Mais uma vez nada. Se um agente penitenciário, às vezes até armado, morre em frente de casa com vários tiros na cabeça, a nós meros mortais que nem temos como nos proteger só resta lamentar e perguntar: aonde estão os ''direitos humanos'' que prezam tanto pelos detentos?
VINÍCIUS ELIUD GONÇALVES (estudante) - Londrina
Requião x MP
Algumas vezes tive a oportunidade de assistir à ''Escola de Governo'' do governador Requião e observei o quão determinado é esse político que tem a vontade de melhorar o Paraná. Não concordo com seu temperamento pessoal, mas não é por isto é que vou estar alheio ao quanto o Paraná tem melhorado depois ele assumiu o poder. Temos o dever de cobrar para que os políticos exerçam com responsabilidade seus mandatos e que façam o melhor para o Paraná. Na minha opinião o governador está cumprindo o seu papel.
LUIZ CARLOS DE ALMEIDA (professor) - Londrina
Censura a Requião
Quando alguém se vê ofendido em sua honra, deve tratar diretamente nos meios legais. Os que tratam com as pessoas ofensoras, usam quem sabe, expedientes assemelhados. Porém, o ''poder'' de uso provisório e limitado para enjaular um suposto ofensor, é tirania pior do que ofender alguém a quem possa ser dado direito de defesa ampla e irrestrita. Oprimir e suprimir alguém em suas declarações, quer públicas ou privadas, vai além de cercear o direito de opinião. É de fato uma prisão sem julgamento. Avassalar a imprensa, sufocar opinião, criar meios de censura da palavra, é quem sabe, a pior traição que se possa fazer a um indivíduo ou a própria sociedade em que convivemos.
CELITO MEDEIROS (engenheiro agrônomo) - Curitiba
Escândalo na Câmara 1
Estranho o fato de que apenas a imprensa escrita (diga-se corajosa) em Londrina dar a verdadeira ênfase merecida para o caso envolvendo os ''nobres edis'' do município. Na terça-feira, nada foi comentado nos telejornais sobre as denúncias feitas pelo Ministério Público ou mesmo nenhum dos ''nobre edis'' citados na denúncia deu esclarecimento ou explicação aos seus eleitores. Me entristece muito o fato de ter a impressão de, por mais uma vez, o cidadão londrinense verá tudo terminar na costumeira ''pizza''. Lembrem-se que a eleição vem aí e novamente teremos a oportunidade de fazer uma ''faxina'' nos poderes Legislativo e Executivo.
DUARTE HENRIQUE MONTEIRO (servidor público) - Londrina
Escândalo na Câmara 2
A responsabilidade por tudo o que está acontecendo na Câmara de Londrina é nossa. Os representantes deste mandato, cujo término é no fim deste ano, foram escolhidos pelo nosso voto. Temos que nos posicionar pela cassação de todos aqueles envolvidos em irregularidades na Câmara, envolvendo leis de zoneamento, uso do solo e doação de terrenos. Temos de deixar de ser omissos. Vamos apoiar o trabalho do Ministério Público. Vamos exigir que a recomendação de mudanças na Lei Orgânica do Município, feita desde 2004, pelo presidente do Clube de Engenharia e Arquitetura, Nelson Brandão, aconteça e, com isso, os vereadores fiquem impedidos de fazer alterações e falcatruas. Não nos esqueçamos que o Executivo também é responsável pela Lei Orgânica do Município.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Escândalo na Câmara 3
No primeiro depoimento depois de sua prisão, ao se referir aos empresários envolvidos no caso de corrupção, o vereador Henrique Barros os descreve como ''pessoas idôneas e amigos de infância''. Em crimes dessa natureza, nenhum personagem é idôneo, estando todos no mesmo nível de degradação moral. O lado passivo põe à venda o bem mais caro e precioso que o homem possa ter: sua consciência e, no pólo ativo, depois do primeiro suborno a parte passa a exercer total domínio sobre o subornado, transformando-o num vil instrumento para a consecussão de seus atos promíscuos. Chama a atenção o fato que alguns membros da quadrilha vangloriam-se de que são ''evangélicos'' como que para dar confiabilidade às ações maléficas que praticam, imaginando ser possível enganar a sociedade por muito tempo, usando em vão o nome de Deus.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (bacharel em Direito) - Londrina





