CARTAS
Escravidão continua
Os brasileiros viraram escravos do governo, arcando no lombo com uma das cargas tributárias mais pesadas do mundo. Essa voracidade fiscal fez com que os brasileiros tivessem de trabalhar, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), cerca de 145 dias do ano só para pagar impostos que não retomam em benefício da sociedade. O trabalhador com ganho anual de R$ 12 mil é obrigado a direcionar para os cofres públicos R$ 4.833,33 de seu ganho anual. Se for casado e tiver dois filhos, a família terá que conviver com uma renda básica anual de R$ 7.166,67:12= R$ 597,23, ou seja, 597,23:4= 149,30 por indivíduo, um valor ínfimo para atender as despesas mínimas com alimentação, educação e saúde. Somos roubados por um lado pelos tributos e pelo outro por bandidos. Enquanto houver desigualdade, injustiça e farra com o dinheiro público e ficarmos de braços cruzados, não teremos o direito de falar em lei e direito. É preciso acordamos e reviver o espírito de patriotismo, dignidade e auto-estima para dar um fim em tudo isso.
MALVER GERMANO DE PAULA (advogado) - Londrina
Reserva cambial
Por que o Banco Central continua fazendo reserva cambial em dólares? Com a desvalorização da moeda americana e os quase US$ 200 bi que o Brasil tem em estoque, perde algo como duas CPMFs. O déficit dos EUA em conta corrente absorve 75% dos excedentes mundiais de poupança. O déficit comercial foi de US$ 63 bilhões em novembro de 2007, além das guerras trilionárias. Observa-se a queda de um império. Todas as commodities estão se valorizando frente ao dólar, ouro, petróleo, grãos, etc. O que representa uma fuga mundial dos investimentos em dólar. O Brasil já perdeu muito, pois devia em dólar e o mesmo subia muito. Agora, com sua rápida queda, continuaremos a perder por mantermos altos estoques?
JOSÉ NOVAES FARACO (agricultor) - Londrina
CNJ
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) considerou nulas as efetivações de titulares de cartórios feitas pelos tribunais de Justiça, de serventuários que ali trabalham por 20 ou mais anos, mandando abrir concursos para o (correto?) provimento daqueles cargos, se esquecendo que o ingresso dos servidores naqueles cartórios foi precedido do necessário concurso para a prática dos atos atribuídos a tais repartições. O equívoco do CNJ é clamoroso. As efetivações atingidas são legítimas promoções funcionais, às quais têm direito todo trabalhador. Acaso, o juiz de direito faz concurso para subir da primeira para as demais entrâncias até o Supremo Tribunal Federal? E como fica o direito adquirido e recepcionado na Constituição? E a validade de um concurso público feito perante a própria justiça, para o mesmo fim (a prática de atos determinados em lei)? Que jeito estranho desse Conselho fazer justiça!
WALTER DE OLIVEIRA (serventuário da Justiça aposentado) - Bandeirantes
Material escolar
Quero parabenizar a FOLHA DE LONDRINA pela divulgação da campanha de material escolar da Legião da Boa Vontade (LBV). O índice de crimalidade cresce por falta de oportunidade escolar. O ensino está precario e temos que buscar incentivar as crianças para que ela permaneça na escola. Brilhante iniciativa da LBV. Sou colaborador desta instituição e fiz questão de conhecer as crianças de risco que eles atendem. Acho importantíssimo conhecer, antes de ajudar. Trabalhos assim têm que ser valorizados. Só assim poderemos ter um País melhor futuramente com menos marginalidade. Parabéns à FOLHA pelo apoio a está iniciativa.
FERNANDO VITOR MARQUES (mecânico) - Londrina
Neurose coletiva
Com a correria e a luta desenfreada pela sobrevivência hoje, não há lugar para um encontro amigável, uma conversa descontraída, seja com amigos, familiares ou com quem quer que seja. Há alguém que tenha paciência, no trânsito, na filas ou no trato com os outros? Que tenha tempo suficiente para usufruir o conforto, conseguido através de tanta luta? Será que não existe uma solução? Poderiam estabelecer a hora da ''siesta'', como em alguns países.
Mudando-se o horário do trabalho, haveria tempo para as mulheres que trabalham fazer o almoço e cuidar dos filhos, os casais poderiam almoçar juntos, conversar e até tirar uma soneca. Todos seriam mais calmos, tolerantes e trabalhariam com mais gosto. Isso diminuiria o estresse, a pressão alta e essa neurose coletiva que está acabando com a alegria de viver.
IRENE CRUZ CORRÊA (aposentada) - Londrina





