Pobre paga a conta
O presidente Lula não é respeitado nem pelos seus ministros. Até 30/12 ele repetiu enfaticamente que não haveria aumento de impostos. No dia 3/01, o governo anunciou o aumento de impostos. Ou ele é um grande mentiroso ou não manda nada? O que no fim das contas, deixa claro a falta de capacidade e personalidade. Trabalho com redução de custos e aumento de produtividade em empresas e afirmo: existem os caminhos da racionalização e o trabalho por resultados que certamente substituiriam o aumento de impostos com vantagens, porém, descontentariam os ''companheiros'' e ''base aliada''. Resultado: ele mentirá novamente dizendo que quem pagará são os ''ricos''. Não é verdade. Cito um exemplo: a Sanepar aplica dinheiro e vão cobrar o IOF dela, que certamente cobrará do consumidor na conta mensal. No final das contas, invariavelmente, quem pagará a maior parte é o pobre.
ADALBERTO BRANDALIZE (consultor e administrador) - Londrina

BR-3
Povo primitivo, soluções primitivas. Você tira o carro de um rico, ele compra outro; você tira o carro de um pobre, ele vira miserável. Há 40 anos pelo menos que o País anda nesta: ''A gente corre, a gente morre na BR-3'' - e em todas as outras BRs - porque é mais fácil agir, segundo nossas ''ôtoridades'', mentes educadas por regimes de governo e sistemas políticos autoritários, do que dar estradas amplas, sinalizadas e iluminadas, aliadas à educação e cultura a um povo sedento e mais perseguido que protegido pela lei. Vivemos com fome e sede de escola, de saúde, de educação e cultura, de trabalho, de comida, de água potável, de dignidade, de segurança pessoal, de saneamento básico porque, entre outras coisas, não temos sequer opinião pública. Em um país em que a mais alta autoridade do Executivo e o ''maior jogador de futebol do mundo'' (onde se ouviu ''troféis'' entenda-se troféus) não sabem o plural dos substantivos, em que o ministro do Planejamento não sabe as consequências de suas declarações e o da Economia repisa erros do passado, não se pode esperar muito. A truculência sempre sobrepujará o amor, a ordem e o progresso.
NEREU AUGUSTO TADEU DE GANTER PEPLOW (advogado) - Curitiba

Pressão política
É bom lembrar que por pressão política, Getúlio Vargas, suicidou-se, e Jânio Quadros renunciou. O governo que não tiver, como base aliada, a maioria no Congresso, não consegue governar, dizem. Não consegue aprovar seus projetos, assim como aconteceu com a CPMF. Para isso, tanto o atual governo, como os governos anteriores têm usado de dois costumeiros expedientes: liberação de cargos para a base aliada e verbas para as emendas de parlamentares. Quanto custa ao governo essas concessões? Custa mais do que o montante arrecadado com a CPMF? Esses cargos pretendidos e essa liberação de verbas são necessários ou podem ser eliminados? Onde é que está a gastança pública? Dar prioridade à saúde e à educação significaria dar aumento de salário ao médico e ao professor? Vem aí a tão falada reforma tributária, e o povo deseja que tudo isso seja muito bem explicadinho, tanto pela oposição como pelo governo.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina

CPMF e IDH
Derrubada a CPMF, nossos representantes precisam estar alertas porque a carga tributária ainda é muito alta pelo que é revertido para a população. Basta ver o caos que é oferecido pelo Estado através dos serviços públicos. Isso jutifica a péssima posição do Brasil com relação ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 70º lugar. Com todo o seu potencial agrícola, industrial e mineral, ficou atrás de países como Argentina (31º) e Chile (40º). Daí, nossa obrigação é procurar votar nos melhores candidatos. Os políticos eleitos devem fazer sua parte para melhorar a vida da população, deixando de lado seus interesses pessoais e político-partidários.
DARCI APARECIDO LOURENÇO (aposentado) - Londrina

Ainda a CPMF
Os senadores contrários à prorrogação da CPMF esqueceram-se de avisar o presidente Lula e o ministro Guido Mantega (Fazenda) de que eles não precisariam desse dinheiro. Afinal, nosso generoso presidente deu de mão beijada US$ 500 milhões para o presidente da Bolívia, Evo Morales, que tomou a nossa Petrobras. Deu ainda 50 milhões de dólares aos africanos e repassou igual montante aos arrogantes argentinos. Isso não deveria acontecer sem autorização do Congresso Nacional.
RAIMUNDO PIRES COSTA (professor) - Cianorte

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