CARTAS
Menor no trabalho
Achei um absurdo a matéria ''Pai 'usava' filho de 12 anos para vender tapetes na rua'' (Folha Cidades, pág. 1, 27/12). Ao invés do menino estar rasgando folha de árvore enquanto esperava o pai ir buscá-lo após o dia trabalhado, ele deveria estar rasgando os papéis de presente dado pelo pai, ao menos nesta data do ano em que as crianças esperam tanto chegar. Em pleno século XXI, é uma vergonha ver uma criança trabalhando e fora da escola.
ANA CLAUDIA FERREIRA (agente de endemias) - Londrina
Ano Novo
Novas esperanças, sonhos. Espera-se que as coisas mudem, que o ano que se inicia traga melhores dias. Mas, afinal, é a mudança do ano que irá melhorar nosso modo de viver ou somos nós que fazemos a mudança? Tudo depende de nossa maneira de ser de agir. É lógico que estou me referindo aos dignos, aos honestos, pois mais dia menos dia teremos nossa recompensa porque a justiça divina nunca falha. Cada um fazendo a sua parte, com fé e garra, teremos sim um Novo Ano bem melhor e mais promissor.
IRENE CRUZ CORRÊA (professora) - Londrina
Criador rebaixado
Realmente o velhinho matou o menino, como explicitou o Arcebispo de Londrina, dom Orlando Brandes, na FOLHA. No meu entender a lenda tem efeito muito menor que o patrocinado pela própria Igreja: o rebaixamento do Criador. Sim, pois ao incentivar a adoração aos santos (que merecem todo respeito) ou à Virgem (a agraciada) que morreram sem ressuscitar - não podendo interceder por nós - decretam a diminuição de quem tudo pode. Os milagres acontecem como resultado da misericórdia de Deus; não da intercessão daqueles.
MÁRIO MENEZES (técnico operacional) - Londrina
Parques incomodam
Nós, moradores do centro de Jataizinho, nos sentimos frustrados. Por diversas vezes, através de baixo-assinado encaminhados à Promotoria de Uraí, tentamos chamar a atenção para os ditos ''parques'' que se instalam na Praça Frei Timóteo. Até agora nosso apelo não surtiu efeito. Os parques continuam a ''frequentar'' a cidade sem estrutura alguma. Muitas vezes, seus donos dependem dos cidadãos que aqui residem para supri-los de necessidades básicas como água e luz. Os parques se instalam nas ruas, na praça e em frente das casas impedindo os moradores de transitarem.
SERGIO GIAVARINA (professor) - Jataizinho
Tortura policial
Fiquei estarrecido ao ler o título da matéria ''Suspeito tira arma de PM e dispara na cabeça do soldado'' (Geral, pág. 9, 27/12) e mais triste pelos fatos relacionados aos policiais, um dos quais vítima de tiro de um suspeito. Porém, ao ler a notícia, com transcrição do testemunho de uma senhora meus sentimentos se inverteram. Na verdade, aqueles são criminosos travestidos de policiais: praticavam, publicamente, tortura contra uma pessoa. Evidentemente, havendo reação à prisão, quando esta for determinada judicialmente, ou em verdadeiro flagrante, o policial deve revidar. Não existe lei no Brasil permitindo agressões/tortura praticadas por policiais ou por qualquer pessoa contra suspeito ou não. Devemos defender bons policiais, aqueles que combatem traficantes, ladrões, e assemelhados, mas não criminosos que devem ser presos pelo crime que praticaram.
JOSÉ CLEMENTE MARTINS (advogado) - Ivaiporã
Linha da FOLHA
Parabéns FOLHA DE LONDRINA pelas boas reportagens das últimas semanas. Refirmo-me particularmente ao bebê Mateus. Também me congratulo pela linha editorial, firme, crítica, sem negar espaço aos criticados para que se defendam na seção de cartas. A entrevista com Osmar Dias estava na medida, pena que ele não explicou sua posição diante da CPMF. Mas ela não foi aprovada e é o que basta.
Antônio C. S. Crepaldi (professor) - Londrina
As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





