Espírito natalino
  Sou moradora de Londrina há muitos anos e confesso estar muito decepcionada com a minha cidade. Onde está o clima natalino? Cadê a iluminação decorativa da cidade? Para onde foram os incentivos para vendas do comércio? Não vi nem o tradicional ‘‘Papai Noel’’. Nem parecia Natal, a não ser pelos anúncios apelativos das propagandas audiovisuais. Contudo, confesso que me alegrei muito quando num passeio com meus filhos vi uma loja, apenas uma, onde havia um Papai Noel muito animado que chamava a atenção de todos. Alegrava qualquer um que por ali passasse e enchia os olhos das crianças de esperança de que realmente o Natal fosse uma festa muito alegre e fraterna. E é claro que quem ganha com isso é o proprietário da loja que atrai clientes. Talvez sejamos nós mesmos os culpados dessa falta de incentivo na cidade, mas acho que vale a pena resgatarmos o espírito natalino, pois é a única época do ano em que todos, ou quase todos, os corações estão unidos na esperança de um mundo de paz e fraternidade. Vale a pena!
ELIANE DE OLIVEIRA SANTOS
(vendedora) - Londrina
Indulto de Natal
  É revoltante saber que estamos à mercê de leis arcaicas, onde os únicos beneficiados são pessoas que estão longe de serem cidadãos de bem. O que faz as autoridades acreditarem que um estuprador, um homicida, um latrocida e outros inúmeros criminosos têm direito ao indulto de Natal? Quais os critérios utilizados para que este privilégio seja concedido? Seria uma desculpa para ‘‘desafogar’’ as celas abarrotadas? É comprovado que a criminalidade aumenta neste período do ano. Sem contar os que não retornam às celas após as festas. O que pode acontecer num futuro não muito distante é que, a lei, ao invés de ser abolida, seja estendida à Páscoa, férias escolares e feriados.
VICTOR HUGO GALVÃO DE MEIRA
(administrador) - Realeza
Lula e a CPMF
  Todo brasileiro sabe que a Previdência está falida. Faltam remédios, leitos, remuneração decente para os médicos, etc., isto ainda quando era cobrada de cada um a tal da CPMF. Agora, Lula dizer que cada escola iria ter serviço odontológico e também que as verbas da saúde irão diminuir por causa do fim da CPMF é um revanchismo sem tamanho. O que o presidente quer? Matar os velhos e dar prioridade aos ‘‘novos eleitores’’ que estão por vir? Dando esta educação que está aí que coloca milhares de canudos despreparados para a vida? A era do PT acabou. Desculpe, senhor presidente, pra mim acabou.
CLAUDIO MENEZES CAMPOS
(analista de sistemas) - Londrina
Porta de esperança
  Informações chegam quanto à negociações envolvendo nossa Sercomtel. Balanços com déficits, diretorias quase sempre políticas, verbas publicitárias exorbitantes, auxílios a esportes sem critério e sem limite e contrapartidas e outras coisas mais que saltam aos olhos. Fora os R$ 198 milhões da mal contada aquisição de ações pela Copel. Burocratas reunidos traçam o futuro daquilo que foi sonho e orgulho para nós acionistas. Um pouco de histórias e lembranças: quando fiz, há 40 anos, um projeto de vida com minha namorada, elegemos a compra de dois terminais como prioridade, pagos num carnê de 36 prestações que dariam para comprar um bom terreno. Passado esse tempo, chego à conclusão que fiz o maior negócio do mundo. Descontando todas essas mazelas, a Sercomtel ainda está de pé. Resta uma indagação, o que acontece com essa máquina de fazer dinheiro que vive em apuros? Qualquer empresário ou dona de casa sabe certamente o que ocorre: falta de gestão. Ou será que fazem de nossa telefônica uma porta de esperança para uma minoria apaniguada?
WALTER COSTA BARROSO
(cirurgião dentista) - Londrina

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