CARTAS
Menor no trabalho 1
Com relação à matéria ''Pai 'usava' filho de 12 anos para vender tapetes na rua'' (Folha Cidades, pág. 1, 27/12), pena que a lei que deveria ser igual para todos só é analisada de um ângulo. Menor não pode trabalhar, mas cadê a escola em tempo integral? Cadê as atividades educacionais e esportivas para manter uma criança longe das ameaças de drogas, crimes, etc.? O Estado também deve ser punido. Trabalhar não mata. O que mata é a ociosidade. Punir só os pais é discriminação. Temos que cobrar das autoridades responsabilidade de dar condições de um pai de família viver com dignidade. Está na Constituição, mas na prática isso não ocorre.
LOURENÇO RIBEIRO (técnico meio ambiente) -Londrina
Menor no trabalho 2
Comecei a trabalhar aos 7 anos de idade e isso nunca interferiu na minha educação. Sempre tive tempo para brincar também. Essa lei transforma nossos jovens em marginais. Se esse garoto não estiver trabalhando com dignidade, amanhã estará trabalhando no tráfico de drogas. Por que esse mesmo senhor citado na reportagem da FOLHA e o Conselho Tutelar não tiram os aviõezinhos do trabalho sujo que fazem? Trabalho não mata ninguém, traz dignidade.
JONETE ABRA (vendedora autônoma) - Londrina
Menor no trabalho 3
Esse mesmo Jardim Presidente foi palco meses atrás da morte de um estudante ao reagir a um roubo para defender o próprio pai. É bem melhor ver um garoto de 12 anos vender tapetes do que drogas. Incrível! Quantos vendem drogas, roubam em plena luz do dia e ninguém chama a Polícia? Comecei a trabalhar com 12 anos e não morri por isso e nem aprendi a ser bandida. Sou honesta graças a meus pais que me ensinaram a trabalhar desde cedo. Parabéns a esse pai que não está formando mais um bandido para aterrorizar Londrina mais ainda.
MARIA APARECIDA DE ANDRADE (faxineira) - Frankfurt (Alemanha)
Márcia Lopes
Sobre a matéria ''Márcia Lopes deixa o Governo Lula'' (Política, pág. 4, 27/12), gostaria de parabenizar Márcia pelo trabalho realizado no Ministério do Desenvolvimento Social e pelos avanços que ela ajudou a concretizar.
CLEIR JORGE BRANDÃO (estudante de Serviço Social) - Londrina
Arena VGD
Alguém precisa acordar o sr. Peter Silva para a realidade. Agora ele quer mais dinheiro público para derrubar uma Maternidade Municipal e construir outro estádio? Na atual conjuntura socioeconômica da cidade, essa proposta é no mínimo indecente. Londrina tem um grande estádio de futebol que já foi palco de competições nacionais e internacionais. Atualmente está subutilizado e se deteriorando por falta de manutenção. Com 10% do que se vai gastar nesse ''sonho de verão'' do sr. Peter, é possível resolver todos os problemas cruciais do Estádio do Café, estruturar uma excelente área de estacionamento para todo aquele complexo esportivo e melhorar o acesso viário em dias de grandes jogos. A casa do futebol em Londrina é o Estádio do Café, onde o torcedor tem o conforto das cadeiras cativas, dos boxes de estacionamento e de amplas arquibancadas. O velho e acanhado VGD já cumpriu o seu papel. Chega de dizer que atrai mais público, é central, etc. O que atrai o torcedor é futebol de qualidade, time vencedor e estádio confortável, o resto são desculpas provincianas.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
Transporte coletivo
Sobre o Editorial de ontem da FOLHA (''Opção futura para transporte coletivo''), não é apenas as facilidades para adquirir um carro que estão lotando as ruas das grandes cidades e criando caos no trânsito. Também a incapacidade gritante dos gestores públicos de organizarem um sistema de transporte coletivo que funcione adequadamente e que respeite o mínimo de conforto que o usuário merece.
MARCIO EDUARDO LAMEU (professor) - Pitangueiras
'Dona Árvore'
Estive com o jornalista Fábio Cavazotti ajudando em uma matéria sobre poluição dos rios e observei sua coragem diante dos obstáculos e das pressões. Pude constatar ainda o amor que tem pela natureza. Parabéns pelo seu artigo ''Dona Árvore'' (Espaço Aberto, pág. 2 27/12). Confesso que chorei. Parabéns tambem à FOLHA que sempre deu destaque à preservação do meio ambiente. Esta é a principal razão de ser assinante deste jornal.
OSVALDO MARCONATO BOSI (microempresário) - Ibiporã





