CARTAS
Versão do ministro
Em relação à carta do leitor João Carlos de Oliveira (16/12), gostaria de esclarecer que: primeiro quero reafirmar que a não-prorrogação da CPMF é motivo de luto para a Saúde Pública, sim, sobretudo pela clara falta de compromisso de alguns políticos com uma das maiores conquistas da sociedade. De uma hora para outra, o SUS deixou de contar com uma parcela de seus recursos. Em segundo lugar, não se pode afirmar que está morto - como afirma o leitor - um sistema da grandeza do SUS. Para se ter uma idéia, em 2006, R$ 14,3 bilhões da CPMF financiaram 11 milhões de internações, 268 milhões de consultas, 348,8 milhões de exames, 9,3 milhões de hemodiálises, 134 milhões de procedimentos ambulatoriais e 2,2 milhões de partos. O SUS tem problemas, muitos deles relacionados ao subfinanciamento e a deficiências de gestão. Mas, para consolidá-lo como prestador de assistência. O SUS é o maior sistema de saúde pública do mundo. Mais de 140 milhões de brasileiros têm o seu único acesso aos serviços de saúde pelo SUS. Os demais brasileiros são beneficiados pelo SUS quando entram em um mercado, por exemplo, pois os produtos que estão ali são fiscalizados pelo sistema. Quando compram um remédio, que segue determinações de qualidade e eficácia e são acompanhados em cada processo. Quando participam das campanhas de vacinação, quando precisam de um transplante (85% realizado pelo SUS), quando são atendidos por um tratamento caro, como o para HIV/Aids, e quando são resgatados por um serviço de urgência, como em um acidente de carro, entre outros inúmeros exemplos.
JOSÉ GOMES TEMPORÃO (ministro da Saúde) - Brasília (DF)
Horário do museu
Fui ao Museu de Arte de Londrina (MAL), sábado à tarde, para ver a Exposição Divina Humanidade e encontrei a porta do MAL fechada. Para minha surpresa, descobri que o MAL só abre em horários comerciais e, aos sábados, funciona só das 8 às 13 horas. Quem trabalha no horário comercial não tem acesso aos bens culturais e se vê impedido de frequentar museus e bilbliotecas. Será só têm direito à cultura os iluminados do Promic e os universitários?
JUAREZ REZENDE DE ARAÚJO (diretor de teatro) - Londrina
Torcedor decepcionado
Com todo o respeito que a grande torcida Alviceleste tem com o nosso maior ídolo, o Carlos Alberto Garcia andou pecando nas suas palavras na entrevista à FOLHA - ''Tubarão na corda bamba'' (Opinião, pág. 3, 09/12). Concordo que a dívida existe, mas estamos com um presidente com muita influência, o Peter Silva, e um gerente de futebol forte, o Adir Lemes, que procuram sempre o bem do Tubarão. Ao contrário do Garcia que, na gestão como presidente, o Londrina foi rebaixado para a terceira divisão. Na entrevista, Garcia cita também que a torcida não apóia o time, sendo que ele próprio diz que faz três anos que não vai ao estádio. Como a torcida não apóia, se em plena quinta-feira na decisão da Copa Paraná quase 9 mil torcedores foram ao VGD? Fica aqui minha indignação com o maior ídolo do meu querido Tubarão. Infelizmente, ele é mais um dos ''coveiros'' que querem enterrar o tubarão.
WALDEMIR LUCHINI JUNIOR (radialista) - Ibiporã
SOS Tubarão
Com relação à matéria ''Dirigentes rebatem críticas de Garcia'' (Esporte, pág. 1, 16/12), a cidade de Londrina vive uma crise de auto-estima há uma década. Políticos sem qualificação, empresários sem visão e também o esporte há muito vem sendo saco de pancadas. O basquete acabou, o futebol nem se fala, vôlei nunca existiu e o handebol a Unifil largou mão. Os dirigntes do LEC têm toda razão em dizer que a cidade como um todo não apóia o time. Este clube tem uma marca poderosíssima, será que ninguém enxerga? Sempre defendi o fechamento do Londrina como instituição, porque quando um produto ou um serviço está dando prejuízo, fecha ou investe e dá uma nova roupagem. Se o Londrina deve R$ 10 milhões, é muito fácil resolver: por que que o marketing não faz uma campanha para salvá-lo? Estou disposto a contribuir mensalmente para a solução dos problemas. Falta coragem e atitude de ''todos''. Não aguento mais ver o Tubarão perder.
CHRISTOVAM CESAR DA VEIGA PESSOA (administrador) - Curitiba
Sessões da Câmara
Esclareço o leitor Célio Camilo que os vereadores da Câmara Municipal de Londrina não recebem subsídio adicional em razão da realização das sessões extraordinárias, oportunidade em que se discutem projetos de interesse da comunidade. Em Londrina, os vereadores nunca receberam ''jeton''. Lembro ainda que no ano passado a Câmara reduziu em 35 dias o recesso parlamentar e neste período são mantidas todas as atividades do Legislativo, com exceção da realização das sessões ordinárias.
SIDNEY DE SOUZA (vereador pelo PTB e presidente da Câmara Municipal de Londrina)





