CARTAS
Que país é este?
Onde já se viu um país onde o presidente da República, sem estudos, ganha mais que médicos e professores? Sendo que estes têm que estar em constante aprimoramento face às mudanças que ocorrem, além de todo desgaste físico e mental que a profissão lhes traz. No Brasil, para se ter uma vida digna tem que se estudar e, às vezes, muito, porém, não vemos investimentos na educação e o mínimo de incentivo nem mesmo para os professores. E a saúde? E as vidas? Milhares de pessoas dependendo de cirurgias, transplantes e consultas para se manterem vivas, no entanto, não temos médicos o suficiente e ainda os que temos possuem salário não correspondente ao seu serviço. Talvez, isso aconteça porque o Lula e seus aliados não dependeram destes serviços do SUS até então. Ou ainda porque o presindete não passou anos em uma faculdade para ganhar o que não paga nem os estudos preparatórios para um vestibular.
LANA RAQUEL PIASSA (estudante de Enfermagem) - Londrina
Saúde de luto?
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse em uma entrevista após ver recusada a prorrogação da CPMF que ''a saúde pública está de luto''. Ora, Sr. ministro, no Brasil, a saúde, a educação e a segurança já morreram e faz muito tempo. Somente os senhores que (des)governam juntamente com o presidente Lula é que não reconhecem isto. Mas pode ficar tranquilo, os seus colegas ministros já estão providenciando uma outra forma (novos impostos) para a população pagar a conta. Claro que as mordomias recebidas pelos senhores (ministros, senadores, deputados) não vão acabar para destinar o dinheiro para as áreas que deveriam ser de responsabilidade do governo. Não se preocupe, nós os eleitores otários estamos aqui prontos para engolir novos impostos para manter a quadrilha que toma conta de Brasília e do País.
JOÃO CARLOS DE OLIVEIRA (analista de sistemas) - Ibiporã
CPMF
Os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) saíram chamuscados do episódio da derrubada da CPMF no Senado, em virtude da demonstração inequívoca de que também são simpáticos à manutenção da carga tributária, que impede a inserção do Brasil no grupo de países emergentes que crescem a mais de 8% ao ano. O alinhamento incondicional com Lula, sem nenhum compromisso da discussão de uma ampla reforma tributária, revela uma inconsistência programática, que inviabilizará as pretensões futuras do PSDB. A eliminação do imposto contava com apoio popular, não havendo razões para tergiversações, até porque, os recursos arrecadados, de FHC a Lula, não eram revertidos em sua totalidade para a caótica saúde pública. Como eventuais alternativas à Presidência da República em 2010, essas candidaturas perderam substância e credibilidade.
SERGIO VILLAÇA (engenheiro civil) - Recife (PE)
Oposição quebra jejum
O mesmo Senado que teve a sordidez de absolver Renan Calheiros conseguiu a proeza de derrubar a CPMF, até com uma pequena folga para surpresa de muitos. Não acredito que essa decisão que alivia o bolso do cidadão, pelo menos até vir o troco por parte do governo, tenha sido tomada pelos senadores visando o bem do povo. Mas ao menos quebrou um longo jejum da oposição, que não conseguia vetar nada de interesse do governo. E a Saúde, que teoricamente seria a grande sofredora, não perde nada com essa derrota, pois além de não ter como piorar ainda mais, pouco ou nada viu desse gordo recurso criado com esse destino, mas desviado para todos os outros lados, sobretudo os escusos.
HABIB SAGUIAH NETO (aposentado) - Marataízes (ES)





