CARTAS
Tem pai que enxerga
Gostaria de parabenizar o sr. Marcelo José Grandi Martins (Cartas, 12/12). Se tivéssemos mais pais como o senhor, certamente os governantes veriam os alunos como investimento e não como gasto. Professores sérios e responsáveis se sentem perseguidos pelo Estado quando reprovam alunos que nada ou pouco produziram nos estudos durante o ano letivo. Afinal, por que estudar? O aluno sabe que vai ''passar de ano'' de qualquer jeito, a lei manda.
JOEL TADEU TOSTA (professor) - Xambrê
Fim da CPMF
Alguém precisa lembrar aos leitores que enviaram cartas ontem à FOLHA enaltecendo nossos ''destemidos senadores da oposição'' que votaram pelo fim da CPMF, que foram esses mesmos ''corajosos'' senhores que criaram e prorrogaram essa excrescência, pois naquela oportunidade estavam no poder. Quem se dispuser a pesquisar irá verificar que vomitavam as mesmas (in)justificativas dos atuais defensores. Infelizmente, essa amnésia cívica é que alimenta a ciranda da nossa mediocridade política, onde o verdadeiro objetivo é simplesmente a conquista do poder.
ALBERTO CHAHAIRA SOBRINHO (professor) - Bela Vista do Paraíso
Memória curta
Li ontem a carta da jornalista Deborah Farah enaltecendo os ''destemidos'' senadores da oposição que votaram contra a CPMF. Ela se esquece que os mesmos senadores votaram contra a cassação do ex-presidente do Senado Renan Calheiros e engavetaram algumas denúncias contra o mesmo? Esse negócio de ''oposição'' é só para inglês ver: são todos farinha do mesmo saco! Votaram contra a CPMF tentando limpar a barra do Congresso Nacional, que está mais suja que pau de galinheiro. Em países de primeiro mundo, a carga tributária chega até 60% dos rendimentos dos contribuintes, entretanto, o retorno para a população no tocante à saúde, segurança e educação é total. Tudo por conta do governo. Em nosso país cobra-se quase 40% e o retorno é ínfimo e indígno. No dia em que nossos políticos entenderem que trabalhando com seriedade e honestidade todos saem ganhando, quem sabe as coisas mudam (Papai Noel existe?).
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (professor) - Londrina
Sistema carcerário
A Ordem dos Advogados no Brasil (OAB) anunciou através do seu presidente nacional, Cezar Britto, que está elaborando um diagnóstico sobre o sistema carcerário. Mais uma vez a OAB do alto de sua magnitude peculiar vem a público dizer o óbvio. Ao invés de traçar um perfil do sistema carcerário, a OAB deveria direcionar as suas forças contra tudo e contra todos que permitem o descaso no sistema prisional. Para isso, a Ordem precisaria sair do mundo virtual e encarar a sua parcela de culpa, pois todos ligados à Justiça sabem que são frequentes casos semelhantes ao da adolescente mantida presa numa cela masculina no Pará. Assim como o atentado violento ao pudor faz parte da tradição das nossas cadeias, o silêncio é tradição de delegados, carcereiros, advogados, promotores e juízes. Enfim, a própria Têmis não enxerga.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina
Reprovação
Fiquei surpresa ao ler o comentário do leitor Marcelo José Grandi Martins (Cartas, 12/12) que reclama da educação, dos governantes e do sistema de ensino. Ele diz que o sistema educacional está ruim e o filho tem notas vermelhas nos três primeiros bimestres, imagine se estivesse bom? E o papel dos pais onde está? Que não perceberam antes que o filho estava com dificuldades e não procuraram logo no primeiro bimestre para auxiliar o filho? No meu ponto de vista, mais relapso neste caso são os pais porque o aluno é da 5 série, deve ter mais ou menos 11 anos e precisa ser direcionado. Agora, no final do ano não tem mais o que fazer.
NOELI JUSTINA MALISKA ZMIJEVSKI (comerciante) - Ibaiti
Terra arrasada
Sobre o artigo ''A descaracterização da cidade'', de Airton Nozawa (Espaço Aberto, pág. 2, 11/12), gostaria de enumerar algumas outras ''soluções terminais'' adotadas pela Prefeitura: eliminação da bica de água no terreno ao lado do PAI (era ponto de encontro dos moradores de rua, que continuam lá); grelhas de escoamento de água do piso do Calçadão, que em sua maioria quebravam e os pedestres caíam, agora quando chove pisa-se em poças de água; passaram um trator na pista de bicicross e com a primeira grande chuva todo o lixo foi parar dentro de um rio; árvores que estejam em frente a lojas, ocultando as fachadas e os anúncios ou sejam consideradas ''exóticas'' já foram para o chão há muito tempo, enquanto outras que apresentam real risco permanecem onde estão até caírem; sem contar que estão indóceis para tirar as mesas de damas dos velhinhos do bosque também. Esta é a política de terra arrasada da municipalidade. Incomodou, alguém reclamou, põe abaixo. Ainda bem que, com a ajuda do 5º Batalhão, salvou-se a Casa do Papai Noel!
NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO (terapeuta floral) - Londrina





