Lei seca
Lendo as cartas sobre a lei seca, fiquei analisando alguns pontos. Os contrários à lei são agressivos, não querem mudanças. Típico dos bebedores sociais, que não querem mudar suas rotinas. Os favoráveis, são mais sensíveis, devem conhecer famílias que sofrem com transtornos causados pelo uso e abuso do álcool e, porque não dizer, de drogas também. Acompanho há anos familiares que sofrem de descontrole emocional pela convivência com dependentes de álcool. São esposas e mães que sabem o que é lidar com o marido que chega tarde porque estava no bar com os amigos ou com o filho que chega alcoolizado e que entrou nas drogas por que bebeu um pouco mais num determinado dia. Quem sabe se os bares fecharem um pouco mais cedo, como já acontece em outras cidades, e que comprovadamente tiveram alguns resultados positivos na diminuição da violência, alguma família não irá dormir mais tranquila.
MARISA MENEGAZZO TAMAROZZI (diretora-presidenta do Movimento Cristo te Ama, Cristma) - Londrina
Acorda Brasil!
Como todo bom brasileiro assisto vergonhosamente e aceito pacificamente todas as notícias de corrupção, absolvição de deputados, CPMF, pedágios, crise aérea, calamidade na saúde e educação, desigualdade social, etc. Que país bagunçado é esse? E diante de tanta ''tragédia'' me calo, não faço nada, sou apenas mais um mero espectador assistindo essa ''horrível história'', achando que alguém chegará para mudar o rumo da mesma. Quanta ingenuidade! Não chegará ninguém. Devemos eu, você, todos, expressarmos nossa indignação, não nos calarmos, mostrar para nossos ''governantes'' que temos forças e se votamos neles foi com o intuito de que promessas sejam cumpridas e de que nossos ''direitos sejam respeitados''.
VALDIR CUSTÓDIO (administrador) - Londrina
Fim do Latim
Lamentamos profundamente que a partir de 2008 não haverá mais a disciplina de Latim no curso de Letras Clássicas e Vernáculas da UEL. Também não haverá concurso para substituição dos três professores que se ausentarão. Ausentes os professores de Latim, de clássico nada mais há no curso, sendo necessário alterar seu nome para Letras Modernas. Compartilhamos da opinião dos mais doutos de que não estudamos o Latim para que ele seja novamente falado, mas sim para que nos dê uma melhor compreensão do Português que falamos hoje. Não precisamos ''falar'' ou ''ensinar'' o Latim, mas como professores de Língua Portuguesa temos a necessidade e obrigação de ao menos conhecê-lo. Somente através de uma universidade moral e eticamente comprometida com o ensino de qualidade é que poderemos fazê-lo.
SIMONE HARIETE PASINI (estudante de Letras Clássicas e Vernáculas) - Londrina
Violência
Creio que o principal causador da violência que assola o nosso país é o total desrespeito com que é tratado o ser humano. Devemos então combater a violência diminuindo os diferentes tipos de desrespeito: seja o econômico, social, conjugal, familiar e o entre as pessoas, denominado de 'má educação'. Em termos pessoais, a melhor maneira de prevenir a violência é agir com o máximo de respeito diante de toda e qualquer situação. Já nas esferas governamentais precisam-se diminuir as explorações econômicas, as grandes diferenças sociais e podar o excesso de ''liberdades e libertinagens'', principalmente na TV e no sistema educativo do País. Precisamos também restabelecer a punição infanto-juvenil tanto em casa quanto na escola, educar os adolescentes com seriedade para mantê-los longe de problemas, marginalidade e violência.
DEBORAH FARAH (jornalista) - Rio de Janeiro

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