CARTAS
Pedágio
A única solução para o pedágio no Paraná é a população invadir as praças de cobrança e liberar as cancelas. Nós pagamos impostos e temos que ter a coragem de intimidar as concessionárias a baixar as tarifas ou ficar sem nada. Elas estão se sentindo donas da verdade, amparadas pelos contratos e pela Justiça. Estão roubando os paranaenses.
DEVALCIR JOSÉ TIROLI (estudande) - Londrina
CPMF
Antes de Lula e FHC, a CPMF não existia e o funcionalismo público federal nunca ficou sem reajuste salarial. Houve época, durante o Governo Sarney, que o reajuste era mensal em virtude da altíssima inflação. O que não falta ao atual governo é a indisfarçável hipocrisia para convencer a oposição a aprovar a CPMF.
ARÃO MOREIRA SANTOS NETO (advogado) - Londrina
Calhordagem política
São quase nove horas da noite, e o principal jornal televisivo do país noticia em primeira mão: ''Senado absolve, mais uma vez, Renan Calheiros''. De maneira extremamente intercalada com a decisão - repugnante, por sinal - uma afável matéria sobre chimpanzés, visando, claramente, tornar irrelevante o impacto da notícia anterior. Esse procedimento não é nem um pouco revolucionário, contudo, perpetua-se nas residências brasileiras noite após noite. Percebemos, assim, a tão famosa alienação, conceito amplamente utilizado pelo filósofo alemão Karl Marx em detrimento, à época, do capitalismo industrial, originário das revoluções industriais inglesas do século XVIII. Mudam-se os contextos, mas a utilização do conceito permanece inexorável. Somos um povo alienado politicamente. Não é à toa, por exemplo, que nossos congressistas atuem de forma exteriorizada à opinião pública, como se a mesma inexistisse. A alienação das massas pela televisão, nesse contexto, torna-se fator fundamental na continuidade da calhordagem política que assombra o Brasil.
ALLAN FERNANDO OLIVEIRA (estudante Ensino Médio) - Londrina
Desrespeito!
Não bastasse a América Latina Logística ter em seu currículo diversos acidentes com danos ambientais, agora ela anda cerceando o direito do cidadão de ir e vir. No último dia 4, um monte de vagões parados impediam as principais passagens para quem reside na Vila Mesquita, Jardim Guarani, Jardim São Francisco, Conjunto Cristal em Cambé. Crianças, gestantes, jovens com bicicletas, mães com filhos pequenos e idosas tiveram de pular pelo vão entre os vagões correndo perigo de cair e se machucar. No meu caso, sou paraplégico e sem possibilidade de pular. Por isso, só fui liberado às 18h40, ou seja, 42 minutos após chegar ao local. Isso é um desrespeito!
AMINADABE MARTINS DE OLIVEIRA (sociólogo) - Cambé
Vida política
Lendo ontem a carta do leitor Sergio Ricardo (''Vergonha 2''), respeitosamente, sugiro ao senhor dizer aos seus filhos que reúna os seus amigos para fazerem a diferença, ou melhor, começarem a fazer a diferença. Como? Participando efetivamente da vida da sua comunidade. Recomendo isso há muitos anos aos jovens de Porecatu, que comecem também a participar efetivamente da vida política, seja como vereador, prefeito ou líder comunitário, enfim, assumindo os riscos da responsabilidade efetiva. O povo vive no município, nele é que estão os verdadeiros problemas e aqui eles têm de ser resolvidos. Se os exemplos que vêm de Brasília são horríveis, os jovens e ninguém devem neles se espelhar. Pais, quanto a Brasília, esqueçam no momento, mas na hora do voto, cuidado.
DARIO DI MIGUELI LUNARDELLI (prefeito) - Porecatu
OAB e Judiciário
Precisamos realizar uma marcha nas ruas de nossas cidades, protestando contra a demora no atendimento do Poder Judiciário. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) precisa organizar esse tipo de evento. Não é possível a nossa Justiça, em todos os campos, atender à população com tanto marasmo, vindo a gerar demora da punição de muitos criminosos e na solução de muitos outros problemas jurídicos, de interesse de milhões de pessoas. Temos conhecimento de que fóruns de muitas cidades pelo Brasil afora estão abarrotados de processos, com falta de espaço fisíco, falta de material de trabalho, falta de funcionários e, principalmente, de juízes. Precisamos chamar a atenção de nossos governantes a fim de que atentem para a solução desse grande problema. A OAB deve chamar o povo e fazer uma manifestação para que nossas autoridades repensem o atendimento do nosso Poder Judiciário.
MONSUETO ARAUJO DE CASTRO (aposentado) - Mogi das Cruzes (SP)
Correção
- A foto publicada ontem na matéria ''Calor traz o incômodo dos pernilongos'' (Folha Cidades, pág. 5), é de Maria Aurea da Silva, moradora de Sarandi.





