CARTAS
Luta antimanicomial
Se fala tanto na luta antimanicomial, em reconhecer os direitos dos doentes psiquiátricos, ajudá-los a se recuperar mais rapidamente sem afastá-los longo tempo da família e da sociedade, sem estarem confinados vários meses em hospital psiquiátrico em regime fechado. Está na hora dos nossos governantes e empresários lembrarem que, apesar de limitados, somos capazes e contribuímos com nosso voto e nossos impostos, e não sonegamos como muitos fazem. Queremos que uma pequenina parte seja revertida em nosso benefício. Vem aí mais campanhas políticas, mais discursos bonitos e mais promessas, agora para prefeito. Será que devemos acreditar que o nosso grito de socorro não será mais uma vez esquecido? Não queremos ser tratados como doentes, pedimos apenas um tratamento respeitoso e digno. Aproveito para sugerir uma chácara para instalação de um centro com toda infra-estrutura necessária para atender quem passa por tratamento psiquiátrico para que se sinta livre e não acuado.
JACIRA SANTOS DA COSTA (auxiliar de enfermagem aposentada) - Londrina
Poluição sonora
Alguns gerentes de lojas do Calçadão insistem na idéia antiquada de fazer propaganda usando recursos ultrapassados da amplificação sonora. Colocam caixas de som quase na calçada e bombardeiam-nos com volume alto e irritante. Com a sujeira do Calçadão e a poluição sonora que produzem até parece que estamos em meio a uma ''quermesse''. É tudo muito provinciano!
OSEAS PEÇANHA DO NASCIMENTO (músico) - Londrina
Atraso
Para não contrariar poderosos interesses dos senhores da cana-de-açúcar, do cacau e do café, no século XIX, o Brasil foi o último país do mundo a libertar os escravos. Em pleno século XXI, o poder para libertar os ''escravos do desemprego'' já não pertence ao poder econômico, mas sim aos próprios trabalhadores encastelados nos poderosos sindicatos de classe que não aceitam negociar ''direitos'' para que milhões de trabalhadores possam entrar no mercado de trabalho formal. A reforma trabalhista já foi feita com sucesso em vários países, inclusive no Chile onde possibilitou a vigorosa e inevitável entrada do país no mundo globalizado, com notável crescimento do PIB por anos seguidos. O plano de poder petista não contempla esta reforma, o que significa dizer que continuaremos a reboque do desenvolvimento mundial. Talvez, ao termino deste ciclo virtuoso, o Brasil acorde e liberte seus trabalhadores, mas aí já será tarde demais.
SERGIO VILLAÇA (engenheiro civil) - Recife (PE)
Carro despenca
Com relação à matéria ''Carro 'despenca' de estacionamento de supermercado'' (Folha Cidades, pág. 3, 28/11), antes de o supermercado preocupar-se em calcular os prejuízos e quem vai pagar a conta, deveria estar empenhado em avaliar a ineficiência da proteção de concreto. Considerando que o carro arrancou praticamente encostado na proteção, a velocidade/força não deveria ser suficiente pra destruí-la. Resumindo: a proteção não proteje, e essa deveria ser a preocupação primeira do supermercado. Não seria uma grande surpresa se os ferimentos tivessem sido graves ou até mesmo com caso de morte. Era para deixar o supermercado preocupadíssimo com seus clientes.
CARLOS ALBERTO SILVA TRINDADE (empresário) - Londrina
Justiça gratuita
Quando o assunto é Justiça gratuita, algumas questões não podem passar em brancas nuvens. O legislador, ao tratar da matéria, deixa transparecer que estava imbuído das melhores intenções: propiciar aos menos favorecidos o acesso à Justiça e ao exercício pleno da cidadania. Basta um cidadão que preencha todos os requisitos da norma precisar ter acesso gratuito a uma certidão de nascimento ou óbito para vermos que não é bem assim. Criam-se inúmeras dificuldades para fazer valer este direito e, quando consegue o documento, produto final é de péssima qualidade. Exatamente para fazer com que em pouco tempo se desintegre e faça necessária uma segunda via do documento. Aí, as tais leis não prevêem a tal gratuidade novamente. E ainda tentam nos fazer acreditar que o Brasil é um país sério.
LOURIVAL BARBOSA (estudante de direito) - Londrina
Diamantes no Tibagi
Com relação à matéria ''Riqueza - Uma nova era para os diamantes do Tibagi'' (Folha Cidades, pág. 5, 13/11), ressaltamos que o município de Telêmaco Borba encontra-se com média superior de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em todo o Estado do Paraná. Diferente do que foi dito no box da matéria principal (''Negócio legal pode render milhões para o Paraná''), Telêmaco apresenta, segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social, taxas entre 0,767 a 0,856. Pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o índice municipal da conhecida ''Capital do Papel'' fica em 0,767.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DE TELÊMACO BORBA





