CARTAS
Anemia falciforme
Com relação à matéria ''Alerta para a anemia falciforme'' (Folha Saúde, pág. 9, 26/11), esclareço que: o teste do pezinho é usado para diagnosticar erros inatos do metabolismo. Para o diagnóstico correto da anemia falciforme, usa-se além da clínica médica a pesquisa de células falciformes no sangue periférico do paciente, e para melhor esclarecimento a eletroforese de hemoglobinas.
JOSÉ LUIZ PASCUAL PASCUAL (médico patologista clínico) - Londrina
Descaso com a saúde
Com relação à matéria ''Mulher agoniza e morre sem socorro médico'' (Folha Cidades, pág. 1, 27/11), o que ocorreu com a dona Maria das Dores Oliveira Sucupira é uma vergonha e revela a incompetência do Samu. Há três meses, minha esposa passou mal e teve fortes dores na barriga com sinais de que estava tendo uma congestão. Liguei para o Samu por volta das 20h30. A situação dela foi piorando e nossa filha de quatro meses não parava de chorar. Quinze minutos depois, liguei novamente ao Samu. Decidi chamar uma vizinha para ajudar a levá-la ao hospital. Antes disso, minha esposa conseguiu expelir o que lhe fazia mal e a dor foi passando. Por fim acabamos não indo ao hospital, mas o Samu não veio. Pouco depois das 21 horas, liguei e dispensei o Samu. E se alguma coisa pior tivesse acontecido?
ADEMIR DE OLIVEIRA BENTO JUNIOR (operador de telemarketing) - Cambé
Toma-lá-dá-cá
Não tenho dúvida que a CPMF será prorrogada e que Renan Calheiros não será cassado. A oposição não se opõe nos níveis necessários para que isso não aconteça, até mesmo porque não tem força suficiente para isso. Para a aprovação da CPMF, o governo está fazendo qualquer negócio com os parlamentares que, na sua maioria, são farinha do mesmo saco, possuem rabo preso ou rotineiramente praticam o ''toma-lá-dá-cá''. E, para a não-cassação do Renan, toda a baixaria possível e imaginável está sendo feita.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Falta de critério
Todo final de tarde costumo passar em um supermercado de Londrina. No entanto, na última segunda-feira fui surpreendido por um fiscal na entrada do estabelecimento. Ele me ordenou, ao invés de pedir com educação, que me dirigisse ao guarda-volumes para deixar a minha mochila. Apesar de achar estranho fiz o que me foi imposto. Enquanto fazia compras reparei que outras pessoas desfilavam nos corredores com bolsas, pastas e mochilas muito maiores do que a minha. Será que o fiscal julgou que eu tenho cara de cleptomaníaco ou ladrão? Qual é o critério para deixar ou não alguém entrar com uma mochila ou algo similar em um mercado? Não basta exibir belas propagandas na televisão, cabe ao comércio em geral tratar com respeito e igualdade os seus clientes.
FELIPE RAPHAEL SALGADO (engenheiro mecânico) - Londrina
Desculpas de que?
Fiquei espantado ao ouvir o vice-presidente de futebol e gestor do Londrina, Adir Leme da Silva, pedir desculpas à torcida pelo título que o time não conquistou domingo diante do J. Malucelli. Adir fez muito mais do que esperávamos. Quem deveria pedir desculpas são os empresários que aqui estão estabelecidos há tempo e nunca fizeram nada para tirar o clube do ''buraco''. Os empresários deveriam espelhar-se em cidades que apoiam o esporte e conseguem um bom retorno. Que os empresários de Ipatinga (MG) sirvam de exemplo! Adir chegou há pouco na cidade e já nos proporcionou a alegria de ver o nosso sofrido ''Tubarão'' disputar um título. Adir nunca deveria desculpar-se pelo bem que você fez a essa cidade.
PAULO CLEMENTE MARCOS (artista plástico) - Londrina
Revolução educacional
Acredito que a chave mestra para mudarmos os rumos do nosso país está numa grande revolução educacional. Se construíssemos em cima disso uma ideologia, poderíamos resolver a questão da apartheid social. Poderíamos, inclusive, pensar num capitalismo social com uma distribuição de renda mais acertada em benefício da população. Sejamos abolicionistas diante da escravidão que é a falta de uma educação forte, pois isto é o que nos prende ao subdesenvolvimento. Para conseguirmos essa tão sonhada revolução é necessário que todos entendam o sentido dessa ideologia, apartada do neoliberalismo que prega o egoísmo. Ainda dispomos do poder e podemos mudar esse triste cenário.
DEBORAH FARAH (jornalista) -Rio de Janeiro





