CARTAS
Aviso aos navegantes
Imagine-se proprietário de uma empresa. Para que ela tenha equilíbrio de caixa e lucro, você precisa constantemente abastecê-la de recursos e manter sob controle suas despesas. Você sabe que necessita de um valor ''x'' para saldar seus compromissos e que se as vendas de um determinado período forem fracas certamente terá prejuízos. Qual sua reação? Você tentará detectar as falhas e inevitavelmente cortará despesas até que o fluxo de caixa se normalize. Agora, imagine-se um político. Você poderá, através de medidas provisórias ou por meio de manobras políticas - para não dizer corrupção ativa, troca de favores, etc. - aumentar a carga tributária do pacato cidadão que não se insurge em momento algum. No máximo faz uma cara feia, profere alguns impropérios e volta à sua vidinha pacata. Aí está a receita de administração pública. Entretanto, tome cuidado; até mesmo o mais pacato cidadão, um dia acorda!
LUIZ CARLOS SEGURA (empresário) - Cambé
Polícia comunitária
A violência e a criminalidade não são problemas só da polícia, mas da sociedade. Ações repressivas e encarceramento, isoladamente, não reduzem a violência e o crime. São necessárias ações preventivas comunitárias, políticas públicas e sociais, policiais e judiciais adequadas e qualificadas. A qualidade de vida, a redução do medo e do crime, dependem da participação comunitária e das instituições sociais. Diante do atual contexto da segurança pública, verificou-se a necessidade de uma relação sólida e positiva entre a polícia e a sociedade. Daí a necessidade da divisão de responsabilidades entre o Estado, os segmentos sociais organizados e o cidadão no planejamento e na implantação das políticas públicas de segurança. A redução da violência só será possível a partir do momento em que houver justiça social e a sociedade se organizar e passar a participar da gestão daquilo que considerar bem público.
HILBERALDI CORREIA DE LIMA (comandante da Polícia Ambiental Força Verde) - Londrina
Mude o pensar
Às vezes pensamos que o mundo desabou em nossas cabeças. Enxergamos nossos problemas, mas o que é um problema para você? Sua internet que não está tão rápida quanto gostaria? Sua mãe que pega no seu pé? Almoço que você imaginava que era de arroz, feijão, farofa, salada e picanha mas só tinha arroz, feijão, salada e ovo frito? E você ainda acha que tem problemas de mais? Imagine o que é morrer de fome, ou melhor, imagine uma mãe, cuja pessoa que mais ama é seu filho, vendo ele morrer em seus braços de fome! O mal do ser humano é achar que o mundo gira em torno dele, e assim esquecemos do próximo. Nós temos tudo e mesmo assim ainda achamos algo para reclamar da vida.
CARLOS MASSAO TOMITA (administrador de redes) - Londrina
Perseguição
Foi dito pelo próprio Cristo que sua Igreja seria perseguida. Senão, vejamos: um evento anual, a Parada Gay, é tolerado pela sociedade; o machismo de homens que juram fidelidade no casamento e passam a vida trocando de amantes já é um fato corriqueiro; é sabido que mulheres e crianças sofrem abuso e maus tratos na própria família, mas isso é indiferente para as autoridades; políticos corruptos e ladrões fazem parte da nossa cultura tupiniquim. Porém, quando descobrem que um sacerdote da Igreja Católica é homossexual, a imprensa chama a atenção do mundo pelas manchetes escandalosas. Por que essa perseguição contra homens que deixam suas famílias, dedicam seus serviços e suas vidas às comunidades, para proclamar a Palavra de Deus? Será que temos o direito de apedrejá-los? E os outros tantos padres, vão pagar pelos pecados de alguns? Já paramos para pensar nos próprios erros? Ou somos todos santos?
MARIA HELENA GARCIA PEREIRA (aposentada) - Londrina
Medicar a imoralidade
Embora todos reconheçam o grande avanço da medicina, não haverá surpresa se a ciência médica confessar a impossibilidade para diagnosticar as bactérias geradoras da imoralidade. Os vírus que corroem a intelectualidade do homem não são detectados em laboratórios, e sem conhecer o diagnóstico, não se pode prescrever a medicação. Como aviar receitas médicas sem saber quais são os agentes causadores da enfermidade? Por isso, é mais fácil ''medicar'' a simplicidade das pessoas puras do que reverter o quadro clínico de uma pessoa imoral. Os homens simples têm perspectivas e alimentam a esperança. O homem imoral pode, a qualquer momento, afetar toda a sociedade. Se, na verdade, for mesmo impossível reabilitar os pacientes que sofrem do mal da imoralidade, o melhor que se pode fazer é evitar o contato com eles, desviando-se dos focos mais infectados destes vírus que tanto mal têm causado à nação brasileira.
NELSON ARAÚJO DE OLIVEIRA (professor) - Londrina
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