CARTAS
Mais vereadores?
Sobre a pergunta ''As cidades precisam de mais vereadores?'' (Debate, Opinião, pág.3, 18/11), achei muito frágil a argumentação do presidente da Câmara de Vereadores de Londrina, Sidney de Souza. O debate não se fortalece pela quantidade de vereadores e sim pela qualidade deles. Também o crescimento político da cidade depende do comportamento ético e moral dos seus políticos e não pelo número de seus representantes. Londrina, como o restante do Brasil, precisa reduzir o número de componentes de sua Câmara. Nas atuais condições, vereadores, deputados e políticos em geral não representam investimento coisa nenhuma, como propalou, e sim despesas pesadíssimas porque, com raras exceções, o político é um ''profissional'' de baixa produtividade e de alto custo para o bolso do contribuinte.
LUDINEI PICELLI (administrador de Empresas) - Londrina
Separação do lixo
Observando a rotina das pessoas de usar as sacolas fornecidas pelos supermercados para embalar o lixo, me ocorreu uma idéia que pode contribuir e muito com o meio ambiente. Os supermercados, até considerando como responsabilidade social, poderiam introduzir nas sacolas uma faixa na cor do respectivo material a ser reciclado trazendo uma inscrição (papel, plástico, vidros, orgânico). Isso ajudaria na educação ambiental do consumidor. A separação do lixo orgânico na origem facilita o processo de compostagem e reduz a quantidade dos volumes que chegam aos lixões. O procedimento evita a sujeira que provoca a revirada do lixo nas calçadas à procura dos materiais mencionados e facilita a vida dos catadores. O objetivo é racionalizar processos e buscar um melhor desenho para a destinação final do lixo. Acredito que o envolvimento dos fornecedores, consumidores e das diversas esferas de governo pode resultar na almejada sustentabilidade.
VIRGILIO RODRIGUES MOREIRA (engenheiro civil) - Londrina
Monica Rischbieter
Depois de muito ouvir falar em anões do Orçamento, mensalão, sanguessugas, dólares na cueca, pensão para filhos fora do casamento - com dinheiro alheio -, negociatas para aprovação de projetos, etc., a frase de Monica Rischbieter (''O outro lado do espelho'', Folha Gente, pág. 1, 18/11) mostrou com propriedade o que acontece no mundo político brasileiro, com destaque para o ''nosso'' Congresso Nacional: ''A vida política é uma vida de mentiras. Uma vida que não te pertence''.
RENATO NAVARRO (aposentado) - Mandaguari
Mercados em reforma
Dias atrás me deparei com a reforma de um grande supermercado mudando paredes e gôndolas de lugar. Não consegui achar o que precisava e fui para outro mercado de outra rede também em reformas. Lá, todos os produtos estavam com uma grande camada de poeira de gesso e cal. Será que não existe uma lei que regulamenta este tipo de prática? Os mercados expõem seus produtos em meio a entulhos e somos obrigados a comprá-los e limpá-los em casa antes de guardá-los. E quanto aos hortifruti e aos alimentos da padaria, que são protegidos apenas por uma rede protetora contra moscas, vamos consumi-los com grande teor de poeira que é jogada no ar? É uma falta de respeito ao consumidor. Alguém (vigilância sanitária?!) deveria coibir esse tipo de reforma.
RONALDO COUTINHO FERREIRA (assistente técnico) - Londrina
Venezuela brasileira
Incrível como o latino-americano tem um senso deturpado de justiça. Se a bebida causa estragos sociais, algum legislador logo apresenta projeto de lei proibindo a bebida depois das 23 horas, mas apenas nos botecos. Todo tipo de autoritarismo tenta justificar o injustificável, ou seja, não posso beber no boteco da esquina, mas posso beber em lugar de gente chique até a hora que quiser. E o mais importante nesta linha de raciocínio é que até a imprensa forma jornalistas autoritários aqueles que sempre defendem medidas autoritárias da esquina venezuelana como forma de solucionar a violência do dia-a-dia. Que triste a formação venezuelana de parte de nossa imprensa, bem como de alguns de nossos legisladores.
ADRIANO BENTO DOS SANTOS (advogado) - Londrina
Democracia do Lula
No mínimo preocupante, a defesa feita pelo presidente Lula da ''democracia'' de Hugo Chávez. Endoçar a administração de um presidente trapalhão, que adota práticas ditatoriais para governar o seu país, é no mínimo preocupante, principalmente quando começa a avolumar a discussão de um terceiro mandato para Lula. A preocupação aumenta consideravelmente ao observarmos a apatia do eleitorado diante da política brasileira que privilegia a demagogia e o clientelismo. Que Deus nos livre de um terceiro mandato petista, tanto no âmbito nacional quanto local. Um raio cair três vêzes no mesmo lugar é castigo demais que ninguém merece.
LOURIVAL BARBOSA (estudante de Direito) - Londrina





