CARTAS
Vestibular da UEL 1
Por que será que, depois de lutar tanto para poder elaborar seus próprios vestibulares, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) se vale de questões tão longas e complexas, cujos conteúdos são tão específicos e - por isso - fora do contexto pragmático do aluno? Ao invés de exigir vestibulandos prontos, a UEL deveria reelaborar seus objetivos, repensar qual seu verdadeiro papel enquanto instituição pública, resgatar os interesses e valores dos seus profissionais, vinculando-os às propostas da educação nacional. Com este último vestibular (11/11), mais uma vez fica comprovado que a UEL presta-se a uma prática excludente e servil a outros interesses que não os da educação.
MARIA MARGARETH RODRIGUES COLONIEZI (pedagoga) - Ibiporã
Vestibular da UEL 2
Em uma prova como a do vestibular da UEL, que seleciona habilmente os estudantes, vimos a interdisciplinaridade ser confundida com um jogo estratégico de questões sobrepostas umas às outras. O que deveria implicar o pensamento lógico e interpretativo contrariou-se em exercícios do seu poder de decorar fórmulas preconcebidas, nomes científicos e rapidez para conseguir, com eficiência, finalizar uma prova extensa e intensa em cálculos e falta de sentido. Provaremos, então, nossa capacidade de pensar e relacionar fatos com um exercício errôneo de memória? Será essa a nova geração a qual o Brasil necessita?
PRISCILLA DALLE LASTE (estudante) - Londrina
Cidade no buraco
Os jornais noticiaram recentemente a greve dos ''tapadores'' de buracos de rua. Luta inglória desses trabalhadores que reivindicam melhores condições para executar um trabalho vão. Somos velhos conhecidos desses buracos. Há anos convivemos com eles, desviamo-nos daqueles mais inconvenientes e caímos nos inevitáveis. Molas, suspensões e alinhamentos danificados fazem parte desse convívio. Eles estão presentes no caminho da escola, do trabalho e aos domingos ficam entre nós e o lazer. O Brasil lançou mais um satélite artificial, mas não sabemos tapar um buraco no asfalto? Quantos séculos mais teremos que aguardar uma nova ciência, algo revolucionário como a engenharia da pavimentação? Tão evoluída que seria capaz de tapar e manter fechado um buraco por um ano inteirinho! Imaginem quanta economia isso proporcionará ao município! Nosso dinheiro ficaria um ano sem ir para o buraco!
JOSÉ CARLOS DA SILVA PIRES DE LIMA (médico) - Londrina
Corte de árvores
Sou contra a erradicação de árvores. Antes de tudo, deve ser verificada a condição se apenas a poda não resolveria o problema. Como é do conhecimento de toda a sociedade, estamos vivenciando problemas gravíssimos relacionados ao aquecimento global. Os dias estão cada vez mais quentes. Acredito que deva-se usar critérios responsáveis para a realização da erradicação devido o tempo que leva para a nova árvore crescer.
ILZA APARECIDA MUNIZ PORTELLA (estudante de Secretariado Executivo) - Londrina
Conselheiros tutelares
O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê a criação dos conselhos tutelares, órgãos permanentes e autônomos, encarregados de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. Em Londrina existem três Conselhos Tutelares, nas Regiões Norte, Sul e Centro, totalizando 15 conselheiros tutelares, homens e mulheres, escolhidos pela sociedade. Neste 18 de novembro, dia dedicado aos conselheiros tutelares, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente parabeniza a todos pelo incansável trabalho e pela disponibilidade do coração em transpor dificuldades e barreiras para que crianças sejam salvas, cuidadas, protegidas e amadas.
TÉLCIA LAMÔNICA DE AZEVEDO OLIVEIRA (presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) - Londrina





