CARTAS
Lei seca
Acredito que os vereadores estão equivocados quanto ao fechamento de bares às 23 horas. Londrina é um pólo onde pessoas de cidades vizinhas vêm se divertir. Isso gira parte da economia da cidade. Não podemos simplesmente determinar que fechem os bares por causa da criminalidade. Ela acontece em várias outras partes da cidade e em silêncio. A criminalidade começa quando um servidor aceita propina ou quando há desvio de verbas. Ela não está escondida em bares, está à vista de quem quiser ver. Está na esquina de sua casa ou no Calçadão em pleno horário de funcionamento comercial. O que precisamos é de políticas sociais e empregos para que a cidade não seja mãe de mais desocupados.
PAULO PREZOTTI (assistente financeiro) - Londrina
Queda de árvore
Gostaria de agradecer ao secretário municipal do Meio Ambiente, Gerson da Silva, pela não prestação dos serviços inerentes àquela secretaria. Apesar de ter um pedido protocolado e respondido (25/04) para a erradicação de uma árvore que se encontrava perigosa (claramente sem sustentabilidade) na calçada da minha residência na Rua Carlos Gil, Vale do Cambezinho, o serviço não foi executado. Pois é, agora, só cabe à Secretaria do Meio Ambiente (Sema) retirar os restos mortais da árvore que caiu na última sexta-feira, deixando de herança um enorme buraco na calçada. Será que a Sema vai providenciar a reforma da calçada?
NINA GRAÇA CARDOSO (terapeuta floral) - Londrina
Futurologia
A despeito da entrevista concedida à FOLHA pelo prefeito Nedson Micheleti - ''A hipótese Belinati vai estar superada nessa eleição'' (Opinião, pág. 3, 02/11), acredito que é no mínimo precipitada sua visão sobre as eleições de 2008. Sobre levar em conta a ''vida pregressa'' dos futuros candidatos, o próprio TSE mostrou não ser esse um fator determinante para se concorrer aos cargos públicos, posto que, no ano passado, Collor - o mesmo do impeachment de 1992 - se elegeu deputado federal. Sendo assim, não acho descartável a candidatura de Antonio Belinati num país onde a impunidade impera no meio político.
YARA TALITA BRAGA (estudante) - Londrina
Leiloar a educação
Recentemente, o governo federal leiloou alguns trechos de rodovias federais para concessão e administração por empresas privadas. Como dizem que só temos a ganhar com este processo, deveria ser levado a leilão também o Ministério da Educação. Talvez assim, sendo arrematado por algum país de primeiro mundo, o Brasil tenha uma educação digna. A educação do Brasil, não está ruim, ela sempre foi. E não podemos só culpar os professores, governantes ou a sociedade. A culpa é de todo esse conjunto. O salário dos professores de rede pública nunca esteve tão baixo. Em época de campanha, políticos repetem o chavão: ''Vou dar ênfase à educação, à saúde e ao trabalho!''. Mas nunca vi nenhum destes problemas resolvidos. Quando resolvermos o problema da educação, os outros automaticamente irão se resolver.
JACSON WUTKE (estudante do Ensino Médio) - Nova Santa Rosa
Sem graça
Foi exatamente assim esse título brasileiro conquistado pelo São Paulo. Está provado que essa fórmula de disputa (pontos corridos) não funciona. Os estádios quase sempre estão vazios, além de futebol e arbitragem péssimos. E, por fim, um título sem graça em que até torcedores do próprio Tricolor não se emocionaram com a conquista. Emoção sim ficou para ver se o glorioso Timão será rebaixado ou não. Espero que não.
ELI VALERA NABANETE (agricultor) - Marumbi
Sanepar
Gostaria de parabenizar a FOLHA pelo editorial ''A volta do controle da Sanepar pelo Estado'' (03/11). A consciência de que estamos todos do mesmo lado quando os interesses são públicos é a base para a garantia de nossos direitos. Termos um governador que não tem ''papas na língua'' quando o assunto é a defesa do direito público pode ser visto como um privilégio. O governo anterior, com toda a diplomacia que lhe foi característica, tirou do povo paranaense muitos bens controlados pelo Estado passando-os para controle privado e objetivos alheios às necessidades populares. O senhor Giovani Gionédis, então secretário de Fazenda, não assinou apenas o polêmico contrato com o grupo Dominó, no caso Sanepar. Também esteve ativamente articulando e operacionalizando a venda do Banestado. Foi a figura mais frequente e motivada nas negociações que culminou na transferência de controle de um vultoso valor para privilégio e interesses particulares.
SÔNIA REGINA PINTO SANTOS CARRERI (psicóloga) - Londrina





