Falta de medicamentos
Em resposta à carta da médica Alcione de Mello e Silva (19/10) que lamentou a omissão de políticos de Londrina em defesa do grupo de paranaenses que estão sem medicação por ato judicial do Estado do Paraná, logo que soube da polêmica envolvendo inúmeros casos judiciais, pronunciei-me na tribuna da Câmara cobrando que as famílias fossem atendidas. Enviei ofícios encaminhando o abaixo-assinado desses pacientes para o governador Requião, ao secretário de Saúde Cláudio Xavier, ao presidente da OAB Nacional, Raimundo Aragão, ao presidente do TJ-Paraná, desembargador José Antônio Vidal Coelho, à coordenadora do MP em Londrina, Leila Schmiti, à presidente do CNJ e também presidente do STF, ministra Ellen Gracie, e ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Em setembro, voltei ao plenário da Câmara para cobrar que os pacientes ainda não haviam recebido a medicação. Essa atitude é uma afronta ao direito constitucional de ter acesso à vida e à saúde.
LUIZ CARLOS HAULY (deputado federal) - Londrina
Tortura sofisticada
Causa estranheza a demora da OAB-PR em divulgar os resultados da segunda fase do exame da Ordem. Pior: não há previsão para que isso ocorra. São Paulo, com um número muito maior de candidatos, realizou sua prova duas semanas após a data prevista no Paraná e divulgou os resultados na última sexta-feira. Por que não há previsão para divulgar os resultados? Por que a demora? Se a instituição tem sido a primeira a se posicionar contra voto secreto, ética, lisura e transparência de todas as demais instituições, órgãos e organizações brasileiras, por que não dar o exemplo? Além de submeter recém-formados a provas que nem mesmo os mais tarimbados e experientes advogados poderiam dar conta de resolvê-las, por que submeter novos e futuros profissionais a uma insidiosa tortura da espera por um resultado?
REGINA TOLEDO (jornalista e bacharel em Direito) - Londrina
Guerra pelas calçadas
É um tema tão importante que devemos desistir dele somente quando houver uma definição da Prefeitura, posicionando-se a favor e cobrando a construção de calçadas decentes e conserto das defeituosas. Por ora, não estão muito interessados, como pôde ser observado alguns dias atrás. Um pedreiro estava iniciando a construção de uma entrada para carro com rebaixamento da guia. Disse-lhe que iria ligar para a Prefeitura pedindo que mandassem alguém para orientar. Porém, permitiram fazer o rebaixamento. A insistência é necessária para melhorar a vida das pessoas com deficiência motora ou visual. É imprescindível que os órgãos de defesa dos idosos e deficientes, assim como toda a comunidade, participem e se mobilizem no sentido de exigir das autoridades o cumprimento da legislação.
MÁRIO MENEZES (técnico operacional) - Londrina
Tropa de Elite
O filme relata de uma maneira cruel a realidade (corrupção) dentro da polícia e o consumo de drogas. À simples vista assusta, porém é uma realidade que não faz distinções. Os jovens se sentem identificados e às vezes se apropriam deste exemplo que faz parte na vida de muitos cidadãos que se sentem desamparados e insatisfeitos com o Estado. Resta a cada um de nós aportar nosso grão de areia na luta e no combate destes problemas. Deve-se começar a trabalhar com campanhas e acompanhamentos pessoais e apoiar todos aqueles que se vêem afetados. A capacitação não somente da ''polícia'', que empunha uma arma e adentra nas favelas e morros, mas também para aqueles que com palavras, boa vontade e amor pelo próximo podem oferecer uma saída efetiva para o conflito.
DÉBORA GRACIELA RADENTI (professora de Espanhol) - Londrina
Reflorestamento
A imprensa tem prestado um grande serviço demonstrando quão difícil é estabelecer parâmetros para uma ocupação racional do solo e respeitar a mata. Os agropecuaristas ou empresas estrangeiras ávidas por lucratividade fácil semeiam capim de alta qualidade nas áreas já devastadas porque não encontram incentivos adequados para o reflorestamento. É aí que entra a ação governamental que tem condições de captar recursos externos de grande monta, uma vez que o mundo todo está sensibilizado pelo efeito deletério da camada de ozônio que vem aumentando, não obstante as tentativas do acordo de Kyoto. O país precisa recuperar o tempo perdido, cuidar do reflorestamento e lembrar que a Amazônia é o pulmão do mundo.
JOÃO DIAS AYRES (médico aposentado) - Londrina
Correção
- Na matéria ''Poço traz risco de contaminação'' (Opinião, pág. 3, 21/10), o índice de 70% de contaminação de poços artesianos se refere às amostras de condomínios da região central analisadas pelo Sebraq. Na questão dos poços artesianos contaminados por coliformes, a química Keila Sponton adverte que isso ocorre quando os poços são mal executados.

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